segunda-feira, 2 de abril de 2012

Briga de torcidas: oportunidade de aprendizagem


Notícia triste, muito triste. Mas uma oportunidade de conversar com nossos alunos sobre esportes, confraternização, alegria, e não violência, brigas e guerra. Quem sabe conseguimos montar um guia de como se comportar nas quadras da escola e, a partir delas, como encarar as disputas...
Folha da Região - 27/03/2012 (A6)


A Federação Paulista de Futebol proibiu ontem a entrada nos estádios, em jogos de competições que organiza, de integrantes das organizadas Gaviões da Fiel e Mancha Alviverde "até que sejam apurados os fatos e os responsáveis punidos nos termos da legislação em vigor (Estatuto do Torcedor)", segundo resolução da presidência da entidade.
Medida tomada após a morte, no domingo à noite, do palmeirense André Alves Lezo, 21 anos, atingido na cabeça por um tiro no confronto que envolver de 300 a 500 torcedores na avenida Inajar de Souza, na Freguesia do Ó, na capital Os rivais brigaram com armas de fogo, pedaços de paus, pedras e barras de ferro
Outro palmeirense, identificado somente como Vinícius "Zulu", morreu na tarde de ontem. A unidade da Pompeia do Hospital São Camilo não foi autorizada pela família a divulgar seu nome completo. O rapaz, 19 anos, também levou um tiro. Na briga, três foram baleado. Zulu, Lezo e Gabriel Carlos, 23, que foi atingido na bacia, mas está fora de perigo. Oswaldo Pereira Silva, 27, atingido na cabeça com uma barra de ferro, sofreu teve traumatismo craniano, fratura nas mãos e coxa, mas também não corre risco de morte.


RESPOSTA
A medida da FPF foi resposta à solicitação encaminhada pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), ligada ao DHPP, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil.André Guerra, presidente da Mancha, não quis falar do veto. "Já enterramos um (Lezo) e temos mais dois amigos mal. Não tenho condições de me pronunciar agora."
A Procuradoria-Geral de Justiça escalou os promotores Sérgio de Assis e Manoel Torralbo Gimenez Junior para acompanhar o inquérito policial que apura a morte de Lezo. Alegando que acabaram de assumir o caso, se recusaram a comentá-lo. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) viu o confronto como "lamentável, intolerável". "Há duas pessoas presas, o DHPP está trabalhando para identificar o criminoso que assassinou o torcedor (Lezo)", disse. 

ENTERRO
Estudante de engenharia civil, André Lezo foi enterrado ontem à tarde no cemitério Parque Jaraguá. A cerimônia foi acompanhada por centenas de torcedores do Palmeiras, a maioria com roupas da Mancha Alviverde. Depois de apanhar muito, ele morreu em decorrência do tiro na cabeça.
A imprensa não foi autorizada a entrar no cemitério para cobrir velório e sepultamento. Presentes disseram que a família não permitiu nenhum adereço em alusão a Palmeiras ou Mancha, entre eles as respectivas bandeiras, na sala de velório ou mesmo no caixão. O corpo do torcedor foi enterrado com um terno.
André era irmão de Lucas Alves Lezo, vice da Mancha. O dirigente da organizada também se feriu antes de um jogo. Em agosto de 2011, levou tiro na perna antes do Palmeiras x Corinthians pelo Brasileiro, em Prudente. Atualmente, Lucas é um dos 27 torcedores proibidos pela FPF de entrar em estádios do Estado de SP. Ele esteve envolvido em briga no dia 5 de fevereiro.

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