terça-feira, 16 de agosto de 2011

Índio Poti, um exemplo

Por Ayne Salviano

A ideia não é inovadora, mas a abordagem da Emeb (Escola Municipal de Educação Básica) Índio Poti, da Vila Carvalho, em Araçatuba, para incentivar a leitura e a produção de textos nos seus alunos de 1ª a 4ª séries e do 4º ano merece reconhecimento e aplausos por buscar conquistar não somente as crianças, mas especialmente todos das suas famílias. Os estudos acadêmicos apontam mesmo que o gosto pela leitura começa mesmo quando os menores seguem o exemplo dos maiores (pais, responsáveis, professores) de folhear livros e jornais periodicamente.


PRAZER
O Projeto de Leitura Vó Déia reúne uma mini biblioteca com livros, gibis, revistas e jornais disponibilizada em sacolas de pano personalizadas que são levadas pelos alunos para casa. A figura da vovó foi escolhida porque simboliza quem gosta de contar histórias. O compromisso da criança é apenas devolver o material na data marcada pelos professores.

JUSTIFICATIVA
A intenção dessa iniciativa é aproximar a escola da família e da comunidade já que, geralmente, estas relações são marcadas pelo distanciamento que não permite que a sociedade local se envolva na vida da escola e vice-versa. Para os profissionais da Índio Poti, é preciso reconstruir o papel da escola perante a comunidade na qual está inserida. E a leitura é o caminho.

IDEAL
Com este incentivo à leitura em família, o que se espera é que o contato entre as partes envolvidas na Educação passe a ser íntimo e inseparável a tal ponto que a escola consiga transformar (para melhor) a comunidade e esta ajude na reflexão da escola sobre seu papel na atualidade.

PAPEL SOCIAL
O projeto é levar a tantas pessoas quantas forem possível a mais ampla variedade de textos estimulando o debate de temas como cidadania, identidade pessoal, comunidade, meio ambiente, entre outros. As obras disponibilizadas abrangem diferentes faixas etárias e níveis de escolaridade, tudo para propiciar a diversidade cultural de seus leitores no sentido de qualificá-los para acessar, com competência e autonomia, as diferentes linguagens em variados suportes textuais.

INTERESSES
O que se deseja é tornar esses leitores capazes de fazer a relação texto e contexto, leitura de vida e de mundo, resgatando e revalorizando a identidade étnica, cultural e local. A intenção é que os textos sejam uma presença tão constante na vida destas pessoas que seja impossível ignorá-los. Quem forma leitores, cria cidadãos.

AUTOESTIMA
Outra face do projeto é a estruturação da autoestima, às vezes perdida ou fragilizada nas pessoas. É um ideal a longo prazo, que requer perseverança, mas é possível. A leitura pode, sim, propiciar isso ao cidadão. E como dizem os professores da Índio Poti: “Precisamos acreditar que os sonhos podem nos levar aos melhores dias. Sonhar é acreditar na vida”.

RECONSTRUÇÃO
Quem tem autoestima é capaz de perceber que a linguagem é fator interativo. Assim, quem lê amplia o seu repertório e é capaz de construir (ou reescrever) a sua própria história cidadã. Os exemplos são diários. Sem contar que valores éticos podem ser ensinados com o intuito de contribuir na formação de pessoas criativas e inventivas, capazes de refletir, de descobrir, de ouvir o outro, de respeitar o diferente, de analisar situações e buscar soluções.

PARABÉNS!
O Ler para Crescer tem por filosofia que a leitura constitui um dos instrumentos de extrema importância para a vida, indispensável para o indivíduo compreender o mundo, compartilhar experiências e reelaborar suas próprias existências. É instrumento de participação, mudança e renovação sócio-cultural. Por todos estes motivos é que todos os profissionais envolvidos nesse trabalho estão de parabéns! Muito sucesso é o que desejamos a vocês.

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