segunda-feira, 16 de maio de 2011

Violência e paz na escola, até onde isso nos afeta?

JM nas escolas

A tragédia que aconteceu na Escola Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, quando um homem de 24 anos invadiu a escola e atirou contra os alunos, foi retratada nas páginas do Jornal da Manhã no dia 8 de abril. O episódio, marcante para estudantes de todo o Brasil, serviu de alerta para a equipe pedagógica do Colégio Estadual Eurico Batista Rosas, em Carambeí, que decidiu criar o projeto ‘Para uma Cultura de Paz’, abordando as causas e as consequências de tanta violência na sociedade, bem como o papel da escola nessa questão.
As atividades foram desenvolvidas com as turmas do 9º ano, nas disciplinas de Educação Física, Ciências e Artes, com a colaboração das pedagogas Marisa Ribas e Gerdiena Dykstra, e dos professores Aline Garcia da Luz, César Panozzolo eThiago Franzão. O objetivo da equipe é contribuir para promover a paz no ambiente escolar e no cotidiano. “Queremos conscientizar educadores, educandos e suas famílias que depende de cada um de nós desenvolver práticas para amenizar a violência, a revolta e a injustiça  no meio em que convivemos”, explica a pedagoga Gerdiena.
Além das informações sobre Realengo, estudantes e  professores pesquisaram outras notícias publicadas no JM que falassem sobre violência, como furtos, abuso sexual, tráfico de drogas, porte de armas, assassinatos.

“Os textos foram lidos com atenção, quando estudamos as possíveis causas desses atos, motivos que levam as pessoas a cometerem e como isso afeta a vida dos cidadãos. Os alunos apontaram como consequências: falta de segurança, sofrimento familiar, perda de bens materiais e entes queridos. Para finalizar, traçamos possíveis ações necessárias na sociedade para que a realidade destes fatos seja amenizado, dos quais se destacou como primordial criar-se, na escola e na família,  uma Cultura de Paz”, relatou Gerdiena.
No final da análise e discussão, dentre as ações possíveis de serem realizadas pelos próprios alunos, foram apontadas: combater o bullying, traçar metas junto com a equipe pedagógica para diminuir os índices de brigas (no recreio, durante os jogos), promover campanhas de solidariedade na escola. Eles acreditam também ser necessário haver mais envolvimento das autoridades competentes para ações sociais, e um maior acesso e incentivo  aos  estudos, o que proporcionaria melhores empregos. Os professores comentam que a contrapartida da escola para amenizar os atos de violência na sociedade “seria organizar práticas esportivas monitoradas nos intervalos de recreio, incentivar o estudo da música, da poesia, das artes, como espaços geradores de paz”.
Os trabalhos desenvolvidos foram expostos aos familiares dos alunos durante reunião pedagógica, quando todos foram convidados a cantar a música ‘A Paz’, do grupo musical Roupa Nova. “Na reunião abordamos a importância de um trabalho conjunto entre escola e família para implantar a Cultura da Paz, hoje prevista no nosso Projeto Político Pedagógico. Esta parceria com certeza irá fortalecer os vínculos entre escola e comunidade”, acredita a pedagoga da escola.

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