sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Teatro em foco


Por Talita Rustichelli

O teatro estará sob os focos de luz na cidade de Penápolis, de amanhã até 24 de setembro. A 12ª edição do Fetep (Festival de Teatro de Penápolis) leva ao município grupos do interior de São Paulo, um do Rio de Janeiro e um do Mato Grosso do Sul para a apresentação de 17 espetáculos. A programação conta ainda com atividades de formação e intervenções urbanas.

"Procuramos trazer espetáculos que trabalhem várias linguagens diferentes, como a literatura, a música e recursos audiovisuais, e voltados a diversas faixa etárias", afirma o coordenador do festival, Luís Colevatti. Além das peças, um show foi inserido na programação: dia 24, sábado, o músico Bira (do Programa do Jô) se apresenta na Praça Dr. Carlos Sampaio Filho, às 21h.



Os espetáculos começam a ser apresentados dia 16. O primeiro deles é "Navalha na carne", com o grupo carioca Cia. de Teatro do Pequeno Gesto.

O coordenador acrescenta que este é um dos destaques da programação. "O grupo tem alta qualidade técnica, além de ser um texto do dramaturgo Plínio Marcos, que aborda a sociedade, o ser humano e coloca em xeque a questão da dominação. Eles tiveram grande aceitação no FIT (Festival Internacional de Teatro de Rio Preto)", diz.

Outro destaque, de acordo com Colevatti, é a Cia. do Miolo, que apresenta três espetáculos: "Abre-te cérebro", às 15h, e "Amores no meio-fio", às 20h30, ambos no sábado, dia 17, e "O Doente Imaginário", no domingo, dia 18, às 21h. "São apresentações em espaço aberto. O interessante é que eles se apresentam em escadarias e os temas estão bem ligados à proposta deste ano, que está relacionada aos paralelos, como o bem e o mal, o amor e o ódio", complementa.

A montagem "Território do Banal", da Cia. Azul Celeste, de São José do Rio Preto, é outra destacada pelo coordenador. "É um espetáculo de teatro que fala sobre teatro", diz.

EXPECTATIVAS
Em 2010, de acordo com Colevatti, o Festival ofereceu 14 espetáculos para um público de aproximadamente 3 mil pessoas. "No ano passado, o festival foi todo direcionado a espaços alternativos e isso acabou restringindo o público. Neste ano, como serão três espaços diferentes (um deles um teatro com 300 lugares), esperamos um número maior: cerca de 10 mil pessoas".

Ainda em relação ao ano passado, o coordenador afirma que o número de atividades formativas aumentou.
"Em 2010, houve apenas duas oficinas e neste ano são cinco. Um dos nossos objetivos é proporcionar formação cultural e teatral às pessoas, além de promover um grande intercâmbio entre os artistas e a população".

Nesta 12ª edição, como se tratam de espetáculos convidados, não haverá debatedores. Um bate-papo ao final de cada apresentação sobre os processos de montagem colocará os artistas disponíveis a questionamentos dos presentes.

CONVIDADOS
A seleção da programação foi feita de forma diferente em relação à edição de 2010. "Neste ano não abrimos inscrições para os grupos, eles foram convidados", explica Colevatti. Os espetáculos foram contratados pelo Sesc (Serviço Social do Comércio), Sesi (Serviço Social da Indústria) e pela própria Secretaria de Cultura do município.

As apresentações acontecem em três pontos da cidade: Sala Cora Coralina (apenas o "Navalha na Carne"), Cine Teatro Lúmine (espetáculos de palco) e Praça Dr. Carlos Sampaio Filho (espetáculos de rua).

APELO
Colevatti explica que um restaurante e um hotel na cidade estão apoiando o evento, mas que ainda seriam necessárias parcerias de mais empresas. "O festival atende a um número grande de pessoas da região toda. A cidade de Avanhandava, por exemplo, irá trazer 1.200 alunos para assistir as peças. Precisamos também da parceria de empresas privadas, que podem fazer isso através de leis de incentivo à cultura, pelas quais pode-se abater a verba em uma parcela de seu imposto de renda", diz.


Oficinas gratuitas abordam criação, gestão cultural e improvisação teatral


Cinco oficinas integram a programação do Festival de Teatro de Penápolis, nas quais profissionais realizam abordagens que se referem direta ou indiretamente ao teatro. As inscrições podem ser feitas gratuitamente no espaço do Teatro Municipal (Marginal Maria Chica, 1415), das 8h às 11h30 e das 13h às 17h.
No dia 10, a profissional Rose Meusburger, que realiza assessoria para projetos culturais para empresas, ONGs e artistas, ministra a "Oficina de Elaboração de Projetos Socioculturais e Esportivos". A atividade acontece na sala do Museu do Folclore (Pça. Nove de Julho), das 9h às 18h.

As máscaras serão discutidas na oficina "A máscara em cena: representação e expressão", nos dias 10 e 11, das 9h às 13h, e das 14h às 18h, no Núcleo de Teatro (Marginal Maria Chica, 1415). O artista Murilo de Paula aborda o objeto como instrumento potente de representação da realidade.
O ator Matheus Mello coordena a "Improvisação na composição da cena teatral", dias 10, 11 e 12, das 18h às 23h, na sala Cora Coralina (Praça Nove de Julho, 150).

GESTÃO
A oficina "Cultura: do conceito à ação" será ministrada por Maurício Trindade no dia 11, na sala do Museu do Folclore, das 14h às 16h. Serão abordados o desenvolvimento histórico da ideia de cultura, o encaminhamento de políticas culturais e as perspectivas de democracia cultural.

E no dia 18, o diretor teatral Jorge Vermelho ministra a oficina "O processo colaborativo em teatro", na sala Cora Coralina, das 9h às 13h, e das 15h às 19h. Ele abordará os procedimentos de criação colaborativa e a participação do ator criador.
Os telefones para obter mais informações são (18) 3652-5568 e 3652-5570.

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