segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Premiação do 7º Concurso Cultural Ecofuturo Ler e Escrever é Preciso será transmitida ao vivo


Premiação do 7º Concurso Cultural Ecofuturo Ler e Escrever é Preciso será transmitida online (ver o link na figura abaixo). O evento acontece no dia 7 de Novembro, a partir das 19h, do Circo dos Sonhos, em São Paulo.

O Instituto Ecofuturo é parceiro do Programa Jornal e Educação, que mobilizou toda a sua rede para apoiar o instituto na sétima edição desse importante concurso que destaca o papel de educadores pelo país. Leia mais informações abaixo, do próprio Ecofuturo!

Evento de premiação reunirá os 60 finalistas do 7º Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso, do Instituto Ecofuturo, para anunciar os vencedores; apuração dos finalistas revelou a dedicação de profissionais da educação por todo o Brasil e uma escrita mais autoral


Na próxima segunda-feira (7), o Circo dos Sonhos, na Pompéia, Zona Oeste de São Paulo, será palco para a celebração de uma festa da leitura e da escrita. Nessa data, o Instituto Ecofuturo reunirá os 60 finalistas do 7º Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso que convidou alunos, professores, educadores sociais e profissionais de biblioteca a ler, refletir e escrever sobre o tema “Vamos Cuidar da Vida”. Os autores finalistas foram selecionados dentre 4500 textos recebidos de todos os estados do Brasil. O grupo Teatro Mágico fará apresentação especial para o evento.

Os 60 finalistas recebem como prêmio uma viagem a São Paulo, com três dias de atividades que incluem, além do evento de premiação no dia 7 de novembro, atividades culturais e visita ao Planetário no Parque do Ibirapuera. Os finalistas ainda ganham uma coleção de livros de literatura e a publicação de seus textos no livro coletivo intitulado “Cuido, logo existo – Uma gramática do cuidado”, que será lançado em breve pelo Ecofuturo. Os três primeiros colocados de cada categoria também ganham um notebook.

Nesta edição do Concurso houve ampla adesão de programas sociais como o Projovem Adolescente, do Governo Federal, que oferece apoio para retorno e permanência de adolescentes de 15 a 17 anos ao sistema de ensino, e a Fundação de Amparo ao Preso (FUNAP), que foram responsáveis pelo envio de 30% dos textos inscritos no Concurso, abrindo possibilidades para que o compartilhamento de ideias, através do exercício da leitura e da escrita, seja instrumento real para a inclusão.

Um sobrevoo nas redações recebidas revelam boas surpresas, como nos mostra a educadora Maria Betânia Ferreira, que coordenou a avaliação: “Há muitas diferenças entre os textos da primeira edição do concurso e da edição atual: a abordagem da linguagem da televisão e da propaganda foi reduzida e ecologia e cidadania são temas incorporados nos mais jovens. Esse público também tem deixado os ídolos da mídia de lado e voltado seus olhos para pessoas reais.Os adultos continuam descrentes em relação ao que os indivíduos podem conseguir com suas ações; o desencanto que aparecia nos textos dos pequeninos cedeu lugar a um ânimo renovado. Percebemos uma evolução na espontaneidade e confiança na própria palavra. Notamos também que o tom está mais cidadão e menos discursivo, mais brincalhão e menos desesperado. Há um refinamento maior, que se entrevê na quantidade de referências à leitura, em todas as categorias. Percebemos também domínio da linguagem escrita e um vocabulário mais rico”.

A seleção criteriosa dos textos que mais brilharam, realizada por um conjunto de 70 jurados das mais diversas formações, revelou personagens que se dedicam à tarefa persistente de educar. Um exemplo é o professor de língua portuguesa Oldemar Cabanhe, da Escola Municipal Eduardo Olímpio Machado, de Campo Grande (MS), que além de ter seu texto finalista na Categoria 6 – Profissionais de Bibliotecas e Educadores Sociais, também foi orientador do aluno Henrique Ostemberg de Oliveira, cuja redação está entre as 10 finalistas da Categoria 2 – Alunos do Ensino Fundamental II.

A professora Simone de Fátima dos Santos, da Escola Municipal Arlinda Rosa de Mesquita, localizada na cidade de Catalão (G0), também teve a felicidade de orientar dois dos finalistas da Categoria 2: os alunos Leobaldo Duarte Junior e Viviane Reinaldo Martins. Na Categoria 4 – Alunos de Educação para Jovens e Adultos (EJA), o destaque foi para profissionais da Fundação de Amparo ao Preso. O educador Julio Costa da Silva orientou os finalistas Rafael Marcell Dias Simões e Erick Thiago Farias Santana Silva, da Penitenciaria Dr. Geraldo de Andrade Vieira, localizada no litoral paulista. Da Penitenciária II Serra Azul, localizada na cidade de mesmo nome, no interior do Estado de São Paulo, saíram os finalistas Aparecido Barbosa e Davi Souza Araújo, ambos orientados pela professora Adriana Cristina de Oliveira.

“Os jurados avaliam o texto e sabem à qual categoria pertencem, mas não têm qualquer informação sobre o vínculo com as instituições de ensino . Por isso o resultado reflete a dedicação dos professores que atuam Brasil adentro. Foi uma grata surpresa ver estas ‘dobradinhas’, que bem expressam a sábia frase de Cora Coralina, ‘feliz aquele que aprende o que ensina e transfere o que sabe’. O resultado do Concurso, no geral, cumpriu seu objetivo de demonstrar que a leitura e a escrita ocupam espaço central na busca do conhecimento, na formulação do pensamento e, consequentemente, na prática efetiva de atitudes cuidadosas, sustentáveis e de inclusão”, explica Christine Fontelles, diretora de Educação e Cultura do Instituto Ecofuturo.

O 7º Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso foi aberto a crianças, jovens e adultos de todo País, que podiam se inscrever dentro de uma das seis categorias: 1 - Ensino Fundamental I; 2 - Ensino Fundamental II; 3 - Ensino Médio; 4 – Educação de Jovens e Adultos; 5 – Professores; 6 – Profissionais de Biblioteca e Educadores Sociais. Os textos podiam ser inscritos pela instituição de ensino ou organização social, como também diretamente pelos interessados, até 15 de julho de 2011. Foram selecionados 10 textos por categoria. No site www.ecofuturo.org.br/concursocultural o Ecofuturo disponibilizou materiais de referência que contribuíram para leitura e reflexão sobre o tema do Concurso. Para os professores havia um material especial dedicado a apoiá-los em atividades para discussão do tema, sugestões e dicas para a produção e seleção democrática dos textos produzidos pelos alunos em sala de aula.


“A ideia central do Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso é compartilhar material de referência de alta qualidade editorial e sugerir caminhos de leitura, bate-papo e muita espontaneidade na escrita para que professores e alunos compartilhem entre si e com a gente suas ideais sobre os cuidados com a vida. Nos unimos aos professores na arte de promover o pensamento crítico e sensível e a conquista da habilidade de argumentar e escrever com gosto e competência a favor da vida, do mundo que queremos e merecemos. Estamos e seremos eternamente gratos pelo acolhimento desta ideia”, completa Christine.

Sobre o Instituto Ecofuturo
O Instituto Ecofuturo é uma organização não-governamental que trabalha em projetos que entrelaçam educação e meio ambiente com a missão de gerar e difundir conhecimento e práticas para a construção coletiva de uma cultura de sustentabilidade. Acredita que saber ler, escrever e argumentar com competência é essencial para acessar os conhecimentos necessários para promover a sustentabilidade de todas as vidas.


Atua como influenciador de políticas públicas articulando parcerias com instituições, empresas, governo, pesquisadores, comunidade e universidades. Criado em 1999 e mantido pela Suzano Papel e Celulose, é qualificado como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) e tem atuação autônoma.

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