sexta-feira, 1 de abril de 2011

Série que mudou a literatura policial faz oito décadas

Antes da criação do comissário Jules Maigret, o homem comum tinha um destino certo nos romances policiais: ser a vítima. No melhor dos casos, o amigo pouco inteligente do detetive. Jamais seria o herói da trama.

Coube ao escritor belga Georges Simenon (1903-1989) quebrar essa tradição, em fins de fevereiro de 1931, com "Maigret e o Finado sr. Gallet'", romance que lançou oficialmente a série Maigret.A edição brasileira mais recente do livro, publicada pela editora L&PM em 2010, tem apenas 174 páginas. Foi o suficiente para criar um marco no gênero.


PERSONAGEM
O francês Jules Maigret, corpulento, fumante de cachimbo, calado, de ar geralmente enfastiado, é um personagem raro nas histórias policiais. Não é um detetive particular nem um amador curioso. Funcionário da Polícia Judiciária francesa, parece mais um típico funcionário de uma repartição pública. Também não é um "gênio'', capaz de deduções mirabolantes e inesperadas, tal como Sherlock Holmes e Hercule Poirot, criações de Conan Doyle e Agatha Christie, respectivamente.

"Não sei absolutamente nada", diz com frequência. Tampouco faz o estilo "tira durão'" e violento que os americanos (Raymond Chandler, Dashiell Hammet) souberam criar tão bem. E, heresia das heresias nos livros policiais, no fim de um dia de trabalho ele quer mesmo é voltar para casa e comer a boa comida preparada pela esposa, a senhora Maigret.(Com informações da Agência Estado).

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