sexta-feira, 8 de julho de 2011

A Internet na nossa vida

Por José Manuel Moran
Nossa vida muda para sempre quando nos conectamos. A Internet amplia o que queremos e desejamos: se queremos aprender, nos ajuda a aprender além da sala de aula, a qualquer hora, em qualquer lugar e de múltiplas formas. Se buscamos entretenimento, a Internet oferece formas de ampliar o acesso a informações sobre o filme que queremos, nos traz vídeos curiosos, filmes. Se queremos comunicar-nos, tanto podemos buscar pessoas conhecidas, como ampliar nosso círculo de relacionamento. Tem um universo de possibilidades disponível; cada um escolhe o que lhe convém mais. Para alguns a Internet pode ser fonte de alienação, porque deixam de fazer as obrigações, participar de compromissos assumidos, mergulhando em jogos ou conversas por comunicação instantânea.
A Internet é muito útil para aprender mais, para conhecer pessoas interessantes, para escolher novos roteiros de lazer, mas também pode ser muito dispersiva, superficial e banal. É muito fácil perder tempo com bobagens – como o acesso a vídeos e notícias inconseqüentes – ser seduzido por pessoas inescrupulosas, participar em jogos intermináveis, protelar compromissos inadiáveis.


Entramos com a Internet em um universo fascinante de descobertas, pessoas, acontecimentos; mas também nos sentimos confusos diante de tantas informações, páginas, grupos, mensagens. Temos pouco tempo para analisar, comparar, perceber de uma forma mais profunda. Navegamos superficialmente por muitas páginas, telas, solicitações. É difícil desligar, porque tememos perder algo importante; mas também, se não ficarmos atentos, podemos tornar-nos escravos do mundo virtual, reféns do fluir superficial, com mais espuma do que densidade.

Todos percebemos como é difícil hoje manter esse equilíbrio. Muitos passam mais tempo em comunicações digitais do que físicas, presenciais. Há uma febre por aumentar o número de amigos virtuais, que dificilmente conhecemos e com a maioria dos quais não interagimos de verdade. Há também um certo narcisismo em querer aparecer demais, em postar seguidas mensagens no Twitter ou Facebook, em querer acompanhar de perto o fluxo incessante de textos, vídeos e áudios, que se multiplicam sem parar numa corrente infindável.

Nossa vida é muito importante para gastar tanto tempo em atividades banais. É fascinante e desafiador o processo de construir-nos como pessoas cada vez mais livres, abertas, humanas e realizadas. Infelizmente muitas pessoas se deixam seduzir por inúmeros programas de TV e redes virtuais que pouco acrescentam para uma evolução real do seu conhecimento, formação e realização, pessoal e profissional.

Cada um faz com a Internet o que faz com a sua vida: quem desenvolve grandes projetos realiza grandes projetos nela. Pessoas alienadas se alienam mais na Internet. Pessoas interessantes tornam a comunicação com a Internet mais interessante. Pessoas abertas utilizam a internet para promover mais interação e compartilhamento. Pessoas individualistas se fecham mais ainda nos ambientes digitais.


Aproveitaremos melhor o potencial da Internet, se equilibramos a qualidade das interações presenciais – na vida pessoal, profissional, emocional – com as interações digitais correspondentes. Pessoas que têm dificuldades de relacionamento na vida real, muitas vezes procuram mil formas de fuga para o virtual. Geralmente quantos mais amigos as pessoas tem no virtual isso sinaliza que o mais provável é que a pessoa tenha poucos relacionamentos profundos no dia a dia.
Fonte:
http://moran10.blogspot.com/2011/06/internet-na-nossa-vida.html

Sugestão de leitura feita pela jornalista Cristiane Parente, do Programa Jornal e Educação da ANJ

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