terça-feira, 7 de junho de 2011

Aula com jornal ensina publicidade e propaganda

Da Redação


Você sabe qual é a diferença entre publicidade e propaganda? Não? Primeiro, saiba que estas duas palavras não são sinônimas. Os alunos do 5º ano do Centro Educacional Sesi/349, de Araçatuba, embarcaram nessa viagem e foram conhecer esses significados.

A estudante Steffany da Silva Poço, de 10 anos, reproduziu certinho o que aprendeu na sala de aula. "Todo mundo acha que publicidade é propaganda e que propaganda também é publicidade, mas não é. Propaganda é o conjunto de atos que têm por fim propagar uma ideia, uma opinião ou uma doutrina. Já publicidade é para vender, faz a promoção de um produto ou serviço por meio dos meios de comunicação.”

O projeto, desenvolvido pela professora Sueli Regina Fuzetti em parceria com a bibliotecária Luciane Druzian, movimentou os estudantes na biblioteca. Eles ficaram rodeados de muitos livros, revistas e jornais. Pesquisaram sobre publicidade e propaganda desde o período colonial até a atualidade. Analisaram inclusive o material de televisão e rádio. Segundo as orientadoras, quanto mais aprendiam, mais discussões sobre o tema foram surgindo.


INOVAÇÃO
Atividade similar já havia sido realizada no ano passado, mas agora houve uma inovação que foi a feira da troca. Baseados no tema "A propaganda é alma do negócio", cada um deles teve que escolher um produto em bom estado que pudesse ser trocado com um amigo e fazer a publicidade e a propaganda daqueles produtos. Os objetos foram escolhidos pelos próprios estudantes, incentivando a solidariedade e cidadania.

Dentro do processo de desenvolvimento da atividade, eles puderam praticar a leitura, interpretação de textos, pesquisa em jornais, revistas, livros. Aprenderam sobre o que é propaganda e o que é publicidade, e qual a importante desse gênero que cerca tanto a sociedade.

CONSUMISMO
Para a professora Sueli Regina Fuzetti, o ato de consumir produtos ou serviços indiscriminadamente pode ser nocivo. Há várias discussões sobre o tema, entre elas o tipo de influência que as empresas, por meio da propaganda e da publicidade, e dos veículos de comunicação e do cinema, exercem nas pessoas. Muitos acreditam que isso induz ao consumo desnecessário, fruto do capitalismo e um fenômeno da sociedade pós-moderna.

“As análises feitas levaram os alunos a terem a consciência da propaganda enganosa. Eles reconheceram aquelas que chamam a atenção para o consumo excessivo, fazendo ‘cair a ficha’ se realmente é preciso comprar aquela bolsa nova ou aquele celular que acabou de ser lançado’, comentou a professora, para complementar: “Eles aumentaram a percepção da publicidade em torno dos produtos e o que ela faz para aguçar a nossa vontade de comprá-lo”.

O trabalho surtiu tanto efeito que os estudantes levaram para a casa e compartilharam com os pais tudo que foi tratado em sala de aula. Foi mais de um mês de pesquisa e confecção de propagandas para os produtos que eles escolheram para a troca.
 

FEIRA DE TROCA
Os estudantes descobriram que tinham muita coisa em casa que não usavam, mas que outros alunos poderiam gostar de ter. Tanto que alguns colocaram até brinde nos objetos escolhidos para a troca.
Letícia Guimarães de Oliveira, 10 anos, escolheu uma linda boneca. “Ela está ótima, mas eu não a quero mais e pensei que outra criança gostaria de ter, por isso trouxe para trocar”, contou.

Um carro amarelo de fricção e cheio de adesivos. Este foi o brinquedo que Renan Rinaldini Batista, de 10 anos, escolheu para a feira da troca. “Eu não uso mais esse brinquedo, mas lembrei de alguns amigos da sala que adoram carrinhos e trouxe”.

Cada aluno foi responsável por criar a propaganda do objeto que trouxe de casa, preocupado sempre em chamar a atenção e mostrando as características e utilidade do produto.
João Flávio Alvarenga Melinsck, 9 anos, escolheu o livro "Marley e Eu". "Tenho dois iguais e já tinha lido, achei que alguém pudesse querer saber sobre essa história também". Para fazer com que a publicidade do seu produto ficasse ainda mais interessante, ele resolveu colocar como brinde um cachorrinho de pelúcia, que tinha tudo a ver com o tema do livro.

Em algum de seus aniversários, Stefanny da Silva Poço, 10 anos, ganhou uma blusa rosa, cheia de brilhos, que nunca usou. Disse que perdeu a etiqueta e não conseguiu ir a loja fazer a troca da peça. “Achei uma ótima oportunidade para trocar por outra coisa que eu gostaria de ter. Escolhi a blusa e fiz o look completo com um cinto para combinar”, diz.

Para a coordenadora pedagógica Rosemary Ananias Barreto, toda a proposta de trabalho com essa parte lúdica tornou aprendizagem mais gostosa e fez com que as crianças ficassem mais incentivadas e sentissem prazer nos estudos. “É preciso trabalhar com a criança de uma forma que o conteúdo não fique enjoativo para que elas não se dispersem”, afirmou.

De acordo com ela, todos os professores são orientados a buscar novas alternativas e estratégias com o objetivo de melhorar o aproveitamento do aluno sobre todo o conteúdo que é passado em sala de aula. Segundo Rosemary, o momento pode ser descontraído, mas há uma busca pelo conhecimento, despertando o prazer pela leitura e pelo aprender de forma curiosa. As educadoras não esconderam o encantamento quando uma das alunas explicou corretamente para a reportagem qual a diferença entre a publicidade e a propaganda.

2 comentários:

  1. Saudades da professora Sueli

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  2. Joao flavio aqui, faz tempoooo saudadeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

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