quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Computadores ganham espaço na escola

Guimarães mostra tablet: 133 alunos de colégio vão receber
Por Sérgio Teixeira

Os professores que lecionam em escolas da região de Araçatuba estão se acostumando a uma nova era de tecnologia, em que o uso de livros, giz e lousa está sendo compartilhado com computadores em sala de aula. São pelo menos 34 escolas da rede pública e privada de ensino que adotaram a nova ferramenta como instrumento de aprendizagem.

Amanhã, 133 estudantes do primeiro ano do ensino médio do colégio Thathi COC, de Araçatuba, receberão tablets, equipamento que tem formato de prancheta e pode ser usado para acesso à internet, organização pessoal, visualização de aulas, leitura de livros, jornais e revistas e para entretenimento.


Durante o uso dos tablets em sala de aula, os estudantes acompanharão de forma simultânea todo o conteúdo pedagógico, que será exibido em lousa digital. Os tablets adotados pela instituição são da marca Archos 101, têm display de 10,1 polegadas, 8 GB de memória, sistema operacional Android 2.2 (Froyo).

Segundo o diretor do colégio Thathi COC, Gabriel Guimarães, a nova geração de jovens está inserida num contexto digital e, para tornar o ambiente de ensino motivador, é preciso ter ferramentas que atraiam a atenção do aluno. "Jamais o computador irá substituir o livro. Estamos aliando um instrumento de tecnologia dentro da área de educação", afirma.

INFANTIL
Os estudantes das 32 escolas de educação infantil da rede municipal de ensino de Araçatuba passaram a contar, desde o começo deste ano, com notebooks nas salas de aulas.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Beatriz Soares Nogueira, os 534 aparelhos comprados pelo município são suficientes para atender 5,8 mil crianças, pois são feitos cronogramas e escalas de trabalhos para as atividades especiais com esta tecnologia. O investimento na compra dos equipamentos foi de R$ 929,1 mil, da Secretaria Municipal de Educação.

"Cada aluno tem uma forma de aprender. O computador desenvolve algumas habilidades, mas é a professora que analisa se o uso do computador é importante em determinado momento", explica Beatriz, destacando que a tecnologia na escola também é uma forma de promover inclusão digital e igualdade de oportunidades. Além dos recursos do próprio notebook, os professores trabalham com jogos e atividades pedagógicas no equipamento.

Para a professora Luciana Cristina Rodrigues Oliveira, que está na educação infantil há 9 anos, as dificuldades com as novas tecnologias existem, mas o professor precisa buscar auxílio e não deve ter medo de ousar quando busca a qualidade de ensino. "A vinda dos notebooks veio para acrescentar, sem substituir os outros recursos que já tínhamos", diz.

O aluno Rafael Ferraresi Pessoa, 5 anos, da etapa 2, conta que já tem um computador em casa e que ajuda seus companheiros de classe a trabalhar com a nova ferramenta. "Gosto de escrever meu nome e jogar", afirma, sobre as principais atividades que desenvolve na escola com a ferramenta.


227 alunos da rede municipal de Sud Mennucci têm netbook
A utilização de computador em sala de aula mudou o cotidiano de 227 alunos da rede pública de ensino do município de Sud Mennucci. Além dos tradicionais cadernos e livros didáticos, cada estudante da 1ª até a 8ª série da Escola Municipal José Benigo Gomes, localizada no distrito de Bandeirantes D'Oeste, tem à sua disposição um netbook (computador portátil menor que um notebook).

A novidade começou em novembro do ano passado, sendo possível porque Sud Mennucci foi a única cidade da região selecionada para participar da fase piloto do Prouca (Programa Um Computador por Aluno), do MEC (Ministério da Educação).

A diretora da escola José Benigo Gomes, Nislei Regina Prudencio, destaca que a unidade de ensino está passando por um processo de inovação, mas sem a intenção de abandonar os recursos antigos. "Eu acho que o livro jamais será abandonado, pois nos enriquece muito", afirma.

A fase piloto do Prouca foi oficializada no ano passado, abrangendo cerca de 300 escolas públicas que foram escolhidas por órgãos como a Secretaria de Educação a Distância e a Presidência da República. A escola do distrito de Sud Mennucci não teve que arcar com os custos dos netbooks nesta etapa, pois foram pagos pelo governo federal.

O MEC diz que "a experiência será acompanhada e avaliada para futura ampliação do programa." Na região Sudeste, cada equipamento está orçado em R$ 344,18. Assim, a estimativa é que a União investiu pelo menos R$ 10,5 mil na escola José Benigo Gomes, considerando os 310 netbooks em uso e na reserva.

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