terça-feira, 28 de junho de 2011

Roma: a 'cidade eterna'

Por Célia Villela

Caminhar pelas "piazzas", apreciar as fontes, de preferência com calçado bem confortável ou tênis, é recomendável, porque Roma Antiga é repleta de escadarias e calçadas de pedras. Este é o primeiro passo para conhecer a capital da Itália.
Os italianos são espalhafatosos, afetivos e engraçados. Lembram muito o jeito dos brasileiros.
Andar de metrô é ótima oportunidade para conhecer esses italianíssimos de perto. Nesta viagem praticamente só andamos de metrô e à pé.

Presenciei um típico bate-boca esquentado entre dois italianos dentro do metrô. Enquanto um defendia Silvio Berlusconi, o outro atacava o presidente com unhas e dentes. Ao final, o mais velho chamou o mais novo, aos gritos, de "cretino!" Dei muita risada.


PASSEANDO POR ROMA
Chegamos de manhã, deixamos as malas no hotel e saímos para passear. Pegamos o metrô em direção à Piazza di Spagna, a praça mais visitada de Roma. O sol de inverno nos aquecia enquanto apreciávamos a bela vista do alto da igreja Trinità dei Monti. É preciso preparo físico para subir as escadarias que levam a esta igreja.

A Piazza di Spagna é o ponto de encontro de romanos e turistas tanto no inverno quanto no verão, quando as escadarias ficam repletas de jovens tomando vinho, tocando violão e assistindo a shows na praça.
Em toda praça romana há também uma fonte em estilo barroco. Na Piazza di Spagna, a Fontana della Barcaccia, em formato de barco, é romântica, principalmente à noite, iluminada. Tomei o famoso gelato, sorvete italiano, com seus sabores divinos, em frente à Fontana della Barcaccia. Ai que delícia!
Em frente à Piazza di Spagna está a internacional Via Condotti com suas grifes mundiais. A rua de pedras é bem estreitinha, com prédios muito antigos, onde estão abrigadas as marcas mais bacanas do mundo.
Os italianos tratam os turistas sem empáfia. Aliás, com a crise econômica da Itália, estava valendo a pena comprar casacos, malhas e vestidos, afinal, a roupa italiana é reconhecidamente de ótima qualidade e fina.

A PÉ
Em um dia é possível conhecer várias praças e fontes em Roma. São todas próximas e o gostoso é ir descobrindo caminhando.

A Piazza Navona é magnífica. Repleta de barzinhos, restaurantes e cafés ao ar livre, vale a pena sentar e apreciar as três fontes barrocas que se encontram em suas extremidades e no centro. São lindas. Isso é Itália!
O lindo edifício da Embaixada Brasileira também se encontra na Piazza Navona.

Continuando a caminhada, eis que me deparo com a famosa Fontana di Trevi, a mais famosa fonte romana. Mesmo no inverno, os turistas ficam ao seu redor saboreando gelatos de vários sabores, com olhares fixos para a fonte, como se estivessem assistindo a um espetáculo.

Visitei as Igrejas de São Loui e Santo Ignácio de Loyolla. Na primeira, a parada obrigatória é em frente à enorme tela de Caravaggio.

O Panteon também fica próximo e sua imensa cúpula é simplesmente deslumbrante. Diz-se que é o único edifício construído na época greco-romana.

Sugiro pegar o metrô e jantar em Trastevere, região repleta de restaurantes com mesinhas ao ar livre esparramados em suas ruelas de pedra. Ali você sente o clima da Itália. Jantar em ótimos restaurantes de Roma custa bem menos do que em similares de São Paulo.


Museu do Vaticano possui relíquias religiosas
Para conhecer o Vaticano, o cartão postal de Roma, é preciso um dia inteiro. Lá se encontra a Basílica de São Pedro, cuja cúpula pode ser vista de qualquer ponto de Roma, e onde está a Pietá de Michelangelo. Excursões da japoneses disparam flashes compulsivos sobre a estátua.

A construção da Basílica de São Pedro recebeu contribuições de alguns dos maiores artistas da história da humanidade, tais como Bramante, Michelangelo, Rafael e Bernini.

O museu do Vaticano mostra relíquias religiosas. A Capela Sistina, situada no Vaticano, tem seu teto pintado com magníficos afrescos. Os bancos ficam nas laterais, onde os turistas se sentam e fitam as maravilhosas pinturas no teto.

As tumbas dos papas também são atração no Vaticano. Nos arredores é possível encontrar lojas bacanas com preços ótimos. A Itália está em crise e os comerciantes se oferecem nas portas das lojas chamando turistas. Casacos de náilon muito charmosos custavam entre 70 e 200 euros na promoção, em fevereiro deste ano.

Recomendo não comprar tercinhos e lembrancinhas dentro do Vaticano, mas sim nas lojinhas de rua. Os mesmos produtos saem muito mais barato.

COLISEU
À distância, o Coliseu, símbolo do Império Romano e um dos cartões postais de Roma, não demonstra a imensidão que é quando se entra nele. Lá aconteciam as lutas dos gladiadores enquanto os imperadores e público assistiam às lutas como entretenimento. Eles presenciavam mortes em plena arena e não se chocavam. Fazia parte da cena.

Do alto do Coliseu tirei fotos belíssimas da vista do Fórum Romano, principal centro de compras da Roma Imperial com suas ruínas.

VIA VIENETO
Caminhar pela Via Vieneto me remeteu a Paris. Paramos para almoçar em um dos restaurantes charmosos com mesinhas ao ar livre. Com o inverno ameno na Itália, sentamos a céu aberto. Observei casais chiques de romanos, em pleno domingo à tarde, nos cafés.

Depois continuamos caminhando até o Parque Villa Borguese. Visitamos a Galeria Borguese, repleta de gente, e as obras de Bernini e Caravaggio. Continuando a pé, fomos até o Pinchu, ponto alto do parque de onde se tira fotos com vistas belíssimas de Roma. Apreciei o pôr do sol sobre a cúpula da Basílica da São Pedro. Momentos únicos e paradas inesquecíveis.

Como Roma é repleta de escadarias, ao descer do Parque Villa Borguese, me deparei com a Piazza de Popolo repleta de romanos e de turistas. Eles assistiam a uma apresentação de arte chinesa. Tomei outro irresistível gelato, que só os italianos sabem fazer. Pegamos o metrô e voltamos para o hotel. Exaustos! Mas cheios de prazer por andar em Roma!

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