quarta-feira, 27 de abril de 2011

Bom para a empresa, melhor para o planeta

Por Sérgio Teixeira
Crescer de maneira ecologica correta é a tendência do futuro

Se a sua empresa está distante das questões ambientais, indiferente ao novo perfil do "consumidor verde" e sem iniciativas que busquem alcançar o desenvolvimento sustentável, seu negócio corre um sério risco de não existir nas próximas décadas. Crescer de maneira ecologicamente correta no mercado empresarial tem se mostrado como a tendência do futuro, princípio que deve ser colocado em prática desde agora. Na região de Araçatuba, há exemplos de iniciativas que tentam conciliar desenvolvimento econômico com sustentabilidade.

A indústria calçadista Redmax, de Birigui, promoveu uma reformulação em sua filosofia, com foco no comprometimento das causas ambientais, e investiu na racionalização de matéria-prima para a produção de calçados masculinos ao público de 1 a 10 anos de idade. "É um movimento que está ocorrendo no mercado, tanto de produtos quanto de serviços", afirma o administrador Antenor Marques, um dos sócios da empresa, sobre o processo sustentabilidade implementado pela unidade.

Segundo Marques, o exemplo precisa vir de dentro. Para isso, a indústria busca maior aproveitamento da matéria-prima durante o corte das peças, que irão se transformar em calçados. Outra meta é fazer "bem feito" na primeira vez para evitar que o produto precise ser refeito antes de ir para as prateleiras. O foco é cortar ao máximo a geração de resíduos.

ECONOMIA
Após levantar o volume de impressões e o consumo papel, a usina Campestre, de Penápolis, colocou em prática o seu programa de sustentabilidade. Um dos primeiros resultados atingidos foi a redução em 50% do consumo de folhas sulfites, que no passado atingia a marca de 106 mil ao mês.
Além do papel, outros poluentes como plástico, metal, vidro, pneus, embalagens agrícolas e químicas, lâmpadas fluorescentes, pilhas e baterias, óleo usado, entre outros, entraram na lista dos resíduos a serem destinados adequadamente pela usina para a reciclagem. "Realizando o destino correto, nosso maior benefício é junto ao meio ambiente, que agradece que estes equipamentos não vão contaminar o solo, água e o ar. Ajuda-nos a mudar a visão dos nossos colaboradores, fornecedores e cliente junto à empresa, visando melhores parcerias", afirma o analista de custos e orçamentos da Campestre, Luis Fernando Bezzon.

EMBALAGENS
Em Araçatuba, o grupo Pão de Açúcar desenvolve alternativas ao uso das sacolas plásticas e incentiva a redução na geração de resíduos. Para isso, investiu em embalagens retornáveis, estações de arrecadação de resíduos e "caixa verde". Conforme o grupo, o foco está no conceito dos três R: reduzir, reusar e reciclar.

As sacolas plásticas e demais embalagens podem ser reutilizadas e também recicladas na Estação de Reciclagem, ponto de entrega voluntária de materiais instalado no estacionamento da loja. Se o cliente não quiser levar a embalagem do produto para a casa, pode deixá-la no "caixa verde" do supermercado, um espaço de descarte pré-consumo que possibilita que a reciclagem seja feita antes do consumidor levar o papel ou plástico que embala as mercadorias para a residência.

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