terça-feira, 28 de agosto de 2012

Uma sugestão para a sujeira das ruas e a reciclagem do lixo


O editorial é um gênero jornalístico opinativo, espaço onde um veículo de comunicação revela o pensamento da empresa de comunicação sobre um assunto importante para a sociedade que ela serve.

No editorial são reveladas ideias e posições que a empresa acredita e defende. Portanto, ler o editorial é um exercício de leitura crítica, pois a partir dele nos identificamos, ou não, com o pensamento do veículo de comunicação.
O editorial publicado na edição de hoje, dia 28 de agosto, na Folha da Região (A2) sob o título "A sujeira das ruas e a reciclagem do lixo" é uma excelente oportunidade para um educador trabalhar diversos  conteúdos e disciplinas para conscientizar crianças, jovens e adultos de um problema social grave: a produção exagerada do lixo e como podemos transformá-lo.
Boa leitura!




"A sujeira das ruas e a reciclagem do lixo"
Reportagem publicada pela Folha da Região no domingo revela que moradores de Araçatuba descartam incorretamente até uma tonelada e meia de lixo nas ruas todo mês. Grande parte desse lixo poderia ser transformada em matéria-prima para os integrantes de uma equipe muito especial: o grupo que forma a Cooper Araçá, a Cooperativa de Coleta Seletiva e Beneficiamento de Materiais Recicláveis de Araçatuba, composto por cerca de 30 pessoas, a maioria mulheres.
A destinação correta do lixo domiciliar não é uma tarefa tão simples, que pode ser realizada a partir da conscientização individual de cada cidadão. Para chegar a esse ponto, o Brasil precisa avançar muito, a começar pela melhoria da qualidade do ensino e, consequentemente, do nível da educação e do conhecimento com ênfase em políticas públicas para a área ambiental. A grande questão remete, portanto, ao desafio que pode ser enfrentado e vencido de imediato.
Em primeiro lugar, é importante deixar claro que a população já paga caro para que a contratada da Prefeitura mantenha a cidade limpa. Quanto mais o próprio cidadão colaborar, sabendo que um simples papel de bala a menos na rua pode fazer uma grande diferença, melhor para toda a sociedade. Quando a humanidade atingir esse nível de conscientização, não será mais necessário fazer contratos milionários para coleta de lixo, varrição de ruas e limpeza de bens públicos.
Enquanto esse dia não chega, porém, cabe à administração municipal cumprir o seu papel de coordenar as atividades de todas as secretarias, assim como fiscalizar a qualidade do trabalho da sua contratada. É para isso que existem os prefeitos, em última análise os síndicos de um enorme condomínio, com uma grande retaguarda de equipe composta por secretários e pencas de servidores, os concursados e os apadrinhados em geral.
Uma boa maneira de dar o primeiro passo e fazer a lição de casa seria levar de maneira efetivamente séria o encaminhamento de projetos voltados à coleta seletiva. Não à base do improviso, mas de forma profissional e duradoura. Certamente, um projeto dessa grandiosidade seria capaz de mobilizar a população e promover uma revolução de costumes.
No caso da cooperativa, ela não pode ser entendida como um fim em si mesmo, mas como um dos meios de avançar na cultura da sustentabilidade. Os cooperados não são catadores de lixo. São agentes ambientais da melhor qualidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário