terça-feira, 2 de outubro de 2012

Estudantes brasileiros conquistam o ouro em Olimpíada de Astronomia na Colômbia




O Brasil conquistou duas medalhas de ouro e três de prata na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA 2012). O evento aconteceu entre os dias 9 e 15 de setembro na cidade de Barranquilla, na Colômbia, e reuniu jovens de oito países da América Latina.

Os medalhistas de ouro foram Amanda Seraphim Pedarnig (Valinhos, SP) e Weslley de Vasconcelos Rodrigues da Silva (Teresina, PI). E os de prata foram Larissa Fernandes de Aquino (Olinda, PE), Luis Fernando Machado Poletti Valle (Guarulhos, SP) e Victor Venturi (Campinas, SP). A equipe foi liderada pelos professores e astrônomos João Garcia Canalle e Julio Cesar Klafke. Com esse resultado, o Brasil soma, agora, 10 medalhas de ouro, oito de prata e três de bronze.


A olimpíada foi dividida em parte teórica, prática e de reconhecimento do céu. A prova teórica teve duas partes: individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participaram de uma competição de lançamento de foguetes em grupos multinacionais. As últimas avaliações foram individuais e exigiram o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio.

Segundo o Dr. João Canalle, líder da equipe e coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a iniciativa não visa à competitividade entre os países e, sim, ao intercâmbio de conhecimentos entre os alunos e o de experiências didáticas entre os professores que lideram os grupos.

"Por meio desse evento, desejamos unir as nações, fomentar e popularizar a astronomia e a astronáutica nos países participantes. A olimpíada também tem o intuito de compartilhar o ensino das ciências espaciais com todos os membros, além de podermos conhecer melhor as diferentes culturas do nosso continente", ressalta Canalle.

Durante o evento, os participantes ainda tiveram a oportunidade conhecer o Planetário de Barranquilla, o Centro Interativo de Ciência Combarranquilla, a Universidade Livre, a Berckley International School e o Museu do Caribe. Os estudantes ainda foram em conferências em duas escolas para motivar crianças e professores com o objetivo de incentivá-los a se envolverem mais em olimpíadas científicas.


Treinamento

Antes da OLAA, a coordenação da delegação brasileira promoveu aos estudantes um treinamento intensivo com astrônomos, ex-participantes de olimpíadas e acadêmicos na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais. O objetivo era prepará-los para as provas da olimpíada.

As aulas foram coordenadas pelos professores Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR); Luciana Antunes Rios, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Julio Klafke, da Universidade Paulista (UNIP); Pâmela Marjorie C. Coelho, coordenadora da Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog); e pelos estudantes universitários Rafael Tafarello (USP) e Júlio César Campagnolo (Observatório Nacional).

Para participar da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica ou da Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), o candidato precisa de uma excelente pontuação na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Em seguida, participa das seletivas e ainda passa por mais uma etapa. Depois de todo esse processo, os classificados fazem um treinamento intensivo com vários astrônomos, como o que aconteceu na cidade de Passa Quatro.

Organização

A Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica foi fundada em outubro de 2008 na capital uruguaia, Montevidéu. O Brasil já foi sede da OLAA por duas vezes. E será a segunda vez que a Colômbia recebe o evento.

E a OBA é organizada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). O grupo responsável é constituído pelos astrônomos João Batista Garcia Canalle (UERJ), Thaís Mothé-Diniz (UFRJ), Helio Jacques Rocha-Pinto (UFRJ), Jaime Fernando Villas da Rocha (UNIRIO) e pelo engenheiro aeroespacial José Bezerra Pessoa Filho (IAE).

Fonte: Lucas Flores

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