quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Escolas terão iPads em salas de aula

MÉXICO – Escolas particulares de oito países da América Latina começarão a utilizar tablets em suas salas de aula, como parte do projeto educativo organizado pelo Grupo Santillana, informaram seus diretores nesta quarta-feira, 17, à Agência Efe. 

O Sistema Uno será lançado inicialmente em 238 escolas de nível básico do México, que capacitará 4,5 mil professores, onde 65 mil alunos usarão iPads como ferramentas de estudo a partir da próxima segunda-feira.

Logo após, a plataforma será aplicada no Brasil, Argentina, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala e Honduras, onde se pretende criar a maior rede de escolas de região ibero-americana.

A iniciativa conta com vários parceiros, entre eles, o Discovery Education e a Apple, que já promove em Cingapura projetos de tecnologia parecidos com o Sistema Uno. Em entrevista à Efe, o diretor internacional do projeto, o argentino Pablo Doberti, explicou que a ideia é, levar o Sistema Uno para 22 países ibero-americanos, incluindo Espanha e Portugal em um prazo de dois anos.
As escolas privadas cobrarão uma taxa anual de 3.990 pesos (US$ 327) para cada aluno, e 1,4 mil pesos a mais (US$ 115) caso queiram participar do programa mais avançado, com iPads para todos os alunos no sala de aula. Inicialmente só existem 12 mil iPads no México, por isso o acesso ao programa com aparelhos para cada aluno é limitado.

Nos demais casos, quem usará o equipamento será o professor, como meio de ajuda nas salas de aula.
Os tablets não são comprados, a escola os adquire com o conteúdo educativo pronto para que os estudantes possam usá-los. Segundo Doberti, os tablets apresentam vantagens sobre os quadros-negros tradicionais.

Pelo seu peso, autonomia, capacidade e fácil manuseio, a empresa vê os tablets como ótimas ferramentas para realizar um plano de digitalização na educação, como o proposto. Tais ferramentas digitais não pretendem eliminar os instrumentos tradicionais como o livro ou o quadro-negro, porque a proposta “não contém uma hegemonia digital no mundo educativo”, disse Doberti.
Já o vice-diretor internacional do Sistema Uno, Ricardo Rubio, disse à Efe que a grande virtude da proposta é que com ela cria-se um “processo do mundo digital” nas escolas.

“A proposta procura causar uma integração maior com os demais, professores, companheiros de sala de aula e pais, acrescentou”.
Por enquanto, o programa não entrará nas escolas públicas a menos que alguma autoridade demonstre interesse. Criada em 1960, a editora Santillana, orientada a lançar livros educativos, se reconstituiu no 

Grupo de mesmo nome, que por sua vez é parte do Grupo Prisa, com interesses em meios de comunicação, edição, publicidade, impressão e internet.

* Agência Estado

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