sábado, 16 de abril de 2011

Menor armado faz refém na Marcílio Dias

O garoto já tem passagens pela polícia
Um adolescente de 17 anos foi apreendido pela Polícia Militar na tarde de ontem após fazer um recepcionista de 21 anos refém durante assalto a uma imobiliária na rua Marcílio Dias.  Segundo a PM, o menor invadiu o local por volta das 14h30 e, armado com um revólver calibre 32, exigia a abertura do cofre. Pelo menos cinco funcionários que estavam no local conseguiram fugir pela porta da frente, mas o recepcionista foi feito refém e levado para um quintal nos fundos do estabelecimento. No entanto, segundo a polícia, antes de sair alguns chegaram a ser agredidos com coronhadas, mas não sofreram ferimentos relevantes.

As testemunhas acionaram a polícia, que chegou em poucos minutos. O sargento Adilson Pires foi o primeiro a chegar no local. Ele entrou no imóvel e surpreendeu o adolescente apontando o revólver engatilhado para a cabeça do jovem. Segundo o policial, o garoto, que estava muito nervoso e mantinha o dedo no gatilho, só ameaçou atirar quando o viu. "O adolescente não conseguia nem falar direito de nervosismo. Conversei com ele, pedi que se acalmasse e disse que tudo terminaria bem", contou.


A cerca de cinco metros de distância do rapaz com o refém, o sargento iniciou a negociação. Ele lembra que a preocupação do menor era que nada fosse feito contra ele. Para se entregar, ele exigiu que seu pai fosse chamado. "Ele pediu para que eu ligasse para seu pai, mas como não tinha o número, disse que me desse o celular. Ele não quis, e preferiu ligar. Como não conseguia discar porque tremia muito, o menor pediu que o refém digitasse os números no celular e depois falou com a mãe, pedindo para que ela mandasse o pai até a imobiliária", relatou.

Ao todo, a negociação durou cerca de dez minutos. Com a chegada do pai, o adolescente se acalmou e, atendendo a seu pedido, entregou a arma, jogando-a na direção dos PMs, ajoelhou-se em seguida para ser rendido, liberando assim o refém. "O pai disse a ele que ficasse sossegado, que nada iria acontecer e pediu para que terminasse logo com aquilo", lembrou o PM.

O recepcionista, que teve o nome preservado pela polícia, contou que o garoto disse saber que havia cofre no local e exigia a abertura. Como o proprietário da imobiliária, que tem as chaves, não estava, o funcionário foi rendido. "Ele perguntava a toda hora quanto tempo a pessoa que tinha a chave do cofre levaria para chegar, para eu estimar se seria uma hora, meia hora...", conta o rapaz. "É uma situação tensa. Ele me deu uma coronhada, mas não fiquei ferido", disse.

O menor, que segundo a polícia tem passagens por roubo, furto e porte de arma, disse ter comprado o revólver calibre 32 na rua, há duas semanas e ter pago R$ 200. Ele deixou a Fundação Casa há dez meses e também contou ter escolhido o estabelecimento porque já o conhecia e sabia da existência do cofre.

Cerca de dez viaturas policiais foram deslocadas para a frente da imobiliária. O trânsito ficou impedido em todo o quarteirão por cerca de meia hora, a fim de garantir a segurança de quem passasse pelo local e ainda para evitar a aglomeração de curiosos. (MARINA BELEI)

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