terça-feira, 2 de agosto de 2011

Estudantes aprendem com jornal e produzem notícias

Da Redação

A Escola Municipal José Augusto Gama de Souza, de Nova Luzitânia (SP), aceitou o desafio do Ler para Crescer e decidiu trabalhar com o jornal em sala de aula de forma planejada e contínua.

As professoras Roseli Ribeiro Sanches e Márcia Regina de Souza Fernandes participaram, no primeiro semestre, das atividades de formação continuada com a jornalista e capacitadora Ayne Regina Gonçalves Salviano, coordenadora dos trabalhos.

As educadoras se entusiasmaram e decidiram envolver os 55 estudantes dos quartos anos A e B na confecção de textos jornalísticos, a primeira etapa para quem quer produzir um jornal na escola. O resultado, segundo elas, foi “muito satisfatório”.


“O projeto é relevante, visa ampliar os conhecimentos que poderão ser adquiridos nos diversos temas abordados pelo jornal, como política, meio ambiente, educação, cultura, lazer, saúde entre outros”, justificam as professoras.

De acordo com elas, outro aspecto importante do trabalho com os jornais em sala de aula é o estímulo para as crianças e jovens adquirirem o gosto pela leitura. “Isso acontece porque as reportagens relatam fatos acontecidos em nossa região e também por se complementar assuntos abordados nas disciplinas escolares”, afirmam.

Assim, o projeto que nasceu com a Folha da Região irá, segundo as educadoras, despertar o interesse dos alunos pela leitura de jornais, primeiramente pelos regionais - onde a maioria dos fatos está mais próxima da realidade de cada aluno - e posteriormente pelas notícias nacionais e internacionais.

CONQUISTAS
As professoras Roseli e Márcia puderam observar o interesse dos alunos pela leitura. Eles acharam o jornal um recurso atrativo. Com o desenrolar das atividades, as educadoras conseguiram ampliar os conhecimentos deles quanto à estrutura e organização do jornal.

E mais, com várias estratégias, fizeram os alunos treinarem a linguagem oral e a escrita de pequenos textos, que puderam até ser publicados na forma de notas e notícias jornalísticas, com direito a manchetes e títulos (acompanhe nesta página).

PASSO A PASSO
As professoras desenvolveram o projeto em várias etapas. Primeiro, deixaram os exemplares da Folha da Região - que recebem diariamente porque a escola integra o Ler para Crescer - disponíveis em sala de aula, sem a cobrança da leitura, pois até então os alunos só tinham o contato com jornais por meio de recortes. Aos poucos, eles começaram a manusear o jornal.

No decorrer da aula, as educadoras constataram diferentes situações. Alguns alunos queriam saber mais sobre a variação dos tamanhos das letras nas páginas. Em geral, os meninos se interessaram pelas páginas de esportes (chegando até a rasgá-las na disputa pelo jornal). Várias meninas se interessaram pela coluna social, outras se encantaram com a matéria referente ao casamento do príncipe e a plebeia, pensando que este fato só existia em contos de fadas e filmes.

Na aula seguinte, as educadoras preferiram trabalhar em grupos. Foram distribuídos jornais, explicada a estrutura da primeira página e como estão distribuídos os temas. Com este conhecimento prévio, foi proposto o desafio para encontrar a manchete, os cadernos e as páginas. Não foi programado, mas os alunos ficaram surpresos (e felizes) quando, em um dos jornais, encontraram as fotos dos professores durante o curso de capacitação naquela escola. Dois alunos pediram o jornal emprestado para levar em casa para ler se comprometendo a trazer no dia seguinte.

Em uma terceira etapa, Roseli e Márcia apresentaram o Nossa Vez! para as crianças. O suplemento infantojuvenil lançado em outubro do ano passado como veículo educomunicativo e uma extensão do Ler para Crescer é aberto às manifestações dos estudantes. “Os alunos ficaram encantados por saber que poderiam escrever e ter suas fotos publicadas no jornal”, disseram as professoras.

PRÁTICA
Chegar ao resultado esperado, entretanto, não foi algo fácil. Quando Roseli e Márcia pediram, por exemplo, que os estudantes elaborassem uma manchete sobre um assunto local, elas contam que muitos “espertinhos” acessaram a internet e trouxeram manchetes até de noticias internacionais.

“Mas, quando viram o trabalho de outros colegas, se comprometeram a refazer”, contaram as professoras. Nas aulas seguintes, os estudantes foram ao laboratório de informática onde produziram as notas e notícias.

“Os objetivos foram alcançados. A Folha da Região está sempre disponível para as crianças, inclusive para levar para casa. Agradecemos a oportunidade de conhecer e aprender um pouquinho mais sobre o jornal. Nossos alunos ficaram muito entusiasmados com o trabalho realizado”, avaliaram as educadoras.

Outras experiências bem sucedidas com o jornal na sala de aula de outras educadoras da Escola Municipal José Augusto Gama de Souza serão apresentadas nesta página nas próximas edições.

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