quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Fim da miséria e crimes será manchete no futuro




Por Ayne Salviano


Notícia é todo fato verdadeiro, recente, inédito e de interesse público, explicam os teóricos do jornalismo. Nas escolas, o tema é abordado em várias etapas da aprendizagem. Na segunda série do ensino médio do Colégio Toledo, de Araçatuba, a teoria cedeu lugar à imaginação.
Depois de conhecerem os textos dos gêneros informativos e opinativos no jornalismo, os estudantes se concentraram para saber mais sobre a estrutura da notícia, o modelo da pirâmide invertida (onde as informações mais importantes aparecem no primeiro parágrafo) e treinaram para escrever o lide, espaço inicial onde aparecem as respostas para as seguintes perguntas: quem? o que? como? quando? onde? e por quê?
DA TEORIA À PRÁTICA
Após conhecerem os fundamentos, os jovens partiram para a prática da leitura dos jornais. Foram informados sobre como os assuntos da capa são escolhidos, que a manchete é a principal notícia da edição (os demais títulos são denominados ‘chamadas’), observaram com mais atenção inclusive as fotografias. A Folha da Região, por meio do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer, forneceu, gratuitamente, os exemplares usados em sala de aula para a atividade.



LEITOR DO FUTURO
Após esta etapa, a atividade proposta foi que os alunos subvertessem o conceito de realidade e imaginassem qual notícia gostariam de ler daqui 10 anos, em 2022. A aluna Priscila Fagundes escreveu sobre o Brasil vencer a pobreza. Segundo a “repórter”, a partir dos oito objetivos do milênio e com a ajuda financeira da Europa e Ásia, todos os brasileiros tiveram acesso à saúde, escolas e educação.
Afonso de Souza Marques escolheu o tema violência e escreveu que em uma década diminuiu em 70% a criminalidade do País. De acordo com ele, uma lei aprovada em 2013, obrigou filhos de políticos estudarem em escolas públicas, houve um aumento no salário dos professores, policiais e funcionários públicos, causando uma consequente melhora na educação, na saúde e na segurança.
A matéria fictícia informava: “As escolas estão com salas mais amplas, professores qualificados, sistema didático completo”. Para finalizar: “A população hoje sabe em quem votar, coisa que antes não sabia devido à falta de qualidade na educação.”
Isabela Carvalhaes Fregonesi abordou o fim da ditadura da mulher infeliz. Na matéria ela “entrevistou” uma modelo que afirmava serem precisos muito esforço e força de vontade para manter a dieta, o que acabava deixando as mulheres tristes. E finalizava a entrevista com a seguinte afirmação: “mulher bonita é a mulher feliz.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário