segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Autora defende cidadania pela educomunicação


Natalí Garcelan faz pesquisa na biblioteca
da Toledo, em Araçatuba

Por Ariadne Bognar

Durante 2011, o Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região foi objeto de estudos e pesquisas feitos por estudantes de graduação (ver matéria abaixo) e pós-graduação.

A jornalista e técnica de rádio Natalí Fernandes Garcelan, 26, produziu um artigo científico denominado Mídia e Educação: Reflexões Sobre a Educomunicação para o seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) da pós-graduação em Docência no Ensino Técnico e Superior no Unitoledo (Centro Universitário Toledo de Araçatuba).


O artigo faz uma reflexão sobre a educomunicação tomando como exemplo as ações do Ler para Crescer, que é ligado à ANJ (Associação Nacional de Jornais). O programa nasceu em 2011 e é uma reformulação do Folha da Região na Sala de Aula, desenvolvido desde 1994.

O Ler para Crescer adotou práticas educomunicativas por meio da jornalista e professora Ayne Regina Gonçalves Salviano, responsável pela formação continuada dos educadores das redes pública e particular de Araçatuba e região. Foi ela quem orientou a pesquisa de Natalí Garcelan.

INTERESSE
A autora do artigo entende as práticas educomunicativas como fundamentais para a formação crítica e social dos indivíduos. "O fato de tornar o aprendizado dinâmico e interativo faz com que os alunos tenham um interesse maior. É uma ferramenta que vem complementar o processo de aprendizagem e busca formar um cidadão melhor", defende.

Apesar de ainda não exercer o papel de educadora, Natalí vê infinitas possibilidades na união da educação com a comunicação. "Os momentos em sala de aula são trocas constantes de experiências. Não existe mais aquela coisa do aluno ficar sentado na cadeira somente absorvendo o que o professor tem a dizer. É necessário modificar aquele ambiente. Professor e aluno produzem, pesquisam e constroem juntos o conhecimento. O papel do educador é orientar, motivar e estimular o aluno", acredita.

TESTE
A jornalista apresentou suas ideias para os acadêmicos do 6º semestre do curso de pedagogia do Unitoledo. A grade curricular destes estudantes não inclui o uso da mídia em sala de aula como ferramenta didático e pedagógica (como o Ler para Crescer ensina), mas o coordenador do curso, Reynaldo Mauá, comentou que deve inserir esta ideia no plano de ensino a partir de 2012.

"Vamos solicitar na pró-reitoria (de graduação) a inclusão dessa disciplina. É preciso despertar a atenção para o uso do jornal em sala de aula. A tendência é os meios de comunicação permanecerem presentes no dia a dia, ainda mais no processo educacional", comenta.

Mauá acredita que o surgimento do curso de licenciatura em Educomunicação - e mais recentemente de uma pós-graduação nesta área - na USP (Universidade de São Paulo) mostra o quanto essa área está crescendo, mas alerta que os profissionais precisam estar preparados para atuar. "Quem não teve contato direto com alguns orientadores desse tipo de atividade dificilmente saberá como trabalhar”, analisa.

O coordenador do curso de pedagogia do Unitoledo vê as práticas educomunicativas com bons olhos e justifica o uso do jornal em sala de aula para a melhoria da sociedade. "Acho necessária esse tipo de inserção principalmente nos dias de hoje quando a interpretação e o entendimento daquilo que é escrito, ouvido ou visto fica muito aquém da necessidade do cidadão de entender o que se passa no mundo. Ele passa a ser um agente ativo e não apenas um receptor. A educomunicação pressupõe a participação de todos mais ou menos com o mesmo nível de responsabilidade e criatividade", finaliza.

Folha e Ler para Crescer são exemplos



Para esclarecer o público e apresentar instituições que desenvolvem projetos sociais, cinco acadêmicos do 5º semestre do curso de Administração da Unip (Universidade Paulista) desenvolveram um trabalho interdisciplinar do PIPA (Programa de Iniciação às Práticas Administrativas) sobre a Governança Corporativa e Responsabilidade Socioambiental.

O grupo formado pelas alunas Ana Laura Silva Cândido da Glória, Jéssica Thais Silva Bosco, João Gabriel Fantini da Cruz, Lucas Vinícius Cortez Orlando e Mariana de Carvalho Orlandeli abordou as práticas sustentáveis presentes em toda a produção de um jornal. Para isso, os estudantes estiveram na Folha da Região em uma visita monitorada.

NOVIDADE
Na ocasião, os estudantes conheceram o Programa Jornal e Educação Ler para Crescer que, além de incentivar a leitura crítica e uma mudança social por meio da compreensão das notícias, também visa e trabalha noções de sustentabilidade.

Um exemplo: Para incentivar as crianças a cuidarem do meio ambiente foram desenvolvidos brindes ecológicos como canetas, blocos de anotações, pastas, folders e cartões mais sacolas de tecido e squeezes, aqueles recipientes para água que economizam copos plásticos. Os brindes foram entregues ao longo deste ano para os participantes do Ler para Crescer que fizeram as visitas monitoradas.

CONSCIÊNCIA CRÍTICA
Para a estudante Jéssica Thais, o trabalho desenvolvido pelo Ler para Crescer mostra a responsabilidade da Folha em diversos setores. "A responsabilidade social anda de mãos dadas com o conceito de desenvolvimento sustentável. Uma atitude responsável em relação ao ambiente e à sociedade não só garante a não escassez de recursos como também amplia o conceito a uma escala mais ampla. O desenvolvimento sustentável não se refere só ao ambiente, mas por via do fortalecimento de parcerias duráveis, pois promove a imagem da empresa como um todo e, por fim, leva ao crescimento”, afirmou.



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