quarta-feira, 27 de julho de 2011

Nossos avós, nosso anjos

Por Emmanuela Zambon

Eles mimam, educam, são sábios, mais velhos que os nossos pais e ainda são cheios de paciência. Já descobriu de quem estamos falando? Essas pessoas incríveis são os avós.

Ontem, 26 de julho, foi comemorado o Dia dos Avós. Claro que para falar bem dessas pessoas tão especiais, e demonstrar afeto, não precisa nem de dia e nem de hora. Mas a data é uma ótima oportunidade para mostrar que o amor entre avós e netos é importante, necessário e muito gostoso. Quer ver?


A araçatubense Maria Eduarda Mizuki Hamada de Souza, de apenas 4 anos, sabe de tudo isso, apesar da pouca idade, e quase não “desgruda” de sua querida avó, a empresária Lucinéia Evangelista de Souza, 45 anos. “Eu amo desse tamanho minha vó”, revela, abrindo os braços até não poder mais.

A relação das duas foi construída desde cedo, há mais ou menos dois anos, quando ela começou a ficar mais com a avó, enquanto os pais iam trabalhar. Nas férias, Maria Eduarda, que estuda durante a tarde, passa ainda mais tempo com Lucinéia, acompanhando a avó no trabalho. Tudo para ficar perto dela.

COMPANHEIRAS
De vez em quando até acontece dos pais ficarem com um pouco de ciúmes, mas Lucinéia não deixa de reforçar a ideia de que Maria Eduarda é uma companheira superdedicada. Com a avó, ela brinca, dorme, come, passeia e ainda assiste ao seu canal preferido, o Discovery Kids. Em uma de suas poucas frases, Maria Eduarda conta que, na Exposição Agropecuária de Araçatuba deste ano, foi assistir ao show do cantor Luan Santana com a avó.

“Na família, os avôs e avós participam 50% da criação dos netos. Os avós ajudam a cuidar das crianças e até no sustento. Deixou de ter o papel de ver os netos só de vez em quando”, considera Lucinéia, que tem só uma neta. Ela lembra que na época em que teve filhos, a sua mãe também teve um papel muito importante de avó.

EM DOSE DUPLA
Mas se você acha que Maria Eduarda exagerou ao declarar o seu amor por Lucinéia, Rafael Félix Faria, também de 4 anos, não tem apenas uma avó para paparicá-lo, e sim duas. Maria Lúcia Bastos Félix, 53 anos, a avó materna, e Eumar de Oliveira Faria, 56 anos, a avó paterna, dividem a atenção preciosa do neto e os bons momentos com o menino.

As duas se revezam para cuidar de Rafael enquanto os pais estão ocupados com as suas atividades diárias. Quando ele tem aula, no período da manhã fica na casa da avó paterna. Nas férias, costuma se divertir com a avó materna. “Eu fico sozinha de manhã, e ele fica comigo. Ele me ajuda a colocar os pratos na mesa, lava tomate pra mim, conversa comigo”, conta Eumar. “Ele é um dos meus anjos da guarda”, completa.

A outra avó, Maria Lúcia, explica que Rafael precisou dividir seus brinquedos em partes: um pouco ele deixou na casa de uma avó, outro tanto na casa da outra avó e o restante no seu próprio lar. “Nós, como avós, também orientamos os nossos filhos. Mas não me intrometo muito. Quando ele faz birra, ligo para a minha filha”, afirma Maria Lúcia.

Com tanta história bonita, resta a pergunta: quem é o anjo da guarda de quem?

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