quarta-feira, 20 de julho de 2011

Crack, só no futebol

Por Wilson Marini

Um grupo de jovens de Rio Claro, Interior Paulista, dá uma demonstração de como a rede internet pode ser bem utilizada quando voltada para a conscientização de um desafio social, nesse caso as drogas. A moçada produziu um vídeo como parte de uma campanha na cidade, denominada “Crack, só se for de bola”. O vídeo está sendo multiplicado na rede mundial de computadores.
A iniciativa foi reconhecida pelo portal Observatório do Crack como “uma boa prática”.

A produção mostra depoimentos que indicam como o grupo tirou o município da inércia na prevenção às drogas. Em janeiro, eles criaram a Aja (Associação Juventude Ativa) que passou atuar com o objetivo declarado de lutar por meio da conscientização por um futuro longe das drogas.


Ações socioeducativas, desportivas e culturais foram programadas na comunidade. “Não é preciso viajar para conhecer a Cracolândia. A cidade de Rio Claro também é vitima do crack”, disseram. A diferença em relação a outros grupos da sociedade que têm a consciência mas não saem do patamar da crítica é que estes jovens de Rio Claro colocaram-se em ação.

Além do vídeo, os jovens passaram a fazer palestras e debates em escolas, centros comunitários e locais de concentração. Em outubro, haverá campeonato com a colaboração de estudantes de educação física. Em novembro, pretendem fazer uma atividade cultural em praça pública, denominada de Praça da Juventude, e fechar o projeto com manifesto contra o crack. O vídeo pode ser assistido no http://www.youtube.com/user/TVportalCNM.

Paz
Projeto de lei do deputado estadual Jooji Hato (PMDB) propõe incentivo financeiro para quem entregar de armas de fogo ao Poder Público.
O incentivo é voltado aos integrantes de guardas civis metropolitanas e das polícias civil, militar ou federal que entregarem arma apreendida. No caso de civis, o bônus será devido a quem entregar arma de sua propriedade ou que esteja em seu poder, ainda que sem autorização legal. Nesse último caso, aquele que entregar espontaneamente a arma de fogo não sofrerá nenhum tipo de penalização referente à posse ilegal.
Para o deputado, as armas de fogo são um dos pilares da violência. “O cidadão comum, movido pela embriaguez, comete mais de 50% dos crimes de homicídio”, diz. Muitas pessoas guardam em suas residências armas que poderiam, com um incentivo governamental, ser destruídas ou encaminhadas para uso das forças de segurança. Desarmar é hoje sinônimo de paz e de vida.

Prevenção de desastres naturais
Levantamento da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) mostra que mais de 3,5 mil municípios enfrentaram problemas relacionados à chuva, à seca ou a outros fenômenos naturais nos últimos anos, e tiveram reconhecimento de situação de emergência ou calamidade pública. A entidade também concluiu que os estados, proporcionalmente, são os que mais investem em recursos para cobrir os estragos. “Os municípios têm dificuldades de aumentar os gastos nessa área em razão de seus orçamentos estarem comprometidos em ações não respaldadas pelos governos federal e estadual, como saúde. E pouco ou quase nenhum repasse os municípios têm recebido da União ao longo dos últimos anos para enfrentar os desastres naturais”, diz o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski.

Defesa do consumidor
Poderá tornar-se obrigatória a disponibilidade de espaço físico para instalação de postos do Procon em portos, aeroportos, shopping centers, centros e empreendimentos comerciais que possuam acima de 65 lojas e supermercados de grande porte.

Quem propõe é o deputado Fernando Capez (PSDB). Se aprovado o projeto, os postos atenderiam apenas os conflitos e questionamentos oriundos de relações de consumo ocorridas no local onde estiverem instalados. “Em nossa sociedade atual, ávida por consumo, os shoppings, centros comerciais e supermercados são assiduamente frequentados. Assim, disponibilizar fácil acesso aos órgãos de defesa do consumidor nada mais é do que uma obrigação constitucionalmente garantida”, justifica o deputado.

Prontuário na internet
O ex-deputado Waldir Agnello propôs disponibilizar os prontuários médicos dos pacientes da rede pública na internet por meio de projeto de lei em 2009. O acesso ao histórico dos pacientes seria feito através de senha individual, utilizada somente por médicos. O objetivo é possibilitar ao paciente a continuidade do seu tratamento em qualquer unidade de saúde do Estado.

Essa medida visa ainda garantir que, em uma situação de emergência, o prontuário médico do paciente possa ser acessado pelo médico de atendimento, oferecendo meios de conhecimento das reais necessidades de tratamento. O projeto impõe que a individualidade dos pacientes seja totalmente observada, ficando restrito o acesso aos dados somente por médicos e com senha individual.

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