terça-feira, 26 de julho de 2011

A psicologia positiva na educação

 Daniela Levy -Revista Geografia

A Psicologia, enquanto ciência, estuda o comportamento humano, preocupando-se com fenômenos ligados à personalidade, tais como virtudes e defeitos, ansiedades, frustrações, relações afetivas, ou seja, emoções humanas em geral. A Psicologia Positiva é uma vertente dessa ciência que enfatiza os aspectos bons do comportamento humano, como felicidade, otimismo, amor, criatividade etc. Hoje tornou-se uma importante ferramenta na construção de fatores que permitem aos indivíduos, à comunidade e à sociedade a “florescer”. O objetivo da Psicologia Positiva, portanto, é catalisar uma mudança no foco da Psicologia deixando de se preocupar apenas em reparar coisas ruins da vida, mas também em construir boas qualidades.

Quanto ao campo de atuação, pode- se dizer que a Psicologia Positiva atua no nível das experiências subjetivas: bem-estar, satisfação, esperança, otimismo e felicidade. No nível individual, trata de questões como capacidade para amar, vocação, habilidades interpessoais, perseverança, espiritualidade e sabedoria. Em um terceiro nível, a Psicologia Positiva atua frente às virtudes cívicas e valores que levam as pessoas a serem melhores como cidadãos: responsabilidade, altruísmo, moderação, tolerância e ética no trabalho.


Várias dessas questões não se relacionam somente ao indivíduo adulto, mas também aos jovens, tanto as crianças quanto os adolescentes. Eles passam boa parte do dia na escola, portanto a Psicologia Positiva não deixa de tratar de assuntos relacionados com a educação, uma vez que, por meio dela, o aluno torna-se mais desinibido e a relação professor-aluno e aluno-professor torna-se mais próxima e afetiva. O aluno será motivado de forma mais fácil e eficiente, passando por um processo mais suave de socialização. Assim, alcançar o sucesso no ambiente escolar passa a ser uma realidade. 

DE BRAÇOS ABERTOS
Segundo a professora de Psicologia dra. Barbara Fredrickson, da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, atitudes positivas abrem nosso horizonte. Segundo ela, pesquisas recentes que analisaram imagens do cérebro revelaram que pessoas submetidas a experiências positivas têm atividades em áreas mais ampliadas do córtex, ao contrário de pessoas submetidas a experiências neutras ou negativas, que apresentam atividade em áreas mais concentradas do cérebro.

A consequência disso é que a maior atividade das áreas do cérebro estimuladas por sensações positivas nos leva a perceber maiores possibilidades em nossa vida, com aumento da criatividade, aumento da resiliência, melhora de desempenho, melhor poder de tomar decisões e, sobretudo, uma melhora da percepção de unicidade.

O aumento na sensação de unicidade leva as pessoas a terem maior aceitação com relação às diferenças, sejam elas sociais, sexuais, religiosas ou raciais. Ainda de acordo com a Dra. Barbara Fredrickson, a transformação comportamental decorrente da prática do positivismo pode ser de fundamental importância para a solução de diversos problemas da humanidade nos dias de hoje.

No ambiente escolar ter a possibilidade de elevar a percepção de unicidade é algo fantástico, pois diversos problemas de disciplina dos alunos decorrem de situações como disputa por popularidade, rivalidade entre grupos, preconceito e bullying. Este último se tornou motivo de grande preocupação de pais, professores, diretores e profissionais de saúde.

Quem sofre bullying geralmente são crianças pouco sociáveis e inseguras, com poucos amigos e baixa autoestima,, sendo frequentemente crianças passivas e quietas, não dispondo de recursos ou habilidades para reagir ou fazer cessar os atos de agressividade sofridos. As vítimas do bullying podem continuar a sofrer os resultados negativos do assédio para além do período escolar. Podem apresentar prejuízos em suas relações de trabalho, depressão e baixa autoestima quando adultos .


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