terça-feira, 27 de março de 2012

Música, crônica e poesia viram notícia entre alunos


Nathália Gottardi
Folha da Região - 27/03/2012 (B6)


Um projeto que une música, crônica e poesia aproximou alunos do 8º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria José de Jesus Costa, do distrito de Vicentinópolis, em Santo Antônio do Aracanguá, do dia a dia de um jornal. Durante a atividade, desenvolvida e realizada na aula da professora Renata Teruel Bahia Braga durante o segundo semestre de 2011, os estudantes ouviram a música "O meu guri" de Chico Buarque e leram a crônica "Brincadeira", de Luís Fernando Veríssimo, e a poesia "Briga no Beco", de Adélia Prado. A partir dos três elementos, os adolescentes tiveram que analisar e produzir uma notícia policial. "Nós estávamos trabalhando a intertextualidade, então selecionei três gêneros textuais que no fundo tratavam de um mesmo assunto, que era uma notícia policial", conta a professora.



PASSO A PASSO
Nas primeiras aulas, de um total de seis, os alunos analisaram e exploraram cada texto. "Ouvimos a música, exploramos o seu conteúdo e os alunos se apaixonaram pela letra, que tem um grande significado, fugindo daquilo que a maioria de nossos jovens estão acostumados a ouvir", disse Renata.
Como fizeram com a música, os alunos comentaram sobre o conteúdo e se envolveram com a trama da crônica e da poesia. "Logo eles foram capazes de perceber a intertextualidade entre os textos", destacou Renata.


GRUPOS
Após conhecerem as características de cada texto, a sala foi dividida em três grupos, que deveriam transformar os três gêneros textuais em notícia. "Para orientá-los durante a atividade, segui o roteiro que aprendemos nas aulas com a professora Ayne, do Ler Para Crescer: quem, fez o quê, como, quando, onde e por quê. E deu muito certo!", comentou.
As aulas a que Renata se refere fizeram parte de um curso de formação continuada oferecido pelo Ler para Crescer em parceria com a Diretoria de Ensino de Araçatuba no segundo semestre do ano passado. Participaram educadores da rede estadual que aprenderam algumas práticas do uso do jornal em sala de aula como ferramenta didático-pedagógica.


DO TEXTO AO TEATRO
A atividade dos alunos do 8º ano da escola de Vicentinópolis não ficou restrita somente à leitura e produção de textos. Além de fazer sua matéria policial, cada grupo teve que encenar a notícia para tornar o episódio ainda mais real, inclusive com a fotografia da situação noticiada.
"Propus que fotografassem para compor o texto jornalístico. A ideia foi acatada no mesmo instante. Eles trouxeram máquina fotográfica, roupa para se caracterizar, etc. Por exemplo, aconteceu um crime, então um se 'vestiu de morto', o outro de médico legista e um outro fotografou", exemplifica.


RESULTADO
Com toda a concepção de notícia feita, os alunos colocaram no papel o que aprenderam e, mesmo sem a prática no texto jornalístico, atingiram as expectativas para a "primeira edição" da atividade.
"É lógico que alguns textos não ficaram tão bons, porém todos conseguiram entender a proposta e chegar à notícia. Fiquei bastante contente por ter sido o primeiro trabalho que fizemos. Alguns alunos se declararam apaixonados pelo jornalismo. Inclusive uma aluna, que tem paixão pelo jornalismo e pensa em seguir carreira, me confidenciou que essa atividade foi para ela uma realização".
Com o sucesso do projeto, a professora pretende aplicar a atividade também na turma de 2012. "É um trabalho muito válido. Eles desenvolvem muito rapidamente a escrita e gostam demais. É algo muito diferente. A gente leva um certo tempo, mas quando chega ao resultado vê que vale a pena", finalizou a professora Renata. Abaixo, dois textos de alunos produzidos durante as aulas.



‘Adolescente é encaminhado à Fundação Casa por roubo’



Um adolescente de 16 anos, cujo nome não foi divulgado, foi apreendido em flagrante por tentativa de roubar uma joalheria no centro da cidade do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, dia 3 de novembro.
De acordo com uma testemunha, ele estava observando o local desde cedo, mas só executou o crime logo mais à noite, quando os funcionários já estavam fechando a joalheria.
Outra testemunha, moradora da favela da Rocinha, onde o jovem também mora, contou que ele sempre esteve envolvido nos furtos que aconteciam no morro e que já havia sido pego pela polícia outras vezes.
Além das testemunhas, a polícia também ouviu o depoimento da mãe do menino. Ela contou que seu filho trabalhava e que sempre lhe dava presentes que ela nunca teve. Segundo investigação da polícia, os "mimos" que a mãe do jovem ganhava eram todos roubados.
Logo após a apreensão, o jovem foi encaminhado para a Fundação Casa, onde vai ficar até completar 18 anos.
Caroline de Castilho Lima - 8º B E.M.E.F. Maria José de Jesus Costa, Vicentinópolis


‘Assassinato comove moradores do Guarujá’


O executivo Alexandre Torres, 34 foi morto em sua casa, na praia do Tombo, na cidade do Guarujá (SP), na noite desta quarta-feira.
O fato aconteceu por volta das 19h. A polícia esteve no local, mas não encontrou nada que pudesse identificar os assassinos.
Segundo vizinhos, aproximadamente 10 carros cercaram a casa de Torres e por lá permaneceram por volta de 10 min.
Durante esse tempo ouviam-se gritos e a voz de Alexandre gritando "era brincadeira, era brincadeira." Passado esse período, cessaram os gritos e os carros saíram em disparada.
A polícia está colhendo depoimentos de conhecidos da vítima e continuará a investigar o caso.
Matheus Servino de Carvalho - 8º A E.M.E.F. Maria José de Jesus Costa, Vicentinópolis


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