terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Coluna Mídia e Educação: O futuro é agora


Por Ayne Salviano

Começa hoje a Educaparty, evento que deseja aproximar a educação brasileira dos avanços tecnológicos mundiais. Uma necessidade já atestada pelos professores que convivem diariamente com os celulares, computadores e tablets em sala de aula, só que por enquanto muito mais nas mãos dos alunos do que nas suas próprias.

LEDO ENGANO
E que não se engane quem imagina que esta nova realidade está pressionando apenas os profissionais da rede particular de ensino. Matéria recente (Ministério da Educação quer colocar tablets nas salas de aula, 30/1, Portal Folha da Região) mostra que o governo federal também quer disseminar em todo o território nacional, e em curto prazo, este binômio educação-tecnologia para todos os níveis de aprendizagem.



RESPONSABILIDADE
A Folha de Região, com o Ler para Crescer, participará do Educaparty e compartilhará, ao longo deste ano, com os educadores de Araçatuba e região, tudo o que aprender durante os quatro dias de encontro. A responsabilidade é grande. E por um motivo especial.

HONRA
O Ler para Crescer recebeu esta oportunidade especial da coordenadora executiva do Programa Jornal e Educação da ANJ (Associação Nacional de Jornais), Cristiane Parente, e de Priscila Gonsalez, da Fundação Telefônica, patrocinadora do evento. Eram poucas vagas para muitos interessados.

RECONHECIMENTO
O Ler para Crescer estará lado a lado com outros cinco programas, de grandes empresas jornalísticas, boa parte delas de capitais e/ou grandes cidades.

DEBATES
Entre as atividades previstas a partir de hoje há debates como a discussão sobre o atual momento da chamada Sociedade da Informação, onde defende-se a ideia de que o acesso ao conhecimento é um dos mais importantes promotores do empoderamento dos cidadãos e do desenvolvimento. Pergunta-se: em nome desse empoderamento devemos defender que todo bem cultural, científico e tecnológico produzido pertence à sociedade e não exclusivamente ao seu criador? É saudável a liberdade de distribuir, colaborar, modificar trabalhos e obras criativas; usar plataformas abertas, apropriar-se da tecnologia para criar conteúdos sobre expressões culturais e regionalidades?

E OS GAMES?
Vilões para os mais desavisados, os games estão se tornando, sim, verdadeiras plataformas de aprendizagem. Na educação, eles têm contribuído com o desenvolvimento de diversas habilidades, com a construção do conhecimento de forma interativa e divertida. Mas como planejar minhas aulas com games? Que tipos usar? Como avaliar o aprendizado? É possível que eu consiga trazer algumas respostas para estas dúvidas.

ESTRELA
Mas minha grande expectativa como professora (e mãe) é meu encontro hoje às 17h com Sugata Mitra. Quero entender como o computador pode fortalecer as redes neurais das crianças e, dessa forma, tirar este instrumento da linha dos vilões e encaminhá-lo para a lista dos ‘mocinhos’. Prometo compartilhar.

Ayne Regina Gonçalves Salviano é jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Metodologia Didática. Professora no ensino médio, graduação e pós na rede particular de Araçatuba. Coordenadora do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br

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