quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Educação a distância: a educação democrática do futuro


Por Moacir da Silva Garcia
Para um número considerável de brasileiros a educação a distância foi muito importante, já que se não fosse essa modalidade de educação, certamente seus planos de concluírem um curso superior demorariam muito mais.
Muitas mudanças - boas, diga-se de passagem! - ocorreram com o advento da educação a distância, em especial em relação aos cursos superiores nessa modalidade. Muitas pessoas, apesar da falta de tempo ou devido à distância, conseguiram concluir o tão almejado curso superior. Além disso, a inserção ao mercado de trabalho ficou muito mais fácil, embora ainda haver preconceito contra cursos nessa modalidade.
Para um número considerável de brasileiros a educação a distância foi muito importante, já que se não fosse essa modalidade de educação, certamente seus planos de concluírem um curso superior demorariam muito mais.
A educação a distância nos permite estudar, a despeito da falta de tempo. Por morarem distantes dos grandes centros urbanos ou por trabalharem em horários flexíveis - por escalas, por exemplo -, muitas pessoas não têm possibilidade de cursar uma faculdade no horário regular. Assim, ou esperam por melhores condições de trabalho e disponibilidade de tempo para poderem cursar uma graduação ou tentam conciliar seu tempo com uma modalidade que melhor se adeque a sua realidade.
Com a educação a distância aumentou-se o consumo de novas tecnologias. Isso devido à necessidade de computadores mais potentes e outros mecanismos, como internet banda larga, para o ensino-aprendizagem nessa modalidade.
Embora haja vantagens advindas com esta (não tão nova) maneira de estudar, ainda encontramos resistência de empregadores e de alguns segmentos da sociedade. Profissionais formados por meio de cursos superiores a distância ainda são vistos como menos qualificados. Isso se dá, talvez, por mero desconhecimento da qualidade desses cursos.

Outro ponto considerado negativo da educação a distância é a falta de interação entre os participantes. Entidades de ensino que não criam mecanismos para que seus alunos e professores interajam além de horários pré-determinados não estão favorecendo a troca de informações e a ampliação do conhecimento. Horários específicos são usados na educação presencial. O estudante que opta por educação a distância não pode ficar "preso" a horários para se comunicar com professores e demais colegas de curso, já que escolheu essa modalidade de ensino-aprendizagem pela flexibilidade de horários.
Desde a regulamentação dos cursos superiores a distância - através do Decreto Federal nº 5.622/2005 (regulamenta o artigo 80 da Lei 9.394/1996) - a qualidade desses cursos melhorou muito. Critérios de qualidade do ensino, como a infra-estrutura da entidade, a qualificação dos docentes entre outros, foram revistos pelo Ministério da Educação (MEC), a fim de dar maior credibilidade a essa modalidade de educação. Com isso, entidades de ensino superior que não atendem os critérios de qualidade do MEC estão sendo descredenciadas para a oferta de cursos superiores a distância.
o MEC acredita tanto nessa modalidade de educação que em 2004, por meio da Portaria MEC nº 4.059, de 10.12.2004, permitiu às instituições de ensino superior introduzir, na organização pedagógica e curricular de seus cursos superiores reconhecidos, a oferta de até 20% de disciplinas integrantes do currículo na modalidade semipresencial.
Em suma, a modalidade de educação a distância veio proporcionar facilidades para a qualificação profissional. Cursos online - de línguas a cursos superiores - vieram mudar a perspectiva de pessoas que não teriam outra maneira de se qualificar. A aceitação desses cursos é tamanha que empresas privadas e estatais - o Governo federal e alguns Governos estaduais, a exemplo do Estado do ES - qualificam seus servidores através de cursos online ou semipresenciais.
Por fim, a modalidade de educação a distância é boa tanto para o profissional quanto para o empregador, já que proporciona qualificação profissional sem a necessidade de deslocar funcionários para outro espaço físico nem a necessidade de horário fixo para o desenvolvimento de cursos diversos. Assim, chegamos à conclusão que, de fato, além de democrática essa é a modalidade de educação do futuro!
Artigo publicado em 25/09/2011 no portal ADMINISTRADORES.COM.BR


Imagem: Reprodução/Google
Fonte: http://www.educacionista.org.br/jornal/index.php?option=com_content&task=view&id=10543&Itemid=43

Um comentário:

  1. Elenice Silveira de Azevedo28 de setembro de 2011 17:01

    Fazer um curso a distância é tudo de bom, só depende do aluno querer estudar, aprender e pesquisar, para que o curso vale apena.

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