sexta-feira, 29 de julho de 2011

Para construir o futuro

Por Belmiro Hernandez

O que é melhor para você: a vida de antigamente, os dias atuais ou a expectativa de dias melhores no futuro? 
Uns dizem que bom era o tempo que se amarrava cachorro com linguiça. Outros acham que em virtude do avanço da informática, da comunicação em tempo real, das ciências e tecnologia, bom mesmo é viver o presente. Há quem aposte todas as fichas no futuro. Mas, afinal, o que é mais importante? O passado, o presente ou o futuro?

O passado é importante por ser básico e angular, pois graças à experiência que acumulamos é que nos acautelamos para o amanhã, evitando cometer os mesmos erros ou desenganos. O passado é a própria história que nos ensina como bem viver o presente, projetando sempre o melhor para o futuro.


O presente nada mais é que a mais pura expressão da vida cotidiana e latente em cada um de nós. Por ser somatória das experiências passadas, o presente é a seara onde plantamos agora aquilo que vamos colher amanhã.

Mas o futuro também é importante. Importante na medida em que representa a esperança, e quem não vive de esperança não merece viver. Para construir o futuro, é indispensável participar da vida de forma mais efetiva e constante. Não esperar o que nossos governantes possam fazer por nós e sim fazer o que podemos para melhorar a vida de um modo geral. Não podemos nos omitir e assim conformar com o que julgamos errado. É nosso dever denunciar o erro, a falcatrua, o desrespeito ao ser humano, ao velho, à mulher e à criança, não importando o grau de influência e atemorização do agente causador.

Enfim, você deve, com a experiência de ontem, consertar o hoje para viver melhor amanhã. O presente é um verdadeiro “presente” que a vida nos dá diuturnamente, simplesmente por poder acordar, “ver com os olhos”; poder sentir o sol e a aragem refrescante das manhãs, alegrar-se com o sorriso de uma criança. Simplesmente viver intensamente cada minuto.

A importância dos tempos está na certeza de que o futuro será sempre melhor na medida em que, com a experiência do passado, edificaremos o melhor amanhã. Contudo, para construir o futuro, certas regras que são de conhecimento geral devem ser observadas. As expressões “venha a nós o vosso reino” e “o pão nosso de cada dia dai-nos hoje” são invocativas, motivos determinantes que nos levam a rezar. Na realidade, não estamos rezando e sim suplicando egoisticamente. Sempre pedindo mais, e nada oferecendo em troca.

Para construir o futuro é preciso um pouco mais de desapego. Se algum dia, galgado a um cargo importante, você terá o equilíbrio, discernimento e coragem para resistir à tentação de um suborno ou corrupção de significativa vantagem? Seja sincero. Possivelmente não, porque você quer ter e dar hoje o melhor para os seus, esquecendo-se dos outros, esquecendo-se que estará prejudicando uma coletividade no futuro em virtude de sua incontida ganância. É necessário pensar no amanhã de nossos filhos, sim. Mas que eles tenham orgulho do trabalho e da participação de seus pais na consolidação do sentimento nacionalista, que tanto falta hoje aos políticos e administradores.

O desenfreado comércio da droga é típico exemplo de como amealhar a fortuna do dia para a noite, à custa da desgraça alheia. Só que o alheio poderá ser seu próprio filho, no futuro. Felizmente, a atual geração já está sentindo que o custo-benefício nesses casos não vale a pena. É necessário construir de maneira que não venhamos nos envergonhar no futuro. Mais vale o pouco com Deus, que o muito sem ele, desonestamente.

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