terça-feira, 29 de novembro de 2011

Coluna Sala Aberta: Crianças e jornais

Ayne Salviano

Hora do café, bate-papo descontraído na redação da Folha. Um colega, Carlos Alberto Tilim, perguntou: “O que estas crianças vêm fazer aqui? Elas são tão pequenas”, disse referindo-se a um grupo da educação infantil no qual uma das crianças ostentava até uma deliciosa chupeta na boca. 

IDEIA DE OUTROS
A dúvida dele, com certeza, era a mesma dos outros jornalistas que são literalmente ‘invadidos’ diariamente pelos grupos das escolas que fazem visitas monitoradas a esta empresa de comunicação dentro do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer. São pessoas de todas as idades. Era preciso dividir com os colegas as minhas mais recentes experiências e emoções.

NADA DE BRINQUEDO
Ficou em um passado muito distante o tempo em que, para as crianças das escolas infantis, o jornal era usado apenas como matéria-prima para fabricação de brinquedos, especialmente em papel machê. Hoje, as educadoras, bem preparadas e treinadas - muitas vezes por nós, do Ler para Crescer - contam histórias, alfabetizam com jogos e letras feitos com jornal, e muitas vezes despertam o gosto pela leitura nas crianças contando histórias de verdade, publicadas nos veículos de comunicação, e que as crianças ouvem, perguntam, encenam e até opinam, como o CCI - Centro de Convivência Infantil da Unesp de Araçatuba faz com sucesso.

MALUQUINHA
Nos últimos dias, outra experiência singular com o uso de jornal na sala de aula da educação infantil me deixou feliz. 

Em um projeto de literatura, a professora Andréia Bretones dos Santos, da Emeb (Escola Municipal de Ensino Básico) Camila Tomashinsky, que trabalha com crianças do maternal (3 e 4 anos), publicou um anúncio inédito no caderno Classificados da Folha da Região procurando por João e Maria, aqueles irmãos da história infantil.

Esta aula diferenciada será exposta amanhã, dia 30, (junto com outras atividades de todos os professores) na escola e será alvo de matéria especial neste espaço nas próximas semanas. 

MOBILIZAÇÃO
Mas só para se ter uma ideia da mobilização da turma e da escola em torno do que o jornal provocou até a comunidade ajudou as crianças a encontrarem o que procuravam e entenderem o abstrato e o concreto, a realidade e a ficção, e também para que serve uma seção como esta nos veículos de comunicação. Ótima ideia!
Ayne Regina Gonçalves Salviano, jornalista e professora. Mestre em Comunicação e Semiótica. Especialista em Metodologia Didática. Professora no ensino médio, graduação e pós na rede particular de Araçatuba. Coordenadora do Programa Jornal e Educação Ler para Crescer da Folha da Região. ayne.salviano@folhadaregiao.com.br 

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