terça-feira, 13 de setembro de 2011

Novo mundo novo



Por Ayne Salviano

Não há mais como retroceder. Da mesma maneira que não conseguimos imaginar nossas vidas sem a geladeira ou a televisão, as novas gerações não sabem viver sem as novas tecnologias, especialmente as ferramentas da internet como as mensagens instantâneas, as redes de relacionamentos e os blogs. Professor que não entender isso está fadado a falar sozinho em sala de aula, isso se não ficar sozinho.

LIÇÃO DE SABEDORIA
Se é assim, vale a pena investir no ditado popular que ensina: ‘se não pode com o inimigo, junte-se a ele!’. Há inúmeras possibilidades de tornar uma aula atrativa com o uso das novas tecnologias. É claro que essas atividades não precisam ser as únicas dominantes, mas elas podem, sim, servir de estratégias para promover a participação dos grupos e ensinar.


EDUBLOGS
A primeira sugestão é usar a internet para criar um edublog: da escola, da disciplina ou mesmo de uma turma. É fácil e gratuito. Há tutoriais simples nos provedores que mantêm o serviço. Decidir com os alunos das etapas mais simples até as mais complicadas; pensar em nomes, layout, tipos de textos (verbais e não-verbais) e moderação de comentários é, sim, um exercício muito especial de leitura, compreensão e produção de texto e criação de senso crítico!

CURSO
Por falar nisso, o editor-executivo da Folha da Região, José Marcos Taveira, responsável pela área de internet da empresa e blogueiro conhecidíssimo vai ministrar um curso sobre blog para no próximo dia 17. Professores e alunos podem participar. Informações pelo telefone (18) 3636-7730 após às 16h.

MSN
As mensagens instantâneas, por sua vez, são uma ‘febre’ entre os jovens. Em todas as suas atividades diárias, na própria escola, vendo TV ou esperando pelo dentista, eles se mantêm conectados ‘conversando’ com os amigos muitas vezes em uma linguagem cifrada e cheia de abreviações que muitos pais (e professores) não conseguem entender. Mas isso não é de todo ruim. Na verdade, é uma ótima oportunidade de se criar atividades didáticas que mobilizem a capacidade dos alunos de trocar ideias e informações seja estudando junto a distância, seja resolvendo problemas coletivamente. O professor pode monitorar tudo. Quem se interessar, pode conhecer outras atividades disponíveis no portal da Microsoft Educação.

FACEBOOK
Esta é a rede social que mais cresce no Brasil. Pesquisa recente mostra que nos países de Primeiro Mundo, a ferramenta já foi incorporada à educação, especialmente no ensino superior. Nos EUA, 91% dos professores e alunos das universidades participam dela e aproximadamente 40% das instituições já aderiram às redes como meio de comunicação entre seus públicos. Entre os estudantes, 2/3 usam essa mídia social durante as aulas. Quando a análise é feita somente entre os professores, descobre-se que 84% deles participam apenas de uma mídia dessas, mas 25% deles já estão em quatro ou mais. E as ferramentas mais usadas são: Youtube (40%), Facebook (30%), blogs (24%), wikis e Linkedin (17% cada um), Twitter (7%), Fickr (5%), Slideshare (3%) e My Space (2%). Veja os resultados em: http://www.schools.com/visuals/college-professors-on-facebook.html

VÍDEOS
E se o Youtube é o ‘queridinho’, que tal ser um professor inovador e transformar seus alunos em diretores de cinema? O Windows Movie Maker é uma possibilidade de ferramenta para criar e editar vídeos, com vários recursos: permite cortar, juntar, editar e também criar apresentações com fotos e efeitos. Experiência recente de sucesso na área do cinema vem da Escola Estadual José Cândido, de Araçatuba, selecionada para a fase final do projeto “Circuito Cultural Cinema, Música e Teatro” com um curta-metragem de como economizar energia elétrica.

TWITTER
É um microblog que permite ao usuário enviar e receber atualizações pessoais de outros contatos em textos de até 140 caracteres, conhecidos como "tweets". As atualizações são exibidas no perfil de um usuário em tempo real e também enviadas a outros usuários seguidores. Alguns professores têm feito trabalhos interessantes com ele. Um colega do curso superior provocou um debate entre alunos a partir do caso Zara, rede acusada de usar trabalho escravo na produção de roupas. Os estudantes opinaram sobre as consequências que o escândalo pode trazer para a marca. Outro, da área de Português no ensino médio, fez um concurso de contos em versão micro. Os alunos aprenderam as características deste gênero textual, leram vários contos tradicionais e primeiro foram estimulados a reduzi-los. Na segunda etapa, produziram, com sucesso, suas próprias histórias e divulgaram pelo microblog.

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