terça-feira, 25 de setembro de 2012

Jornais em aula melhoram a criticidade de estudantes

Prof. Sidnei adotou, com sucesso,
o uso de jornais em sala de aula

Texto e Fotos: Flávia Forni
Edição: Ayne Salviano

O professor Sidnei José Moura ministra as disciplinas de história, geografia e filosofia no Colégio Dinâmico Caminhando, escola particular situada no bairro São José, em Araçatuba.
São dele, também, as aulas de Temas Atuais, uma atividade especial envolvendo o uso do jornais. A instituição de ensino é uma entre as 70 parceiras do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região.
O projeto é feito com os estudantes do 6º ano e começou, experimentalmente, no ano passado. Primeiro, os alunos escolhem a notícia que desejam ler. Para isso, têm a liberdade de folhear o impresso à vontade. De acordo com o educador, isto torna os jovens mais dispostos para desenvolver a atividade.
Na sequência, todos fazem comentários sobre o que leram com o objetivo de melhorar as habilidades de observação, explanação e argumentação.
Estudantes têm liberdade para escolher
as matérias que vão ler
Este ano, antes de iniciar o projeto, as turmas do Dinâmico Caminhando visitaram a Folha para saber como funciona uma empresa de comunicação e, principalmente, como se faz um jornal. A aluna Rúbia Couto Martins, de 10 anos, gostou do passeio e disse que as tecnologias utilizadas no processo de construção das notícias são mais evoluídas do que ela imaginava. “Eu gostei de conhecer a máquina (impressora) que faz o jornal que a gente lê porque o papel entra em branco e sai escrito com as notícias”, simplifica.

LEITOR INTEGRAL
Um dos objetivos que o professor Sidnei pretende alcançar com este exercício é fazer com que os estudantes gostem deste tipo de leitura e tenham uma maior intimidade com este meio de comunicação. Para ele, é importante que o jovem saiba o valor que o jornal tem para a sociedade e que ele também é uma fonte de pesquisa confiável. “Nosso objetivo é formar leitores não só de livros didáticos para satisfação de notas bimestrais, mas cidadãos críticos”, afirma Sidnei.
Primeiro alunos leem, depois comentam os assuntos
com os colegas de sala
O professor recebe apoio integral da coordenadora Luciana Rodrigues. Para ela, os alunos precisam conquistar além do “mundo didático” e trabalhar com o jornal é “muito proveitoso” para este fim.

DIFICULDADES
O início das atividades com o jornal em sala de aula foi um pouco complicado. A estudante Júlia Alves Queiroz, 10, conta: “ele (o jornal) é muito grande”, para justificar sua dificuldade de manusear os cadernos sobre a carteira universitária. Mas foi a insistência do professor e a prática dos alunos que venceu esta etapa.
Os alunos também discutem ideias
Hoje, além de ler o jornal, eles já conseguem conversar sobre os assuntos, escolher e debater sobre um tema, e elaborar um texto, tudo na mesma aula. “Tenho certeza que até o final do ano, os alunos estarão produzindo textos de forma independente ampliando, assim, seus horizontes de informações e criticidade”, aposta Sidnei, para complementar: “Não quero aluno copista, quero aluno que vai ler, interpretar e criticar”.
Há sempre o momento de reflexão...
Os estudantes também consideram importante fazer esse tipo de trabalho, pois estão expondo seus pontos de vista. “Eu gosto de colocar a minha opinião para as pessoas saberem o que eu estou pensando”, diz Júlia.
...antes da produção textual
ACOMPANHAMENTO
A reportagem do Ler para Crescer acompanhou uma manhã de atividades das aulas de Temas Atuais. No começo, a turma já estava bem animada, principalmente enquanto escolhiam o tema entre as matérias da Folha. Entretanto, assim que começaram a escrever, ficaram concentrados, preocupados em concluir o exercício da melhor maneira possível. Eles puderam contar com o apoio do professor para auxiliá-los respondendo as dúvidas e ajudando com o andamento do projeto.
Durante o encaminhamento da atividade, a aluna Júlia sugeriu que a classe criasse um jornal escolar. A ideia está germinando. O aluno Paulo Renato Lopes Rodrigues, 11, que antes tinha apenas o contato com o suplemento infantojuvenil Nossa Vez!, após o projeto teve interesse pelo jornal tradicional.
Os assuntos regionais são os que mais chamam a atenção, principalmente de Gabriel Urbano de Souza, 11, que lê o jornal para descobrir as novidades de Araçatuba e região.
Turma do 6o. ano do Colégio Dinâmico Caminhando

Um comentário:

  1. Parabéns professor,o mundo precisa de mais profissionais assim,comprometido com o trabalho.

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