terça-feira, 2 de outubro de 2012

Salvem as crianças 4


Ayne Salviano

Encerro hoje meus comentários sobre a iniciativa Gestores da Paz, movimento voluntário criado e sustentado por profissionais da Justiça, da Educação e demais setores dos serviços públicos municipais e estaduais que desejam melhorar as condições de vida das crianças e jovens de Araçatuba. O objetivo, muito nobre, é criar uma rede de ações que resolva, definitivamente, os problemas vivenciados por este grupo que está em risco social.

EXEMPLO
Citei, semanas atrás, a experiência da Cipó, associação sem fins lucrativos de Salvador que tem conseguido, desde 1999, salvar as crianças e jovens por meio de atividades de mídia e educação. Simplificando muito o trabalho que conheci ‘in loco’, os colaborares da Cipó criam oportunidades para o pleno desenvolvimento e a participação social, cultural e política deste público por meio da democratização da comunicação e da educação.
SUGESTÃO
Como repetir esta experiência em Araçatuba? A resposta é: parceria com outras instituições, por exemplo, as escolas, especialmente as de nível superior. Estudantes de Direito, por exemplo, podem, por meio de palestras, cursos e oficinas ensinar os direitos e deveres básicos destes pequenos cidadãos. Conscientes da importância do seu papel social especialmente na comunidade onde vivem, crianças e jovens podem ser orientados por estudantes dos cursos de jornalismo e publicidade e propaganda para criar e manter seus veículos de comunicação, onde poderão se expressar e, principalmente, dizerem o que precisam.
MUDANÇA
Foi assim que estudantes dos Estados Unidos conseguiram mudar um bairro inteiro, deteriorado pelo abandono público. Quando eles criaram o fanzine reclamando e este jornal chegou aos grandes veículos de comunicação se transformando em pauta, não foram poucos os voluntários que conseguiram melhorar o visual do bairro com uma pintura nas casas, a recuperação de uma quadra de esportes, a criação de uma praça com brinquedos e muito verde, a biblioteca comunitária...Enfim, a criminalidade, a prostituição, o tráfico de drogas, as brigas entre grupos rivais, todos estes problemas foram diminuindo. Em tempo, a escola do bairro foi o ponto de encontro e de partida para todas as ações. Em Salvador não foi diferente. Vamos começar por aqui?

Ayne Regina Gonçalves Salviano é jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Metodologia Didática. Professora no ensino médio, graduação e pós na rede
particular de Araçatuba. Coordenadora do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região. 

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