quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Nova geração de professores encara o desafio de levar tecnologia para as salas de aula


O Instituto Claro conversou com coordenadores de cursos de pedagogia e futuros professores para saber como a nova geração está sendo preparada para lecionar

O papel do professor no processo de inserção das novas tecnologias de informação e comunicação na educação é considerado fundamental nas discussões relacionadas ao uso das TICs em sala de aula. Ao educador cabe a tarefa de incorporar a tecnologia ao dia-a-dia dos alunos, pensando de que maneira ela pode trazer benefícios para os processos de ensino e aprendizagem.

Ciente dessa realidade, o Instituto Claro conversou com coordenadores de cursos de pedagogia e com alguns futuros professores para saber como a nova geração está sendo preparada para entrar em sala de aula nos próximos anos. “Acredito que nós sairemos da faculdade aptos a utilizar as tecnologias em sala de aula”, avalia Giovana Rondon, 21 anos. A estudante do terceiro ano de pedagogia da PUC-SP aponta o contato extensivo de sua geração com a tecnologia como fator importante na maneira de encarar o seu uso na prática docente.


A professora Maria Anita Martins, uma das coordenadoras do curso da instituição, compartilha desse ponto de vista: “Com certeza, a maior parte dos alunos está saindo preparado para utilizar as TICs. Eles já chegam equipados para a sua manipulação e seu uso no plano das atividades cotidianas. Suas cabeças já estão voltadas para a utilização das TICs”. Ela aponta o que atualmente constitui o papel fundamental do curso na formação de seus alunos. “Nós repercutimos aqui na universidade essas informações que eles já possuem. Promovemos a discussão e o compartilhamento desses conhecimentos”, diz.

O curso de pedagogia da PUC foi reformulado há cinco anos para contemplar essas necessidades e, atualmente, conta com disciplinas específicas de tecnologia, nas quais são trabalhadas as referências teóricas mais recentes, que aliadas a aulas práticas no laboratório de informática, permitem uma formação geral e ampla das TICs para a educação. Parte da aprendizagem é realizada à distância com o apoio do Moodle (ambiente virtual de aprendizagem), de maneira que os estudantes tenham acesso às potencialidades da ferramenta e possam propor um curso à distância.

Uma vez que a opção é pelo uso da tecnologia para tornar o ensino mais atraente, planejamento e formação são fundamentais, destaca Maria Bernadette Rodrigues, coordenadora do curso de pedagogia da UFRGS. “Quando a escola tem um laboratório de informática, os alunos chegam e a primeira coisa que querem fazer é mexer nas redes sociais, baixar música, ver vídeos. É a formação que o professor recebeu durante o curso que vai impedi-lo de travar nessa hora e permitir que ele explore o potencial educativo dessa vontade de interação dos alunos”, afirmou.

Fonte: www.instituoclaro.org.br

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