quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sustentabilidade não é modismo

Por Sérgio Teixeira

A preocupação das empresas em atingir status de grupos ambientalmente sustentáveis não é um modismo, mas fruto das imposições das leis ambientais, zelo pela boa imagem e cobrança cada vez maior da sociedade. A afirmação é do professor Backer Ribeiro, diretor da Communità, consultoria especializada em comunicação para a sustentabilidade.
"O cidadão não aceita práticas que não sejam éticas. A questão da sustentabilidade vai permeando vários setores, que se organizam e pressionam as empresas a mudarem a sua cultura e gestão", afirma o especialista.

Ribeiro é bastante crítico quando o assunto é marketing ambiental e sustentabilidade nas empresas. Para ele, o primeiro é uma ferramenta de gestão, enquanto o segundo conceito é mais amplo.
"A sustentabilidade é pensar em qualidade de vida, no futuro das gerações, no ser humano e seu bem-estar. Não se pode falar nela só pensando na preservação do meio ambiente, tem que pensar em fatores sociais e até econômicos", explica.

DIFICULDADE
 Ribeiro analisa que uma das dificuldades das empresas é definir seus conceitos sustentáveis. "O que temos visto no mundo corporativo é que as empresas têm um ponto de vista sobre o que é sustentabilidade, que é o ponto de vista da economia, o que é uma mentira. O primeiro passo é a empresa parar, rever, fazer um trabalho interno como os donos, os acionistas e definir o que é sustentabilidade para o grupo", orienta.
Ribeiro garante que essa preocupação pode ser a diferença entre a existência ou o desaparecimento de empresas nos próximos anos.

"Quando você investe em sustentabilidade, cria uma reputação que é maior que a imagem". E completa: "Se você não respeita as normas, o seu consumidor e a comunidade que está em sua volta, você está correndo um sério risco. Eu acho melhor investir antes. As empresas não podem perder tempo nesse novo comportamento

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