quarta-feira, 15 de junho de 2011

O que é educomunicação?

Por Ayne Salviano

A ideia de que o público é passivo - e aceita tudo o que a mídia divulga - já caiu por terra há muito tempo. Entretanto, o que muitos veículos de comunicação têm experimentado é o descaso. Há quem ouça, assista ou leia as notícias e, simplesmente, não se importe com elas, seja porque desconfie de ‘interesses manipulatórios’, seja porque prefere não agir. Sim, toda matéria jornalística que perturbe a sociedade exige ações da comunidade.



Experiência
O que fazer para mudar esta apatia? Um grupo de pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) encontrou uma possibilidade: a educomunicação, um trabalho que alia a educação aos veículos de comunicação. Não é algo simples. Precisou de quase 20 anos de estudos e pesquisas para se transformar em um curso superior naquela universidade. Mas agora, com os primeiros resultados divulgados, tem sido encarado como ‘uma luz do fim do túnel’ quando o desejo é criar pessoas críticas, capazes de mudar a realidade e melhorar a sociedade. Pretensão? Não, possibilidades.

Fatores de risco
Preparados desde o curso superior, os novos educadores - quando em sala de aula - conseguirão ensinar seus alunos a fazerem uma leitura crítica da realidade por meio dos veículos de comunicação. Mais, ensinarão como estes públicos podem deixar de ser só leitores, ouvintes e espectadores e passar a produtores de conteúdo midiático, ou seja, uma outra voz a contar as histórias, ouvindo outras fontes, abordando outros ângulos, permitindo à sociedade uma nova versão dos fatos.

Em São Paulo
Até para provar suas teorias, o grupo da USP fomentou projetos em rádio e revista, com sucesso reconhecido até pela prefeitura municipal daquela cidade, que investe na ideia e mantém professores nas escolas públicas com grupos de alunos que desejam conhecer melhor estas atividades. Em horário alternativo ao das aulas, e dentro dos laboratórios de informática, eles produzem blogs, sites, programas de rádio via internet, jornais e revistas. São ‘jornalistas mirins’ cobrindo fatos, eventos, entrevistando, conquistando cada vez mais o público.

Em Araçatuba
Esta experiência da educomunicação foi aceita pela Folha da Região. Desde os cursos de formação continuada para professores do ano passado, ainda no antigo formato de Folha da Região na Sala de Aula, os professores e seus alunos vêm sendo instigados a participar da confecção deste jornal. Mais, como solicitavam um espaço específico, ganharam dois: esta página (de divulgação dos trabalhos) e o suplemento infantojuvenil Nossa Vez! (assim mesmo, com exclamação, não de surpresa, mas de ênfase), feito para e pelas crianças e adolescentes de até 15 anos da cidade e região.

Nossa Vez!
Crianças e jovens pautam o jornal, entrevistam, escrevem, tiram fotos. Informam e dão opinião em um exercício diário do planejar e pensar. É um bom começo! Mas só um começo. Há muito o que fazer. Quer participar?

Para contar, comentar e sugerir, escreva: ayne.salviano@folhadaregiao.com.br.

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