quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Muito além da teoria

Por Emmanuela Zambon

Estudar, tirar notas boas em provas e trabalhos, e ser um bom aluno não são suficientes para algumas crianças e adolescentes. Eles querem mais, e aproveitam para colocar em prática os ensinamentos que adquirem na escola. Em Araçatuba, existem vários exemplos de estudantes que transformaram o conhecimento deles em algo útil para a sociedade. O gosto especial pelas ciências e a vontade de ajudar o próximo uniu uma turminha muito especial do Centro Educacional Sesi 349, de Araçatuba.

Dentro da disciplina de Robótica, os alunos Fabiana Esgalha Vieira Honda, Matheus Gonçalves da Silva, Pedro Cavazzana, Rodolfo Ferreira Sapateiro, Mariana Lopes Gobi e Isadora Barbon, todos com 12 anos de idade, enfrentaram o desafio de desenvolver um sistema robótico que se encaixasse no tema “Body Forward” (Corpo Humano), do “3º Torneio Sesi de Robótica”, que deverá ser realizado neste semestre.


A coordenação pedagógica é de Hélia Karina Favaro Nalin, mentora do projeto. A analista de informática e técnica da equipe é a professora Aparecida Rosimary Rocha. Com o desafio aceito, o grupo, intitulado de “Sesi Pulsação Zoom”, conseguiu criar um robô especial que tem como objetivo ajudar as pessoas que possuem algum tipo de limitação física e psicológica do Hospital Neurológico Ritinha Prates de Araçatuba. A turma de alunos fez um mecanismo de Lego que tem a capacidade de exercitar o punho, e poderá até substituir aparelhos que são usados atualmente.

BENEFÍCIOS
De acordo com a professora Rosimary, a ideia veio dos próprios alunos. “A nossa intenção é descobrir novos talentos para a engenharia. Nós fomos ao Ritinha Prates para pesquisa e lá conversamos com o fisioterapeuta, que mostrou quais eram as suas dificuldades”, explica. Com um mês e meio de trabalho constante nessa temática, os estudantes descobriram a importância de aplicar no cotidiano os ensinamentos da sala de aula.
   
solidariedade
“A robótica faz bem para a sociedade, tem a parte da pesquisa inovadora que pretende ajudar as pessoas”, explica Pedro. Ele também conta que, além da ideia ser inovadora, e ser retirada das experiências que eles vivem no dia a dia, o projeto não será caro para ser executado futuramente. “A maior dificuldade que vimos no Ritinha é a financeira. Por isso, decidimos fazer uma coisa mais simples, porque aí o aparelho poderá ser implantado. Foi o que tocou o nosso coração”, define.
“Pra gente, é uma brincadeira, mas é sério porque tem gente com problemas que precisa disso”, completa Fabiana, que se refere ao protótipo do robô que poderá ajudar nas sessões de fisioterapia dos necessitados. Para Rodolfo, que quer ser engenheiro, o empenho para que o robô seja desenvolvido como uma ferramenta que beneficiará as pessoas tem um motivo bem simples: “A gente pode ficar como eles, não se sabe o futuro”.

TORNEIO
Segundo Rosimary, esse projeto participará do torneio de robótica do Sesi, atendendo os quesitos de trabalho inovador. Para a professora, a proposta é que grupos de alunos façam levantamentos de problemas que existem na cidade, bairro ou comunidade e proponham uma solução para eles. No ano passado, um outro grupo de alunos do Sesi ficou em 3º lugar no campeonato regional, com outro trabalho.

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