quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sem prazo para os tablets


Segundo o MEC, não há uma data de compra dos equipamentos esperados nas salas de aula a partir de 2012

O Ministério da Educação (MEC) ainda não tem previsão para iniciar o pregão eletrônico de registro de preços para a aquisição de tablets — computadores portáteis, semelhantes a uma prancheta — pelas escolas da rede pública. Segundo a assessoria do MEC, a viabilidade da proposta está sendo estudada.

O diretor do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), José Guilherme Moreira Ribeiro, chegou a dizer, na última terça-feira, que a compra ocorreria ainda neste mês. Mas, ontem, a assessoria da autarquia responsável por licitações e compras do MEC informou que não há data prevista para os pregões.


Durante a IV Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Educação, realizada no início desta semana, no Recife, José Guilherme reforçou o anúncio feito em setembro pelo ministro Fernando Haddad de que o MEC distribuirá tablets a escolas a partir do próximo ano.

A iniciativa faz parte das ações do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo), que visa promover o uso pedagógico da informática na rede pública de Educação básica.

Segundo informações do ministério, a intenção é de que o MEC também compre equipamentos para as instituições de ensino, mas o número de tablets não está fechado.

“Nós estamos investindo em conteúdos digitais educacionais e pretendemos dar um salto com os tablets. A ordem de grandeza do MEC é de centenas de milhares. Em 2012, haverá uma escala razoável na distribuição dos aparelhos”, disse, na ocasião, o ministro Haddad.

O secretário de Educação de Pernambuco, Anderson Gomes, ressalta a importância da adoção dessa tecnologia. “A escola precisa ter ferramentas que vão além do que já existe na escola tradicional, com quadro, giz e livros.”

No entanto, ele aponta para a necessidade de capacitar profissionais para usar os tablets pedagogicamente. “Nós vemos que as crianças não têm problemas para operar esses aparelhos, mas precisamos ver se elas estão utilizando essa ferramenta de modo que complemente o que já é usado em sala de aula.”

O secretário de Educação do Amazonas, Gedeão Amorim, reforça a importância de ponderar o orçamento de cada estado ao se discutir a iniciativa. “A nossa capacidade pública é comedida.

Então, nem todos podem fazer essa aquisição agora. Depois que o registro de preço for feito, cada secretaria deverá agir de acordo com sua possibilidade financeira”, explica. Apesar disso, ele também vê a adoção dos tablets de forma positiva. “Não temos outro destino a não ser caminhar no sentido de implementar a tecnologia nas escolas.”

Fonte: Correio Braziliense (DF) 10/11/2011

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