terça-feira, 24 de abril de 2012

Criatividade garante interesse nas aulas em campus no MS

Ana Júlia Silva de Souza
Ministério da Educação

Favorável ao uso da criatividade nas aulas de geografia, o professor Francisco José Avelino Júnior diz que, na verdade, com a postura teórica e as metodologias aplicadas em sala de aula, é impossível não ser criativo. Ele costuma usar recursos como mapas, livros e artigos científicos, filmes e equipamento data-show.
Na opinião do professor, a motivação dos alunos depende da metodologia adotada em sala de aula. Ele acredita que deve sempre ser criativa para levar o aluno a analisar e a compreender como se dá o processo de (re)organização do espaço.
No início de suas aulas, Avelino Júnior costuma lançar o tema O que É a Geografia. A partir das respostas, promove um debate sobre o que os estudantes entendem por geografia, a visão deles e como tudo pode ser trabalhado a partir das correntes teórico-metodológicas atuais da área.

Para tornar as aulas ainda mais criativas, o professor organiza, a cada semestre, uma viagem de estudos a diferentes partes do país com os alunos do curso de mestrado em geografia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, campus Três Lagoas. Essas saídas de campo são consideradas por ele importantes em todas as áreas da geografia. Avelino Júnior entende que elas enriquecem o ensino e a aprendizagem ao propiciar a discussão de diversos temas nos vários locais visitados — assentamentos, indústrias, aldeias indígenas, quilombos, cidades ou rios.
Doutor em geografia humana, com licenciatura e bacharelado em geografia, Avelino Júnior tem 25 anos de magistério. Também é orientador de professores de geografia do ensino fundamental e médio em escolas públicas. Atualmente, desenvolve, com os alunos, projeto sobre o ensino e a aprendizagem de geografia no ensino fundamental e médio em Três Lagoas, município do nordeste do estado. “Busca-se compreender, através das observações, entrevistas e questionários as especificidades do professor de geografia em sala de aula”, explica.
Uma das metas do projeto é descobrir, por exemplo, como os professores usam o livro e outros recursos didáticos e quais as fontes bibliográficas que empregam. Outros pontos de interesse envolvem informações sobre estratégias didáticas e temas trabalhados, além de sugestões para a melhoria do ensino e a aprendizagem da geografia escolar.

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