segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Participe!

Quem somos
O Ler para crescer é um programa do jornal Folha da Região que visa desenvolver um trabalho de democratização da informação por meio da leitura de jornais, de incentivo à Educação e transformação social por meio da cidadania.

História
A ideia de levar jornais para as salas de aula surgiu nos EUA em 1930. No Brasil, a prática nasceu em 1980 com apoio da ANJ – Associação Nacional de Jornais. O Ler para Crescer foi implantado pela Folha da Região em 1994 por iniciativa dos diretores Genilson Senche e Ana Eliza Assis Lemos Senche. Era chamado de Projeto Cultural Folha da Região na Sala de Aula. Em 2010, foi ampliado para atender escolas e professores do Ensino Fundamental ao Superior de Araçatuba e região. Nestes 17 anos, foram atendidas mais de 200 escolas e um universo de 3 mil professores e 400 mil estudantes. A partir de 2011, o trabalho vai crescer mais.

Proposta
O Ler para Crescer usa o jornal como recurso didático e pedagógico para estimular o gosto pela leitura e contribuir para a formação de cidadãos participativos.

Objetivos
Oportunizar o acesso ao jornal para todas as camadas da população, democratizar a informação, desenvolver o gosto pela leitura, valorizar a informação como instrumento de construção da cidadania, contribuir para um aprendizado mais pleno da leitura e da escrita, incentivar a compreensão do mundo e do exercício da cidadania, criar alternativas para expressão de atitudes cidadãs por parte dos leitores diante das informações veiculadas, colaborar com a dinamização do currículo escolar, e ampliar a capacidade de reflexão, verbalização e organização de ideias dos alunos.

Ações
O Ler para Crescer proporciona: uma assinatura gratuita do jornal Folha da Região para as bibliotecas de todas as escolas participantes; 20 exemplares do jornal para cada unidade escolar desenvolver atividades com os estudantes; visitas monitoradas para professores e alunos; publicação de página semanal com atividades desenvolvidas pelas escolas; cursos de formação continuada para educadores, e concursos culturais.

Público-Alvo
Escolas da rede pública (municipal e estadual) e particular, do ensino fundamental ao superior. Instituições, organizações, associações e entidades que desenvolvem atividades socioeducativas, segmentos específicos como educação de jovens e adultos, educação especial e ensino profissionalizante, e instituições de ressocialização.

Como participar
Entre em contato pelo telefone (18) 3636-7814 ou pelo e-mail lerparacrescer@folhadaregiao.com.br.   
Rua Joaquim Fernandes, 445 – Jardim Nova Iorque – Araçatuba/SP
CEP 16018-280 – Tel. (18) 3636-7814

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Jornal institucional da escola

Um jornal impresso feito pelos alunos estimula a leitura e a escrita e divulga o trabalho pedagógico para a comunidade

Daniela Almeida 

Investir na produção de um jornal interno garante à escola um variado leque de benefícios: ele melhora a comunicação com os pais dos alunos e com toda a comunidade, serve de canal para divulgar o projeto pedagógico da escola ao noticiar as atividades desenvolvidas, desafia crianças, jovens e membros da equipe escolar a se unir em torno de um objetivo comum, aproxima os estudantes do gênero informativo e incentiva a garotada a escrever. "Todos se envolvem para escolher os temas que serão abordados nas reportagens, falar com os entrevistados e distribuir os exemplares", afirma Ana Flávia Alonço Castanho, formadora das redes municipais de São Paulo e São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

Pensando nesses ganhos, a EE Geraldo Melo dos Santos, em Maceió, lançou um periódico que leva o nome da instituição. Uma vez por ano, estudantes e professores se reúnem para decidir o tema das reportagens - a maioria delas trata do cotidiano escolar (como eventos, atividades e projetos) e sobre os assuntos que as turmas estão aprendendo no momento. Os familiares também dão palpites - e geralmente pedem textos sobre o relacionamento entre pais e filhos. As ideias passam pela aprovação do núcleo de comunicação, um grupo de quatro docentes que detalha o que será apurado e acompanha o processo de produção. A partir daí, os próprios alunos fazem entrevistas, tiram fotografias e redigem os textos.

Professor de Santos defende exercícios

O professor de matemática Lívio Celso Pini, de 55 anos, disse à polícia que aplicou problemas com temas relacionados a crimes a alunos da Escola Estadual João Octávio dos Santos, em Santos (SP), para que os estudantes refletissem e discutissem o tema posteriormente em sala de aula.

Ele depôs ontem na Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Santos, que apura se o professor cometeu "apologia ao crime" ao aplicar questões que abordam tráfico, prostituição, roubo de veículos, assassinato e uso de armas de fogo a alunos do 1.º ano do ensino médio da Escola, que fica no Morro do São Bento, periferia da cidade.

Segundo o delegado Francisco Fernandes, Pini disse que as perguntas foram retiradas de um site. Afirmou ainda que havia aplicado o mesmo teste no ano anterior. O professor escondeu o rosto ao deixar a delegacia e não quis falar com a imprensa. Seu advogado, Thiago Huber, disse que ele está "muito abalado" e "sob efeito de medicação".

Após episódio com bermuda, Estado poderá adotar uniforme completo

O secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald, admitiu que depois que uma aluna foi "convidada" a se retirar de uma escola em Araçatuba porque teve o comprimento de sua bermuda questionado por funcionários do estabelecimento, o Estado poderá adotar o uso de uniforme.


 A informação foi dada hoje pelo próprio secretário durante encontro com profissionais da rede estadual da educação, no teatro da Unip (Universidade Paulista), em Araçatuba.

Estudante de Araçatuba ganha bolsa para estudar nos EUA

A estudante Greice Kelly Cardoso da Silva, 23 anos, de Araçatuba, foi uma das alunas que farão parte do Programa de Intercâmbio Cultural oferecido pelo Centro Paula Souza.

O programa oferece ao melhor aluno de cada Fatec e Etec do Estado de São Paulo uma bolsa de estudos de inglês nos Estados Unidos. Ao longo do programa serão oferecidas 600 bolsas, sendo 500 para alunos e 100 para professores.

UBE recebe inscrições na região para obra conjunta

A UBE (União Brasileira de Escritores) está recebendo inscrições de autores da região interessados em participar de um livro que vai ser lançado em junho. De acordo com o coordenador do núcleo araçatubense da entidade, Antonio Luceni, podem participar todas as pessoas que produzem crônicas e contos. O tema é livre.

O prazo final é 30 de março. O livro será impresso pela Editora Somos, empresa do grupo Folha da Região. "Apesar de não ser restrito apenas a esta região, pois temos participantes de outros Estados, gostaria muito que os nossos valores locais se revelassem neste momento. É uma oportunidade rara para novos talentos aparecerem", diz ele.

Região tem boa escolaridade, mas é pobre, diz estudo

Pesquisa divulgada esta semana pela Assembleia Legislativa junto com a Fundação Seade traz uma boa e uma má notícia para a região administrativa de Araçatuba. A boa é que o IPRS (Índice Paulista de Responsabilidade Social) colocou a região entre as três primeiras no ranking paulista de escolaridade. Já a ruim é que o mesmo estudo mostra que a região é uma das quatro mais pobres do Estado, à frente somente de Marília, Presidente Prudente e Registro.

A região, assim como Rio Preto e Prudente, alcançou 75 pontos em uma escala de 100 no indicador escolaridade. No critério de desempate, ocupa a segunda posição. Quatro fatores foram avaliados: os jovens de 15 a 17 anos que concluíram o ensino fundamental (76%), os de 18 a 19 anos que terminaram o ensino médio (59%), além dos de 15 a 17 anos que conseguiram estudar em pelo menos quatro anos (97%) e também o porcentual de crianças de 5 a 6 anos que frequentam a pré-escola (90%). As fontes de dados utilizadas foram o Censo Demográfico e o Censo Escolar.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Blog da escola: por que vale a pena ter um

Ferramenta do mundo virtual, o blog é um recurso simples de criar e eficaz para compartilhar as ações pedagógicas - Veja matéria da revista Gestão Escolar sobre blog na escola.

Blog, posts, comentários, links... Para quem não é familiarizado com o assunto, esses termos podem soar estranhos. É verdade que eles se tornaram populares há menos de dez anos, mas basta fazer uma pesquisa rápida na internet - digite em sites de busca as palavras "blog" e "escola" - para constatar que a lista de resultados é enorme.

Essa ferramenta do mundo virtual pode ser muito útil para a equipe gestora divulgar o projeto político-pedagógico, ampliar a discussão de conteúdos trabalhados em sala de aula e valorizar, para a comunidade, a produção dos alunos. Além do mais, ela permite interagir com outras instituições (veja nas últimas páginas exemplos de blogs de escolas, com a descrição dos principais recursos usados para compor a página e como eles são utilizados).

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cartas ao Passado - Uma divertida forma de aprofundar seus conhecimentos em História

"Alunos são ótimas pessoas, a não ser quando se tenta dar aula para eles"

Recente provérbio dos professores

Essa frase já foi dita para mim por diversos dos meus colegas, das mais diversas áreas. Realmente parece haver uma grande resistência dos jovens e adolescentes de hoje aos formatos mais tradicionais. Além disso, algumas vezes, por algum motivo parece que, quando eles percebem que vão aprender alguma coisa, já fazem uma resistência a isso, mesmo quando a aula é diferenciada dos padrões tradicionais.

Ao mesmo tempo duvido que eles, tendo a oportunidade de realmente conversar com alguém do passado, perderiam a oportunidade. Penso isso pois, quando ensinava cultura indiana, e enfim pude trazer indianos para conversar com eles, houve o completo silêncio, sabiam que era uma oportunidade única e aproveitaram até a última gota. Da mesma forma quando puderam entrar em contato com o soldado israelense através de uma vídeo-conferência ou com um especialista em cultura andina, com seus instrumentos peculiares.

Foi justamente pensando nesses sucessores (que apesar de incríveis são raros, pois nem sempre temos como conseguir contato com essas pessoas) foi que eu desenvolvi a atividade "Cartas ao Passado". A ideia era bem simples, os alunos poderiam escrever suas cartas a personagens históricos, sejam estes famosos ou genéricos (como "um agricultor egípcio" por exemplo, mesmo que anônimo). Nesta carta poderiam falar qualquer coisa que quisessem, contar seu dia no futuro, fazer perguntas sobre o passado, etc. Entretanto, a grande curiosidade estava na promessa de que os personagens iriam responder.

Educação audiovisual estimula pensamento científico

Por Sandra O. Monteiro - sandra.monteiro@usp.br

Diferentes tipos de inteligência podem
ser utilizadas na educação audiovisua
A educação audiovisual pode ser um diferencial na educação brasileira, principalmente nas periferias. De acordo com um estudo realizado na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, os alunos são livres para gravar e mudar parâmetros como luz, foco ou distâncias, depois analisam e comparam os resultados.

“É um estímulo ao pensamento científico. Aos poucos surge um pensamento crítico-analítico em que cada conceito na linguagem audiovisual é formado ou reformulado por meio de uma compreensão natural”, conta a cineasta Moira Toledo, autora da tese de doutorado Educação Audiovisual Popular no Brasil: Panorama, 1990-2009, defendida em 2010.

Segundo o estudo, 80% das entidades que desenvolvem projetos de Educação Audiovisual Popular (EAP) o fazem sob a ótica de uma educação democrática e libertária.

A Educação Audiovisual Popular (EAP) é a atividade educativa gratuita, promovida por uma entidade ou agremiação informal de pessoas, voltada, entre outros objetivos, ao ensino dos meios de realização audiovisual especialmente para cinema. O público-alvo destas atividades são jovens moradores de bairros urbanos localizados em bolsões de pobreza, ou grupos socialmente marginalizados, tais como comunidades indígenas e quilombolas, portadores de necessidades especiais, frequentadores de Centros Psicossociais (CAPS e CAPS/AD), dentre outros.

Facebook

Olá,
Agora o Programa Ler para Crescer da Folha da Região também está no Facebook. Acompanhe nossas novidades também nesse espaço virtual. É só acessar: http://www.facebook.com/profile.php?id=100002065310554

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Viriato Corrêa inovou modo de ensinar História para crianças

Uso de imagens e do avô contador de histórias:
recursos para atrair as crianças
O escritor maranhense Viriato Corrêa (1884-1967) inovou ao ensinar História do Brasil de maneira lúdica, utilizando imagens e ilustrações para prender a atenção das crianças. Na Faculdade de Educação (FE) da USP, uma pesquisa analisou como as obras do escritor serviram como referencial e mudaram o modo de ensinar História para crianças entre 6 e 12 anos, a partir de 1930.

Uma desses livros é História do Brasil Para Crianças, publicado em 1934 pela Companhia Editora Nacional (CEN) e que permaneceu 50 anos no mercado: sua última edição (28ª) foi em 1984. “Quando foi lançado, já existiam obras didáticas de História para o público infantil, mas que tinham como principal característica dar importância a datas, nomes e personagens históricos: eram os tradicionais questionários de perguntas e respostas”, conta historiador Ricardo Oriá, autor da tese de doutorado O Brasil contado às crianças: Viriato Corrêa e a literatura escolar para o ensino de História (1934-1961), apresentada em 2009 na FE, sob orientação da professora Circe Bittencourt. O trabalho será lançado como livro pela AnnaBlume Editora no próximo mês de abril, em data que ainda será definida.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Disputa por poder é a engrenagem da relação aluno-escola

O "jogo de poder" faz parte da lógica do
cotidiano dos alunos, que lutam por espaço
Por Glenda Almeida - glenda.almeida@usp.br

As reformas pretendidas para a Educação devem tomar muito cuidado com a visão simplista de que o aluno é o culpado de tudo. Segundo o sociólogo Marcel Engelberg, são as experiências do cotidiano escolar que produzem o conceito de aluno. E uma vez que as experiências são sempre diferentes para cada estudante e para cada escola, a concepção do que é ser aluno não pode ser vista como algo estático, já pronto. “Esse tipo de olhar prejudica as possíveis reformas, que tem se limitado à ótica do professor e da coordenação, baseada na perigosa dicotomia ‘aluno comportado e aluno bagunceiro’”, ressalta.

A pesquisa de mestrado do sociólogo, cujo título é A invenção cotidiana do aluno: relações de poder, experiências escolares e possibilidades de existência, foi baseada nas ideias do filósofo Michel Foucault sobre o conceito de “relações de poder”. Para Foucault, uma relação de poder é construída a partir das possibilidades de reação, de negociação e de disputa pelo exercício de poder sobre os outros.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Livro sobre Educomunicação

Além disso, o livro estabelece relações e debates entre juventude, educação e práticas educomunicativas, em alinhamento com as discussões acerca da política educacional propostas pelo MEC.
O livro pode ser adquirido pelo site da editora.
Mais informações: site www.usp.br/nce/wcp/exe/public.php?wcp=/home/capa

Atenção, professores: vamos nos preparar!

7º Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso Ecofuturo

Nesta edição do Concurso de Textos o tema é Vamos cuidar da vida!

Como cuidar da vida com alegria, leveza e inteligência?
Damos a palavra para recebê-la de volta, e, assim, saber de fonte direta como vão e o que pensam as crianças, jovens e adultos deste país.
Quem participa: Alunos e professores de escolas públicas e privadas do ensino fundamental I e II, ensino médio e EJA; educadores sociais e profissionais de biblioteca de todo o país.

10 vencedores em cada categoria


Regulamento e material de referência disponíveis no site: www.ecofuturo.org.br/concursocultural a partir do início de Fevereiro de 2011
Inscrições de 01/03/2011 a 30/06/2011

Dúvidas: concursocultural@ecofuturo.org.br

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Provinha Brasil de Matemática

A partir do mês de agosto, todas as escolas públicas do País poderão aferir os conhecimentos em matemática das crianças matriculadas no 2º ano do ensino fundamental, por meio da Provinha Brasil. A avaliação, que anteriormente tinha foco em língua portuguesa, foi expandida e permitirá um diagnóstico mais preciso na fase de alfabetização. Neste ano será realizada apenas uma edição do exame na área de matemática. Já em 2012, a sistemática de aplicações será exatamente igual à da Provinha Brasil de Leitura: duas aplicações por ano, uma no início e outra no fim do ano letivo.
Os kits para a primeira aplicação da prova de Leitura em 2011 serão enviados no decorrer do mês de março para as redes estaduais e municipais de educação. Coordenados pelo Inep, os itens da Provinha Brasil são elaborados por centros de formação em alfabetização, com ênfase em leitura e matemática, de universidades públicas parceiras do Instituto. A distribuição da prova é feita pelo Ministério da Educação (MEC). A aplicação é voluntária e deve ser organizada pelas redes estaduais e municipais de educação, assim como a correção das provas e utilização dos resultados.
A partir das informações obtidas pela avaliação, os gestores e professores têm condições de intervir de forma mais eficaz no processo de alfabetização, aumentando as chances de que todas as crianças obtenham êxito até os oito anos de idade, conforme uma das metas previstas pelo Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Celular na sala de aula

Aparelho deveria ser integrado às aulas e uso deveria passar por orientação

Rafael Sampaio, do R7 em Brasília | Fonte: noticias.r7.com

 Proibir telefone celular em sala de aula é ineficaz, dizem pesquisadoras ouvidas pelo R7. Os alunos driblam o veto facilmente e continuam usando os aparelhos nas escolas. A afirmação foi feita no dia 26 de abril do ano passado, dez dias depois que a Secretaria de Educação do RJ baniu o uso de celulares, bonés e das chamadas “pulseiras do sexo” nos colégios municipais. A capital paulista tem proibição similar quanto ao uso dos telefones. Pelo menos quatro Estados – Ceará, Rondônia, Pará e Rio Grande do Sul – também vetam os aparelhos nas escolas.
 As mochilas dos alunos não são revistadas, diz Maria Elizabeth Almeida, professora de educação digital da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ela ressalta que isso não é o ideal a ser feito, e que o correto seria orientar os estudantes sobre o uso do aparelho. “Os jovens usam pouco os celulares para falar. Eles preferem mandar mensagens, ouvir música, fazer fotos e vídeos. Por que não usar essa tecnologia de forma integrada com as aulas? É um potencial que pode ser aproveitado, a médio prazo, pelos colégios públicos, já que os aparelhos estão nas mãos da maioria dos adolescentes”, acredita a educadora.
Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Rosa Viccari também é contra vetar o aparelho. Ela conta uma experiência bem-sucedida que viveu na Finlândia, sobre o uso de celular nas escolas: “Acompanhei uma aula de biologia em um colégio para crianças. Elas fizeram uma trilha na natureza, e os celulares que usavam trazia a rota gravada em um GPS (sistema de localização digital). Os jovens também eram orientados a tirar fotos de plantas e animais encontrados no caminho e enviar, em tempo real, para o computador da escola”.
As duas participaram de um pré-encontro da conferência internacional sobre o impacto dos TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) na Educação, preparada pela Unesco (órgão da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura). Elas ponderam que os governos estaduais e a União deveriam pensar em políticas públicas que aproveitassem as tecnologias disponíveis, como celulares e câmeras fotográficas digitais, nas escolas. “As TICs vão além do uso de computadores e notebooks. É hora de correr atrás de uma integração dos aparelhos tecnológicos que já existem, levando em conta o ensino”, acreditam as professoras.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Erros mais comuns de português

Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior frequência, merecem atenção redobrada. Veja os noventa e oito (antes eram cem) mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles.

1. “Mal cheiro”, “mau-humorado”. Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.

2. “Fazem” cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.

3. “Houveram” muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.

4. “Existe” muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.

5. Para “mim” fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.

6. Entre “eu” e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.

7. “Há” dez anos “atrás”. Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.

8. “Entrar dentro”. O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.

9. “Venda à prazo”. Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.

10. “Porque” você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

EUA são medíocres em matemática

Se o nosso planeta fosse uma grande sala de aula de matemática, os Estados Unidos seriam um aluno medíocre sentado no fundo da sala.


Dentre 30 países, os EUA obtiveram a 25ª colocação em matemática e a 24ª em ciências*.
Nunca houve época mais propícia para tornar os nossos sistemas educacionais mais inteligentes. Escolas e sistemas avançados de ensino estão sofrendo com os cortes orçamentários. A demanda por trabalhadores competentes com conhecimentos especializados está crescendo a 11% ao ano. Muitos postos de trabalho vão exigir treinamento pela vida inteira e uma permanente atualização. E o setor de educação se tornou cada vez mais complexo e difícil de quantificar, à medida em que os estudantes buscam uma variedade de caminhos alternativos de aprendizagem.
Um dos desafios é que nossos sistemas educacionais precisam ser mais sistêmicos, por assim dizer. Nos EUA há mais de 15.000 distritos escolares independentes e mais de 4.000 instituições de ensino superior, a maioria com objetivos e processos administrativos próprios. Na China há aproximadamente 500.000 escolas de nível primário e médio, muitas delas responsáveis pela administração da sua própria infraestrutura. Essas redundâncias criaram enorme ineficiência, inflando custos e criando silos de recursos.
A boa notícia é que houve avanços nas tecnologias de educação – computação em nuvem, sistemas de fonte aberta, virtualização, análise de dados – que podem ajudar os nossos sistemas educacionais a renovar infraestruturas obsoletas, dando-lhes uma nova funcionalidade. Eles podem se tornar mais interconectados, mais instrumentados e mais inteligentes. Em resumo, mais inteligentes. E isso já está acontecendo.



*Fonte: Organization for Economic Co-operation and Development, The Program for International Student Assessment, Ratings, 2006

Biblioteca que sai do lixão

POR FRANCISCO EDSON ALVES
Rio - Catador de papel do Lixão de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada, e uma das estrelas do filme 'Lixo Extraordinário’, que concorre ao Oscar de melhor documentário em Hollywood, José Carlos da Silva Bahia Lopes, o Zumbi, de 35 anos, está montando uma biblioteca com livros que acha entre latas, plásticos, garrafas, moscas e urubus.
Ao longo dos últimos 25 anos, ele já conseguiu salvar mais de 10 mil títulos, guardados em caixas de papelão na Sala Cleuza Maria da Silva Bahia — nome em homenagem à sua mãe, que morreu há 7 anos —, na associação dos catadores.
“Espero contar com doações de estantes para abrir o espaço para as cerca de 7 mil pessoas da comunidade”, diz Zumbi. Ele conta que estudou apenas até o 2º ano do Ensino Fundamental, mas aprendeu a ler e escrever através dos livros que resgata no aterro sanitário. “Já perdi a conta de quantos livros li nas últimas duas décadas. Graças a eles, hoje sou uma pessoa informada e antenada com o mundo”, garante.
Entre as “caixinhas de surpresas”, como Zumbi chama carinhosamente os livros, estão dicionários, manuais de informática e de noções de Direito Penal e obras de ficção famosas como ‘O Código da Vinci’ e ‘Anjos e Demônios’, do badalado escritor norte-americano Dan Brown. Entre os achados, há também sucessos de grandes autores brasileiros, como Carlos Drummond de Andrade (‘O Avesso das Coisas’ e ‘Contos de Aprendiz’), Clarice Lispector (‘A Hora da Estrela’), Machado de Assis (‘Dom Casmurro’) e Paulo Coelho (‘O Alquimista’).

A iniciativa do catador é lição de vida e alerta para o poder público. Estudo recente feito pelo Movimento Todos pela Educação apontou que seria necessária a construção de 25 bibliotecas por dia no Brasil até 2020, para atender a uma lei sancionada ano passado, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, determinando que todas as 200 mil escola de educação básica devem ter biblioteca.

Por que é importante ler jornal na escola?


Por qué y para qué leer el diário en la escuela?

O livro "Por qué y para qué leer el diário en la escuela? De La prensa escrita a revista escolar", da jornalista e educadora Marcela Isaías, é da Homo Sapiens Ediciones, de Rosário/Argentina – 2009. Uma boa dica para quem está estudando a relação mídia-educação e, mais especificamente, jornal e educação. (Resenha de Cristiane Parente)
“A ponte muitas vezes quebrada entre realidade social e cotidiano por um lado, e vivência escolar por outro, pode ser re-estabelecida a partir do uso do jornal na escola. Por exemplo, mostrando como o que se viu na televisão reaparece nos jornais, e o quão diferente pode ser o tratamento da notícia em ambos os meios.” A partir dessa afirmação que se lê logo nas primeiras páginas de “Por qué y para qué leer el diário em la escuela”, de Marcela Isaías, já é possível ter ideia do que virá a seguir.
Editado pela editora argentina Homo Sapiens Ediciones, em 2009, a publicação discute a leitura entre crianças e jovens, como estimulá-la e de que forma o jornal pode ser um aliado nessa empreitada. Isaías defende que o jornal na escola é um espaço de aprofundamento da análise dos temas da atualidade, além de proporcionar a possibilidade de comparação de diversos meios entre si e constatar que “a notícia não é uma simples informação, mas sempre construção.”
A autora vai além: “acabar com a ingenuidade que supõe os jornais simples testemunhos neutros da realidade é uma das tarefas fundamentais a realizar com o jornal na escola.” Ela defende um trabalho crítico de jornal na escola, em que alunos percebam como se dá o processo de elaboração de uma notícia e de um jornal, assim como as conseqüências de uma escolha ou de uma omissão de uma notícia. Tudo isso culminando com a criação de jornais por parte dos próprios alunos.
Marcela Isaías não esquece de citar educadores como Emília Ferrero e Paulo Freire, além de Celéstin Freinet e a importância que destacava ao lugar da imprensa na escola, do texto livre das crianças e das correspondências entre as escolas e o jornal escolar. O educador polaco Janusz Korczak, também é lembrado, já que “pensava o jornal como um recurso válido para estabelecer vinculações efetivas entre os integrantes dos asilos – crianças e idosos – e entre essas instituições e a sociedade em geral”, dá porque tenha criado em 1921 a Gazeta Escolar, uma imprensa para crianças e jovens feita por eles.
Isaías afirma que o primeiro passo que devem dar os professores que utilizam a imprensa na escola é entendê-la como meio e ensinar como funciona, para logo em seguida ensinar a lê-la no mais amplo sentido. Para ela, se uma pessoa sabe como funciona o sistema de comunicação, qual é o lugar da publicidade, como trabalha um jornalista, pode eleger o jornal e o meio que quer, aprendendo a ser mais crítico.
Isaías defende, portanto, que o uso do jornal na escola não seja meramente didático, mas que o meio seja aNegritoproveitado em sua totalidade e riqueza informativa. E aproveita para destacar que “a escola tem como tarefa adicional favorecer o acesso crítico aos meios de comunicação; uma idéia que se sustenta no direito a estar bem informados, a pensar a informação como um bem social e a receber produções de qualidade”.
SERVIÇO
Por qué y para qué leer el diário en la escuela? De La prensa escrita a revista escolar, de Marcela Isaías 
Homo Sapiens Ediciones – Rosário/Argentina – 2009
Marcela Isaías é jornalista especializada em educação e professora primária. Coordenou durante 15 anos o programa “El diario en el aula”, do jornal La Capital, de Rosário/Argentina.

Grande dica!

Dicionário de Jornalismo Juarez Bahia

Século XX

Dicionário de Jornalismo Juarez Bahia - Século XX apresenta 3.400 verbetes
O ‘Dicionário de Jornalismo Juarez Bahia - Século XX’ apresenta 3.400 verbetes que tratam sobre Jornal; Revista; Rádio; Televisão; Livro; Propaganda; Relações Públicas; Marketing; Editoração; Computação Gráfica; Fotografia/Artes Gráficas; Papel; História; Comunicação/Linguagem; Tecnologias da Informação; Produção Cultural; Documentação; Ética e Legislação.
Sobre o autor:
Juarez Bahia foi repórter, redator, editor, correspondente internacional (Portugal, Espanha e África Austral) e editorialista do Jornal do Brasil. Escreveu artigos para o Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e revista Visão, além de ter trabalhado na implantação da TV Cultura, em São Paulo. Foi professor na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, onde editou a K-Comunicação, a primeira revista-laboratório do País.
Fonte: Editora Mauad X

Li e recomendo!


Resenha: ClickBooks/Wak Editora 
A polarização entre apocalípticos e integrados, teorizada por Umberto Eco, merece nossa atenção, embora, em meio a transformação estruturais vertiginosas do mundo atual, seja urgente equilibrar o receio e o entusiasmo com as novas tecnologias da informação e da comunicação. E, mais urgente ainda, é incorporar essas tecnologias, crescentemente aperfeiçoadas, no complexo processo de ensino-aprendizagem, em favor da formação de cidadãos atuantes, reflexivos e colaborativos.
Este livro é uma oportunidade de pensar a confluência entre os campos educacional/comunicacional, dialogando com oito educadores, de diversas origens disciplinares, como Sociologia, o Jornalismo, a Pedagogia e outras, e diversas atuações institucionais, como as da universidade, dos Meios de Comunicação e das Escolas.
Neste livro, encontran-se textos, relevantes e atuais, sobre a comunicação, o ideal de educação dialógica e as novas formas de ensinar a aprender. Afinal, como ser ator em uma sociedade que se renova constantemente, sem que essa renovação reflita na escola?
Torna-se necessária uma escola que ensine a selecionar informações, na sua expressiva dimensão, característica do mundo informatizado e globalizado, assim como proporcione o trabalho coletivo para sua análise e possível aproveitamento. È preciso formar atores sociais em uma escola que estimule e acompanhe os avanços da comunicação. È preciso, enfim, que a escola se sintonize com o mundo contemporâneo.

Sumário:
Apresentação
Mary Rangel e Wendel Freire
Comunicação e expressão na arte de ensinar
Mary Rangel e Wendel Freire
Educação na soma com os meios
Cristiane Parente
Jornal: meio de comunicação e instrumento para intervenções pedagógicas de alfabetização e letramento
Robson Barbosa Cavalcanti
O uso da televisão e do vídeo nas aulas de Língua Portuguesa
Monica Rabello de Castro
Televisão e vídeo nas aulas de Língua Portuguesa
Cláudia Pinheiro
A informática na educação antes e depois da web 2.0: relatos de uma docente-pesquisadora
Edméa Santos
Inclusão digital: algo mais do que ter acesso às tecnologias digitais
Marco Silva
Dica de livro - Por Valeska Andrade
Recomendo a leitura do livro: “Ensino – Aprendizagem e Comunicação”, organizado por Mary Rangel e Wendel Freire. Uma reunião de textos escritos por conceituados educadores de diversas disciplinas, como a Sociologia, o Jornalismo, e a Pedagogia, além da participação das diferentes institucionais, como as Universidades, os Meios de Comunicação e as Escolas.

Cristiane Parente, coordenadora do Programa de Jornal e Educação da ANJ, escreve um capítulo enfocando a comunicação, o ideal de educação dialógica e as novas formas de ensinar a aprender. Intitulado “Educação na soma com os meios” aborda o quanto veloz estão mudanças em relação à comunicação.
Ela cita uma afirmação do pesquisador Guilhermo Orozco, onde fala que em um contexto de avançadas tecnologias de informação, não é possível estudar a cultura fora da comunicação.

A polarização entre apocalípticos e integrados, teorizada por Umberto Eco, merece nossa atenção, embora, em meio a transformações estruturais vertiginosas do mundo atual, seja urgente equilibrar o receio e o entusiasmo com as novas tecnologias da informação e da comunicação.
E, mais urgente ainda, é incorporar essas tecnologias, crescentemente aperfeiçoadas, no complexo processo de ensino-aprendizagem, em favor da formação de cidadãos atuantes, reflexivos e colaborativos.
Torna-se necessária uma escola que ensine a selecionar informações, na sua expressiva dimensão, característica do mundo informatizado e globalizado, assim como proporcione o trabalho coletivo para sua análise e possível aproveitamento.
É preciso formar atores sociais em uma escola que estimule e acompanhe os avanços da comunicação. É preciso, enfim, que a escola se sintonize com o mundo contemporâneo.
Boa leitura!
Mais informações: http://www.wakeditora.com.br/

Especialmente para professores

Leitura: o mundo além das palavras

Leitura: o mundo além das palavras é primeiro livro do projeto Ler e Pensar, do jornal Gazeta do Povo (PR) e do Instituto RPC. Lançado em outubro, a publicação é a grande inovação do projeto em 2010: relaciona práticas desenvolvidas em sala de aula, por diversos professores do Ler e Pensar, com ensaios escritos por especialistas que contribuiram com o projeto ao longo dos últimos dez anos.

Confira, a seguir, os temas apresentados no livro e descubra, você também o mundo além das palavras. Para ler o livro em PDF basta acessar o link: http://www2.rpc.com.br/clientes/irpc/portal/Files/News/file/livro-leitura.pdf.

Alfabetização e LetramentoO primeiro capítulo do livro debate o incentivo à leitura durante o período de alfabetização. Quem encara o desafio de teorizar sobre o assunto é a professora Angela Mari Gusso, doutora em Estudos Linguísticos, ex-professora da Rede Municipal de Ensino de Curitiba e docente em cursos de graduação e pós-graduação.

A teoria de Ângela é passada à prática por Elenice da Cruz Gonçalves, professora da Escola Rural Municipal de Santa Bárbara de Cima, em Palmeira. Utilizando o jornal com alunos em fase inicial de alfabetização, Elenice relaciona elementos lúdicos para estimular a leitura e alguns de seus bons resultados são relatados no livro.
Apropriação da Leitura Crítica

O desafio de ler criticamente exige, no mínimo, informações comparativas, fontes históricas, referências e análise de cenário. É isto o que aponta o jornalista e doutor em Literatura Brasileira, José Carlos Fernandes, professor em cursos universitários e jornalista da Gazeta do Povo, desde 1989.

Na Escola Municipal Germano Paciornick, de Curitiba, a professora Janisse Cordova Dornelas da Costa conseguiu aplicar a ideia da leitura crítica para alunos da 4ª série, fazendo das suas aulas um momento para promover mudanças nas atitudes e no modo de pensar dos alunos, e provando que a tarefa pode ser árdua, mas não impossível.

Práticas de Leitura no Ensino FundamentalA proposta deste capítulo é despertar o interesse dos alunos pela leitura, na medida em que ele progride no Ensino Fundamental. Para isto, a pedagoga e mestranda em Educação, Ana Gabriela Simões Borges, coordenadora geral do Instituto RPC e a jornalista e mestre em Educação Andressa Grilo Assagra, responsável pela produção de conteúdos do Projeto Ler e Pensar, indicam pequenas práticas que podem ser desenvolvidas para tornar a sala de aula um espaço alfabetizador e de encantamento para a leitura.

Quem mostra que isto é possível é Márcia Bíscaro Kaminski, professora de 4.ª série na Escola Municipal José Eurípedes Gonçalves, do município de Campina Grande do Sul. Para Márcia, despertar o gosto pela leitura e estimular a produção de textos entre seus alunos é tarefa cotidiana.

Literatura Infantil e Contação de Histórias na EscolaA leitura deve ser trabalhada de acordo com o gênero textual, por isso são diversas as maneiras de ler, assim como diversos são os textos e os objetivos de leitura. Pensando nisso, Elisa Maria Dalla Bona relaciona Literatura Infantil e Contação de Histórias na Escola, num ensaio relacionado à prática da professora Suely Rubbo Coelli, que atua na Escola Municipal Frei Tiago Luchese, no município de Bituruna. Utilizando a técnica da Contação de Histórias, Suely mescla emoção, razão e imaginação, literatura e contação de histórias, incentivando seus alunos a associar experiências e ideias.

Leitura Significativa e ContextualizadaLer não é somente identificar símbolos, juntar letras, relacioná-las aos seus respectivos sons e repetir frases lidas em cartazes ou anúncios. Ler significa decifrar informações e reconhecer seus significados e interações com o mundo. Essa discussão é feita no livro por Benedito da Costa Neto, professor de Língua Portuguesa e de Literatura, consultor, crítico de arte e escritor.

Já a prática em sala de aula deste capítulo foi feita por Adriana Margarete Rolim da Silva Gonçalves, professora do contra-turno da Unidade de Educação Integral Abranches, em Curitiba. Com aulas dinâmicas e divertidas, Adriana usa a leitura de jornal para motivar o aprendizado entre jovens adolescentes e faz das suas aulas um exemplo de criatividade, interatividade e estímulo ao protagonismo.

Práticas de Leitura na Comunicação e na Educação

Não há como interpretar uma informação ignorando a forma como a mesma é percebida pelo indivíduo receptor, suas referências e relações sociais. Toda comunicação pressupõe um receptor capaz de desvendar mensagens, promover elaborações culturais, e chegar à construção de relações entre a informação a que tem acesso ao seu próprio universo social. Quem discute o tema neste capítulo é a doutoranda em Educação Marlei Gomes da Silva Malinoski, professora da Secretaria Estadual de Educação do Paraná e da Universidade Tuiuti do Paraná. O tema é visto sob a ótica da professora e coordenadora da Unidade de Educação Integral Contraturno Dr. Osvaldo Cruz, em Curitiba, Mary Lucia Medeiros Baldança.

Leituras, Literaturas e Escola
Este capítulo é dedicado à análise comparativa entre o texto verbal e o texto literário, indicando que há uma relação entre o verbal e o literário que precisa ser compreendida e trabalhada no ambiente escolar. Catia Toledo Mendonça, doutora em Estudos Literários e professora universitária, teoriza sobre o tema; a prática é de Expedita Estevão da Silva, da Escola Municipal Augusto Staben, de Campina Grande do Sul.

Ciberleitura
Como e por que incentivar a leitura em ambientes virtuais? Como contribuir para a formação de cidadãos críticos e participativos, lançando mão dos recursos disponíveis no ciberespaço? Estas e outras dúvidas são respondidas por Márcia Silva Di Palma, mestre em Educação e professora universitária. Para ilustrar, eis a experiência da professora Sonia Maria Alves Domingues, da Escola Municipal Paulo Freire, de Curitiba. Veterana no uso do jornal impresso como recurso pedagógico, há dez anos ela desenvolve atividades utilizando esse instrumento como apoio às suas aulas. Recentemente, passou a trabalhar também com o jornal em plataforma eletrônica e revolucionou a utilização da sala de informática da escola.

Fonte: Instituto RPC

A participação dos brasileiros na 2a. Guerra - Dica de leitura para professores e estudantes

Jambocks

Passados 70 anos, a Segunda Grande Guerra parece às novas gerações algo tão distante e exótico quanto a Guerra dos 100 anos. Neste contexto, a participação dos soldados da Força Expedicionária Brasileira na Guerra vem caindo no ostracismo devido à ausência de uma filmografia que resgate para as novas gerações este momento da história. O projeto Jambocks, de Celso Menezes e Felipe Massafera, lançado pela editora Zarabatana, vai resgatar agora parte desta dívida com o passado. (Resenha feita para o Programa Jornal e Educação pelo jornalista e crítico de quadrinhos Carlos Ely Abreu)

“A ordem deles era: ‘Não se entregar!’ – ‘O reforço vem! Lutem e esperem!’ Mas “eles” não sabiam – ou se sabiam, ignoravam – que a aviação ‘deles’ não operava mais por ali… A munição ia acabar, a comida ia acabar, o frio castigava, mas “eles” não se entregavam! Os ‘tedescos’ diziam pra eles, que se entregarem para nós, brasileiros, era melhor! Era garantia de sobrevivência! Os estadunidenses ‘passavam fogo’ mesmo!”
Em três dias eu comi duas vezes, só! Um dia veio uma ‘ração’ dos estadunidenses, no outro veio uma pior ainda! A gente aquecia no capacete! Se colocasse depois, o capacete quente na cabeça gelada pela neve, dava uma “coisa” chamada ‘escama de peixe’! Ficava em carne viva! O capacete era pesado e ninguém gostava de usar… Mas todo mundo usava e nem precisava os oficiais recomendarem aos Sargentos e os Sargentos nos ‘mijar’! “Todo mundo usava porque às vezes você ouvia só um deslocamento de ar’ – ‘Shhhhhhfffffff” e era projétil saindo do nada e a qualquer hora – mesmo não sendo avanço ou tiroteio! Às vezes eu acho que algum praça alemão olhava lá de cima e pensava: ‘Vou atirar naquele ali!’ Mas o pior de tudo era o silencio da noite! O silêncio da noite na guerra é o único que pode ser ouvido de tão forte que é! Tudo que se move é suspeito… A respiração, tudo!

Pedro Bozzetti - Ex-Combatente – Soldado – 1º Regimento de Infantaria – Corpo Médico
Texto escrito em 1993

Passados 70 anos, a Segunda Grande Guerra parece às novas gerações algo tão distante e exótico quanto a Guerra dos 100 anos. Algo que a gente vê nos filmes, estuda nos livros escolares mas não nos diz absolutamente respeito. O tempo e a eclosão de outras centenas de guerras na Ásia, África, América e na própria Europa fizeram com que a humanidade acabasse esquecendo os horrores da maior catástrofe da história.
Seis anos de conflitos causaram mais de cinqüenta milhões de mortos, deixaram oito milhões de mutilados, destruíram centenas de cidades e dizimaram florestas inteiras que jamais se recuperaram.
Neste contexto, a participação dos soldados da Força Expedicionária Brasileira na Guerra vem caindo no ostracismo devido à ausência de uma filmografia que resgate para as novas gerações este momento da história.  O projeto Jambocks, de Celso Menezes e Felipe Massafera, lançado pela editora Zarabatana vai resgatar agora parte desta dívida com o passado.
História recontada
Em entrevista concedida à Folha de S.Paulo, Celso Menezes, roteirista de Jambocks revelou que a inspiração para o projeto veio de conversas com os poucos ex-combatentes ainda vivos: “Quando eles voltaram da guerra, o presidente Vargas estava no poder há 15 anos e tinha medo dessa onda de liberdade que ganhou força com a vitória dos aliados. Eles desfilaram no dia que chegaram, mas depois todos foram proibidos de falar no assunto. Muitos ficaram sem carreira, foram perseguidos diretamente e a esmagadora maioria chegou em péssima condições físicas ou psicológicas e sem nenhuma assistência, inclusive financeira. Existe uma grande incidência de suicídios e alcoolismo entre os veteranos da FEB e da FAB também. Os veteranos se sentem completamente esquecidos depois de terem se sacrificado tanto”.
A saga dos pracinhas será contada em quatro volumes. O primeiro número mostra a entrada do país na guerra , os bastidores das negociações entre o presidente americano Roosevelt e o ditador Getúlio Vargas que só decidiu por qual lado o Brasil lutaria nos últimos instantes e depois de garantir investimentos americanos para a criação da indústria siderúrgica nacional.
O roteiro de Celso Menezes costura fatos históricos e fictícios para dar maior dinamicidade à narrativa. No início da história vemos a mobilização popular para que o país declarasse guerra à Alemanha. As notícias de navios brasileiros torpedeados por submarinos nazistas causavam verdadeiro furor. Boatos amplamente difundidos na época davam conta de que Hitler teria dito que era mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra. A mobilização tomou vulto e o país acabou enviando para a Europa 25.334 soldados. Desses combatentes, 467 morreriam na Europa.
Traço sofisticado
Além de resgatar para as novas gerações as histórias de heróis anônimos, Jambocks também tem outros méritos e qualidades.
O primeiro ponto a favor é a qualidade artística do projeto. Felipe Massafera, responsável pela arte da série, usa diferentes técnicas de desenho para contar a história. Em alguns momentos do primeiro volume o traço de Felipe se assemelha muito ao mestre americano Alex Ross, aclamado mundialmente por seu estilo “fotográfico”.
Outra qualidade de Jambocks está no roteiro. Ao optar por contar a história na perspectiva de pessoas comuns, Celso Menezes torna a narrativa mais humanizada e próxima do leitor. Algo semelhante foi desenvolvido pelo artista francês Emmanuel Guibert  na série “A guerra de Alan” (já comentada neste blog e que será em breve lançada no Brasil).
A única ressalva ao projeto é quanto à dimensão dos livros que compõem a série. Com pouco mais de 30 páginas (no tamanho revista), o primeiro volume “Prelúdio para a Guerra”, não consegue aprofundar suficientemente a história, tornando o roteiro um tanto raso. Um projeto que pretende resgatar para as novas gerações um momento tão decisivo da história precisa ter um pouco mais de fôlego. Apenas como exemplo, lembramos do projeto “Chibata – João Cândido e a revolta que abalou o Brasil” lançado pela editora Conrad em 2008 e que tinha mais de 200 páginas no formato Album. Esta crítica, no entanto, não deve desencorajar Celso Menezes e Felipe Massafera. Ao contrário. Esperamos que o projeto ganhe corpo e possa – quem sabe – inspirar outros projetos sobre a história da participação brasileira na Segunda Guerra.
Para quem ficou curioso em conhecer mais sobre o Projeto Jambocks, fica a dica para visitar o blog da obra: jambocks.blogspot.com
Texto: Carlos Ely Abreu - http://quadrinhos-nona-arte.blogspot.com/
(Especial para site do Programa Jornal e Educação)

Opinião: os problemas da escola estão fora da escola

Ultimamente, tem sido enfatizada a valorização do professor como forma de melhorar aEducação brasileira. Isto é absolutamente correto. Sem educadores motivados, é impossível uma Educação de qualidade. Da mesma forma, há a necessidade de Escolas bem estruturadas.

Entretanto, os principais problemas se originam do lado de fora das instituições educacionais. A Escola precisa se ocupar das questões sociais que a atingem direta ou indiretamente. Tais problemas não têm sido tratados como questões concernentes à Educação, quando, de fato, o são.

É difícil ocorrer uma aprendizagem adequada com famílias desagregadas, pais com baixa ou nenhuma Escolaridade e inexistência de ambientes favoráveis ao estudo. Os entraves cruciais da Educação têm de ser enfrentados com políticas de emprego, salário, distribuição de renda, habitação, saneamento, transporte etc.

Nosso país, a partir do governo Lula, vem enfrentando estas questões e adotando importantes iniciativas na área educacional, cujos resultados, a médio e longo prazos, acontecerão. Estes, contudo, demandam uma geração inteira para se fazerem sentir. Devem os educadores e a sociedade apenas aguardar as consequências dessas iniciativas? Parece-nos que não.

As Escolas públicas, além da parte pedagógica, deveriam ter uma coordenação de políticas sociais, responsável pela articulação entre os membros da comunidade Escolar e as políticas públicas de saúde, habitação, saneamento etc. A comunidade Escolar deve ser vista como um todo.

As Escolas devem compreender a Educação dos pais de seus alunos como parte de suas tarefas, encaminhando-os para a alfabetização, Escolarização e profissionalização. É necessário ter conhecimento da situação de cada família e tomar medidas no sentido de prover soluções aos problemas socioeconômicos que impedem o educando de ter um bom desempenho.

A presidenta Dilma tem apontado o combate à miséria como sua prioridade. Desta forma, nenhuma instituição pública pode se omitir, especialmente a Escola, do papel que desempenha. É necessário resgatar a dimensão política do fazer docente.

O debate político entre os educadores foi substituído pelo debate sindical, importante para a categoria, mas insuficiente para responder aos grandes desafios da Educação. A Escolaé a instituição pública de maior capilaridade em todo o país e, portanto, a que tem melhores condições de articular uma grande mobilização nacional em defesa do conhecimento e da emancipação.

* Professor e secretário de Educação Profissional do MEC


Fonte: Zero Hora (RS) 26/01/2011
Retirado do site Jornal e Educação da ANJ

Sugestão para trabalho nas escolas

Problemas da cidade debatidos na escola

Projeto em Parnamirim faz levantamento das prioridades nos bairros, que serão discutidos em sala de aula.
Uma experiência educacional antiga no Rio Grande do Norte, copiada em diversos estados do país, agora é aplicada de novo por aqui, desta vez em Parnamirim. É a "Interdisciplinaridade com Tema Gerador", cujo objetivo é fazer um levantamento dos problemas das comunidades e abrir uma discussão sobre eles dentro das próprias disciplinas Escolares. Durante a década de 80, a professora Marta Pernambuco implementou a metodologia no município de São Paulo do Potengi, a 69km de Natal. O sistema foi depois utilizado durante a participação de Marta durante a gestão do educador Paulo Freire no governo do estado de São Paulo.

Segundo a secretária municipal de Educação de Parnamirim, Raimunda Basílio, 30 técnicos do município começaram a fazer o levantamento em 15 bairros e no litoral para identificar quais os principais problemas. Essa semana eles deverão se reunir para discutir qual tema será debatido em cada Escola, e no próximo dia 8, durante o Encontro Pedagógico do município, os assuntos serão apresentados aos 260professores do ensino fundamental. Das 61 unidades educacionais de Parnamirim, 23 estão participando do projeto, que será aplicado nos alunos do 6º ao 9º ano. "É preciso saber da realidade da criança para desenvolver outros conhecimentos", enfatizou a secretária de Educação. O projeto também tem participação da UFRN.

Um representante de cada Escola está fazendo o levantamento das necessidades do bairro. De acordo com Raimunda, os técnicos colhem dados sobre a história do bairro, questões sócioeconômicas da população e uma avaliação sobre o índice de aprendizagem dos alunos. A partir dessas informações são realizadas as entrevistas com os moradores, que têm como principal objetivo descobrir as deficiências e os problemas da localidade.

A ideia é trabalhar os problemas encontradas nos bairros em sala de aula durante o ano letivo. De acordo com Tereza Cristina Félix de Andrade, técnica pedagógica da secretaria, as disciplinas serão usadas como ferramentas para explorar as deficiências identificadas pelo grupo. Raimunda Basílio ressalta a importância desse levantamento de dados. "São informações que servem para a administração como um todo", lembra.

Para Raimunda, um dos principais ingredientes para mudar a forma do ensino publico é a vontade dos gestores. "Desde o início da gestão, foi feito um concurso público para convocar professores com nível superior. Já foram chamados 725 até hoje e essa semana deverão ser mais 34", explica Raimunda Basílio. "É preciso muita coragem para fazer um projeto como esse", declara a secretária. 

Fonte: Diário de Natal (RN) 27/01/2011
Retirado do site Jornal e Educação da ANJ