segunda-feira, 27 de junho de 2011

Apae vai mapear casos de violência contra crianças com deficiência

Por Monique Bueno

A Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Araçatuba vai mapear os casos de violência contra crianças e adolescentes com deficiência intelectual, que ainda são desconhecidos na maioria das cidades do Estado de São Paulo. O mapeamento faz parte do projeto "Todos pelos Direitos: Deficiência Intelectual, cidadania e combate à violência", idealizado pela Apae de São Paulo em parceria com o Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania 2010.

O objetivo é capacitar conselheiros, advogados, sociólogos, psicólogos e assistentes sociais para que eles consigam identificar os casos de violência contra essa população. Em Araçatuba, o projeto deu início ontem, com uma reunião na Apae entre os órgãos de direitos, como Conselho Tutelar e Comdica (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente). Mais 45 cidades do Estado participam do projeto.

Conforme a Apae São Paulo, a primeira fase do projeto em Araçatuba consiste na aplicação de um questionário a 19 agentes locais, entre conselheiros tutelares, profissionais das áreas de Saúde, Educação e Assistência Social e representantes dos órgãos Comdica, Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, Comas (Conselho Municipal de Assistência Social) e Vara da Infância e Juventude e da Segurança Pública. Estima-se que, em dois meses após o início do mapeamento seja possível reunir os indicadores sociais de violência e de estrutura de atenção às vítimas que possam desenhar a realidade de atuação frente a essa problemática no município.

INTELECTUAL
A assistente social da entidade em Araçatuba, Carla Galbes Montanha, explica que não há números de violência contra pessoas com deficiência intelectual em quase nenhum município. "Por isso a execução do projeto. Vamos saber quem está atendendo, qual a quantidade e quem são essas crianças e adolescentes vitimados." A Apae atende mais de 500 pessoas de Araçatuba e região.

O passo seguinte é manter a integração e a comunicação entre os profissionais e serviços que atuam na rede de proteção e defesa dos direitos das crianças e adolescentes com deficiência intelectual. A conclusão do projeto se dará em encontro aberto ao público em São Paulo, onde será lançada uma publicação.

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