quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Projeto busca identificar casos de verminoses em estudantes

Por Neila Storti

As secretarias municipais de Educação e Saúde de Araçatuba iniciaram na primeira semana deste mês as ações do "Projeto Enteroparasitoses", voltado aos alunos do ensino fundamental da rede pública municipal. Aproximadamente 7,7 mil estudantes poderão ser beneficiados com o projeto, que pretende verificar a ocorrência de verminoses nas crianças, tratar os casos positivos e prevenir a infecção por meio de campanhas educativas. O número é mais do que o dobro dos alunos que entregaram amostras no ano passado, quando o projeto teve início.


A participação dos estudantes não é obrigatória, sendo condicionada à autorização expressa dos pais ou responsáveis, que foram consultados. O programa, que ainda não tem data definida para acabar, pretende atender as 28 escolas municipais de ensino fundamental. O projeto contra verminose é fruto de uma parceria entre as secretarias de saúde e educação e o Unisalesiano. Por conta do convênio firmado, cinco estagiários do curso de enfermagem ajudarão nos trabalhos dentro das escolas.

O projeto tem como objetivo principal diminuir os índices de parasitas em crianças do primeiro ao quinto ano e da antiga quarta série do ensino fundamental, entre 6 a 10 anos idade. Em primeiro momento serão prestados esclarecimentos aos pais e aos alunos das escolas, a respeito da participação e as atividades do projeto. Para este ano, a novidade é que, além do trabalho com os alunos, serão também ministradas palestras aos pais. "Após essa primeira etapa, os alunos participarão, no âmbito de suas escolas de palestras educativas, sobre os bons hábitos de higiene e saúde, e as formas de evitar a contaminação por parasitas", explica o coordenador do projeto, Luiz Gustavo Ferraz Lima.

Segundo ele, os estudantes também receberão um frasco para coletar amostra de fezes, que em determinada data agendada pela escola será entregue a um laboratório de análises clínicas para pesquisa de vermes e protozoária parasitas.

Por meio de nota emitida pela assessoria de imprensa da Prefeitura, a secretária de Educação, Beatriz Soares Nogueira, afirmou que o projeto é realizado em crianças nesta idade escolar por ser caracterizada como uma importante fase de aquisição de conhecimento e formação de hábitos. "O projeto é de relevância no contexto educacional, com ações voltadas para a área da saúde e implicações diretas sobre as condições físicas e intelectuais necessárias à aprendizagem. afirma a secretária.

PREVENÇÃO
Paralelo à coleta, os estudantes receberão informações sobre prevenção e dicas de higiene. Dentro das ações preventivas, os estudantes e seus familiares participarão de palestras, orientações e apresentações preparados pelos profissionais da saúde e educação. "Esperamos com as palestras educativas evitar doenças parasitárias em crianças sadias e tratar as que apresentaram infecção, contribuindo para a melhoria da sua saúde, qualidade de vida e consequentemente tendo melhores condições para o aprendizado na vida escolar", explica Lima.

Os resultados positivos são enviados para a Secretaria de Saúde, que localiza a família do aluno, levando o medicamento específico, prescrito pelo médico e as orientações para o tratamento, fornecidas pelos enfermeiros, ambos da unidade de saúde do bairro.

Segundo o coordenador do projeto no Unisalesiano, no ano de 2010, aproximadamente oito mil alunos de 26 EMEBs assistiram às palestras educativas e participaram do programa. "Desses alunos, três mil entregaram as amostras e 23% em média apresentaram infecção por algum parasita. Cerca de 300 receberam tratamento. As parasitoses intestinais debilitam o organismo, resultando muitas vezes em atraso no crescimento, dificuldades de aprendizagem, como concentração, irritabilidade e desinteresse, sendo que em casos mais graves podem levar até ao óbito.

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