terça-feira, 4 de setembro de 2012

Brasileiros participam da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica


Estudantes de oito países da América Latina vão se reunir na cidade de Barranquilla, na Colômbia, para a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA 2012). Cada delegação poderá levar até cinco alunos. O evento acontece entre os dias 9 e 15 de setembro. 

O Brasil já conquistou oito medalhas de ouro, cinco de prata e três de bronze. Os jovens que vão nos representar foram selecionados pelos resultados obtidos na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). São eles: Amanda Seraphim Pedarnig (Valinhos, SP), Larissa Fernandes de Aquino (Olinda, PE), Luis Fernando Machado Poletti Valle (Guarulhos, SP), Victor Venturi (Campinas, SP) e Weslley de Vasconcelos Rodrigues da Silva (Teresina, PI). Os líderes da equipe brasileira serão os professores  João Batista Garcia Canalle e Julio Cesar Klafke

Durante o evento, os participantes vão conhecer o Planetário de Barranquilla, o Centro Interativo de Ciência Combarranquilla, a Universidade Livre, a Berckley International School e o Museu do Caribe. Os estudantes ainda vão participar de conferências em duas escolas para motivar crianças e professores com o objetivo de incentivá-los a participar das olimpíadas científicas.


A olimpíada será dividida em parte teórica, prática e de reconhecimento do céu. A prova teórica será dividida em duas partes: individual e em grupo, mesclando as delegações. Os estudantes ainda participarão de uma competição de lançamento de foguetes em grupos multinacionais. As últimas avaliações serão individuais e vão exigir o reconhecimento do céu real e o manuseio de telescópio.

Para o Dr. João Canalle, coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a iniciativa vai promover o intercâmbio de conhecimentos entre os alunos e o de experiências didáticas entre os professores que lideram os grupos.

"Por meio desse evento, desejamos unir as nações, fomentar e popularizar a astronomia e a astronáutica nos países participantes. A olimpíada também tem o intuito de compartilhar o ensino das ciências espaciais com todos os membros, além de podermos conhecer melhor as diferentes culturas do nosso continente", ressalta Canalle.

Treinamento

Antes de viajarem à Colômbia, os estudantes da delegação brasileira participaram de um treinamento intensivo com astrônomos, ex-participantes de olimpíadas e acadêmicos na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais.

As aulas foram coordenadas pelos professores Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR); Luciana Antunes Rios, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Julio Klafke, da Universidade Paulista (UNIP); Pâmela Marjorie C. Coelho, coordenadora da Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog); e pelos estudantes universitários Rafael Tafarello (USP) e Júlio César Campagnolo (Observatório Nacional).

Para participar das olimpíadas internacional e Latino-Americana, o candidato precisa de uma excelente pontuação na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Em seguida, participa das seletivas e ainda passa por mais uma etapa. Depois de todo esse processo, os classificados fazem um treinamento intensivo com vários astrônomos, como o que aconteceu na cidade de Passa Quatro.

Organização

A Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica foi fundada em outubro de 2008 na capital uruguaia, Montevidéu. O Brasil já foi sede da OLAA por duas vezes. E será a segunda vez que a Colômbia recebe o evento.

E a OBA é organizada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). O grupo responsável é constituído pelos astrônomos João Batista Garcia Canalle (UERJ), Thaís Mothé-Diniz (UFRJ), Helio Jacques Rocha-Pinto (UFRJ), Jaime Fernando Villas da Rocha (UNIRIO) e pelo engenheiro aeroespacial José Bezerra Pessoa Filho (IAE).

Mais informações:
Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica

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