terça-feira, 14 de junho de 2011

Cotas para governantes?

 Por Cecília Ferreira


Bullying designa a violência física, e/ou psicológica, intencional e repetida. Iniquidade é falta de justiça, reconhecimento, e igualdade no direito de cada um.
Governantes têm dificuldade de entender tais conceitos? E sobre implantar educação decente e equivalente; falta-lhes cérebro, ou honestidade?

O senador Cristovam Buarque considera falta de honestidade, pois julga que matrícula obrigatória dos funcionários públicos em escola pública trará um ensino de excelência.
Então basta obrigá-los a fazer as cesáreas das esposas, cirurgias dos filhos, atendimento de rotina às suas mamães, e suas respectivas plásticas pelo SUS! Será que vai faltar vaga pra população carente?


Talvez o Projeto de Lei não passe. Investimento muito alto... Melhor conquistar bolsa pra estudar fora! Por aqui o professor é obrigado a aceitar a acusação de preconceito e discriminação quando está apenas tentando educar; a alunos é dado o “direito(?)” de falar, escrever e fazer contas erradas e ainda assim ser promovido; pais já não podem educar os filhos do modo como foram educados, ou irão para a cadeia. É o chamado Bullying Público!

Mas ninguém tem sofrido mais bullying governamental do que os índios e os afrodescendentes. Sob a falsa capa da bondade, ao conceder cotas para negros e indígenas nas universidades e agora no serviço público carioca, o governo acusa esses brasileiros honestos, descentes e trabalhadores de serem incapazes de vencer concorrências pela cor da pele.

Esses cidadãos, com cérebros tão capazes quanto outras etnias, são condenados ao limbo dos incapacitáveis. Se é que estão de fato menos preparados, por que ao invés dessa acusação barata e ofensiva não se investe na educação dessa parcela da população?

Pare para pensar. Quem gostaria de ser reconhecido como ignorante e inábil pela cor da pele, como se ela indicasse uma doença mental irreversível?

Medidas eleitoreiras querem contar com o voto dos despreparados intelectualmente, e a isso a criança de qualquer cor tem sido condenada nas escolas públicas. Escolas que, por tabela, depreciam os professores das escolas particulares e igualmente os estudantes.

O negro, essa etnia altaneira, quer demonstrar seu orgulho de ser cidadão, e não assinar a pressuposta incapacidade com a qual o governo o acusa.

O índio, nossa pujante origem, quer manter suas tradições, e não ser considerado supérfluo na formação nacional.
Os que se desviam de enxergar igualdade são aproveitadores, gente desonesta buscando voto junto às supostas minorias, e por isso as fomentam fingindo valorizar.

Um exemplo prático da ganância pública, além das citadas cotas: numa conhecida revista on-line Silvino Geremia informa que resolveu conceder cursos gratuitos para seus funcionários.

A empresa disputa mercado com Canadá e Estados Unidos na fabricação de equipamentos para a extração de petróleo, o que exige muita pesquisa e tecnologia de ponta. Assim, todos os funcionários da firma, do varredor ao técnico, recebem treinamento custeado por Geremia.

Mas..., no Brasil dos porém, um fiscal do INSS entendeu que educação é salário indireto e quer que a empresa pague mais vinte e seis mil reais à Previdência. Isto é, ou não, abuso do poder? É, ou não é, nos fazer pagar muitas vezes pelo impagável?

Neste país de falcatruas todo bom ato tem sido condenado, toda boa vontade punida, e todo bom pensamento cerceado.

É hora de toda etnia gritar que não quer permanecer fantoche nas mãos eleitoreiras de governantes bullyingmaníacos e estultoiníquos.
Que se olhem no espelho, antes de chamar eleitores honestos de incapazes!

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