segunda-feira, 23 de maio de 2011

Aluno que comete erros de concordância não deve ser discriminado

Por Talita Rustichelli

O MEC defende que o papel da escola não é só ensinar a forma culta da língua, mas também combater o preconceito contra os alunos que falam linguagem popular.

Nunzio Briguglio, jornalista e secretário de comunicação do MEC, afirma que o livro não defende o uso da fala sem concordância, mas que apresenta os dois tipos de norma: vulgar e culta. "O livro traz exercícios em que o aluno deve passar frases da norma coloquial para a forma culta de linguagem, só isso", explica.


Debate
Briguglio argumentou no blog ABC Politico, do qual é colunista, que o fascinante debate e o confronto da língua falada e da língua escrita, da norma culta e da norma vulgar não dá o direito de discriminar um aluno porque ele comete erros de concordância ao se expressar.

"Até porque, com erros ou não, ele se comunica. É preciso ensiná-lo. E é justamente o que a professora Heloisa Ramos se propõe no seu livro".

Proposta
Para uma das autoras, Heloisa Ramos, em depoimento ao site Último Segundo (IG), o livro não promove o ensino da maneira de falar e escrever. "A proposta da obra é que se aceite dentro da sala de aula todo tipo de linguagem, ao invés de reprimir aqueles que usam a linguagem popular. Desta forma a escola contribui para a socialização e melhor aprendizado do aluno".

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