sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Universidades brasileiras seguem fora do 'top 100' de ranking chinês


Nenhuma universidade brasileira aparece entre as cem melhores do mundo segundo o ranking 2011 da Universidade de Comunicações de Xangai (Jiaotong), que lista anualmente as 500 melhores do mundo. A lista chamada Ranking Acadêmico de Universidades Mundiais, na tradução em chinês (ARWU) foi divulgada esta semana.

A brasileira mais bem colocada mais uma vez é a Universidade de São Paulo (USP), que está no grupo entre a 101 e 150 melhores universidades do mundo. O ranking não dá uma colocação exata da USP.
O ranking especifica as colocações das cem primeiras e, depois disso, apresenta as universidades em grupos que vão de 101 a 150, 151 a 200, 201 a 300, 301 a 400 e 401 a 500.



Na edição de 2010, nenhuma instituição brasileira apareceu entre as cem melhores. Além da USP, outras brasileiras citadas são a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que está entre as 201 e 300 melhores; a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), que estão entre as 301 e 400 melhores, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que está entre as 401 e 500 melhores. Com exceção da Unifesp, que aparece pela primeira vez, as demais mantiveram as posições obtidas no ranking de 2010.

O ranking chinês é considerado um dos mais importantes do mundo atualmente ao lado da lista de 200 instituições acadêmicas de maior relevância mundial elaborado todo ano, desde 2004, pela publicação britânica "The Times Higher Education Supplement".
Pelo nono ano consecutivo, Harvard, nos Estados Unidos, lidera o ranking, seguida por Stanford. Em terceiro aparece o Instituto de Tecnolgia de Massachussets (MIT). Universidade da Califórnia Berkley caiu do segundo para o quarto lugar.

 A lista revela um amplo domínio das instituições dos Estados Unidos, um avanço da Alemanha e uma estagnação da França, onde sofreu muitas críticas. Como no ano passado, a relação das 500 melhores universidades estabelecida pela Jiaotong traz os EUA na liderança, ocupando 17 dos 19 primeiros postos.
As universidades britânicas de Cambridge (5ª) e Oxford (10ª) são as únicas fora dos EUA entre as dez melhores.

A ideia da lista, divulgada desde 2003, surgiu quando Pequim decidiu criar universidades de nível internacional e precisou definir os critérios de excelência. O ranking é muito criticado na Europa, especialmente na França, que denuncia uma avaliação voltada para a pesquisa, em detrimento da formação.
A Jiaotong considera o número de prêmios Nobel, de medalhas Fields (Nobel da matemática) e de artigos publicados em revistas como "Nature" e "Science".

Fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/08/universidades-brasileiras-seguem-fora-do-top-100-de-ranking-chines.html

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