sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Tecnologia e Educação: Instituto quer reconhecer potencial de jovens

Luiz Lukesic, estudante de ciência da computação,
já se destaca na área de desenvolvimento de aplicativos
Marcelo Modesto/Instituto Claro

Desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis é área promissora para jovens que querem se destacar na carreira e na sociedade
Ao lado dos celulares com acesso à internet, o mercado de aplicativos não para de crescer. 

Todos os dias um novo app é lançado, seja para colocar um efeito a mais na fotografia, seja para detectar radares em ruas e avenidas ou para listar os restaurantes de uma cidade. A verdade é que já existe aplicativo para quase tudo atualmente. Com tantos novos negócios, a expectativa é que o segmento movimente em torno de US$60 bilhões por ano em 2014, segundo a Gartner, empresa de pesquisa especializada em tecnologia.
Mas se a ideia de ter um aplicativo entre os mais baixados atrai muitos desenvolvedores, a possibilidade de fazer a diferença, melhorando a vida de outras pessoas através de um serviço inovador, tem despertado a atenção de muitos jovens que decidem atuar neste mercado. Outra característica da área é o fato de privilegiar o talento das pessoas, permitindo rápido crescimento dentro de empresas ou com negócios próprios.

André Santee, 24 anos, por exemplo, começou a se interessar por tecnologia e programação quando ainda tinha 14 anos. Por conta da afinidade, deu início à faculdade de ciência da computação, que abandonou ainda no segundo semestre para cursar ciências sociais: “Decidi fazer um curso que poderia agregar mais à minha vida pessoal”. A mudança de curso, porém, não o impediu de continuar a trabalhar no desenvolvimento de softwares, atividade na qual conta com a ajuda dos pais e de amigos. Hoje, além atuar na empresa de desenvolvimento de aplicativos Jera, é sócio-fundador de outra empresa no segmento, o Studio Blackdog, e ainda desenvolve projetos pessoais.

O que Santee faz questão de destacar é que não há preparação fácil: “Quando comecei, o conteúdo em português sobre o assunto era bem escasso ou técnico demais para o meu nível. Tive de buscar em livros e revistas, e muita coisa em inglês. E aprendi bastante coisa na base da tentativa e do erro”, lembra.

Estudante gerencia equipe de desenvolvedores:Característica comum das áreas de informática e tecnologia, o desenvolvimento de aplicativos para dispositivos móveis também proporciona uma oportunidade de crescimento acelerado dentro de empresas.

Luiz Lukesic é um desses garotos que com apenas 22 anos assumiu o cargo de gerente de produção de aplicativos em uma multinacional estabelecida no Brasil, a Powerflasher. Cursando o último ano de ciências da computação na Universidade Paulista (Unip), ele conta que mesmo com pouca experiência corporativa, comanda uma equipe de desenvolvedores que já criou soluções móveis para bancos, empresas, além do setor público. Aliando as demandas dos clientes à proposta de promover melhorias no cotidiano das pessoas -como o app de um shopping que traz os horários de cinemas, agenda de eventos especiais e mapa do local -, Lukesic diz que mesmo quando se trata de um produto privado, o aplicativo pode ser um serviço de utilidade pública, e é isso que atrai tantas pessoas para esse mercado.

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