quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Brasil conquista medalhas em Olimpíada Internacional de Astronomia


Por Tiberius Drumond

O Brasil conquistou duas medalhas de prata, uma de bronze e seis menções honrosas na 6ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês). Os medalhistas de prata foram Ivan Tadeu Ferreira Antunes Filho (Lins, SP) e Pedro Rangel Caetano (Votorantim, SP). O bronze ficou com Breno Leví Corrêa (Viçosa, MG).   Juliane Trianon Fraga (São Paulo, SP), Murilo Freitas Yonashiro Coelho (São Paulo, SP), Matheus Saraiva Valente Rosado (Fortaleza, CE), Onias Castelo Branco Silveira (Fortaleza, CE), Karoline Carvalho Burgüer (Limeira, SP) e Fabio Kenji Arai (São Paulo, SP) obtiveram menção honrosa. O evento reuniu 27 países. 

Pedro Rangel Caetano, de Votorantim (SP),
recebe a medalha de prata

Ivan Tadeu Ferreira Antunes Filho, de Lins (SP) durante a premiação

Equipe que ganhou a menção honrosa


À frente do grupo brasileiro, estavam os professores Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e Luciana Antunes Rios, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).

Antes da competição, os estudantes da delegação brasileira participaram de um treinamento intensivo com astrônomos, ex-participantes de olimpíadas e acadêmicos na cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais.  O programa foi dividido em grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno com instrumento e de maneira panorâmica a olho nu. Os jovens aprenderam a montar e a manusear um telescópio newtoniano, fizeram simulados de provas anteriores e tiveram aulas de ciências espaciais, como, por exemplo, astronomia de posição e análise de dados.

As provas da olimpíada internacional foram realizadas em três modalidades: teórica, na qual os estudantes resolveram problemas relacionados à Astronomia e à Astrofísica; observacional, em que demonstraram seus conhecimentos sobre o céu; e prática, atividade que exigiu interpretação e o uso de dados como astrônomos profissionais.

Para participar da olimpíada internacional de astronomia, o candidato precisa de uma excelente pontuação na prova da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Em seguida, participa das seletivas e ainda passa por  outra etapa. Depois de todo o processo, os classificados fazem um treinamento intensivo com vários astrônomos, como o que aconteceu na cidade de Passa Quatro.

Segundo o Dr. João Canalle, coordenador nacional da OBA, a iniciativa motiva os estudantes a despertar o interesse pela astronomia: “Nossa área é muito carente de profissionais especializados e dispomos de pouquíssimos professores formados. As olimpíadas científicas surgem com o objetivo de atrair não só os jovens, mas também os futuros mestres em astrofísica”.

Esse ano, a seda da 6ª IOAA foi o Rio de Janeiro, na cidade de Vassouras. A cerimônia de encerramento aconteceu no Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast). A próxima edição será na Grécia, em Vólos. 

Organização

A IOAA é reconhecida pela União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês). A organização da competição exige que cada país se comprometa a sediar uma edição da olimpíada, arcando com todas as despesas relativas ao evento, que recebe apoio de diferentes setores da sociedade.

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