segunda-feira, 28 de março de 2011

'Poluição Zero' faz o recolhimento de lixo eletrônico em Araçatuba

Empresas, entidades e moradores da região de Araçatuba enfrentam dificuldades para encontrar uma forma segura e correta, do ponto de vista ambiental, para o descarte de equipamentos eletrônicos quebrados ou fora de linha. Há casos de empresas que estão acumulando em suas dependências equipamentos de informática, um dos tipos de lixo eletrônico mais comuns no Brasil, com até 15 anos de uso.

A falta de conhecimento sobre o assunto também gera transtornos a quem dispõe de um equipamento antigo e se vê na obrigação de continuar com ele em casa pois não sabe como descartá-lo. É o caso do estudante Maurício Serafim Costa, 21 anos, que está há quatro meses com um monitor CRT (tubo) guardado na república onde vive, no Jardim Paulista, em Araçatuba. O equipamento apresentou problemas, e Costa optou por adquirir um novo. "Honestamente, não sei onde descartar o monitor queimado, pois não conheço um ponto de recolhimento".


Diante da necessidade de dar destinação correta a esse tipo de lixo, um grupo de voluntários criou no ano passado em Araçatuba a ONG PZ (Organização Não Governamental Poluição Zero). O grupo dedica horas do dia a recolher eletroeletrônicos quebrados, tanto de empresas quanto de particulares. O serviço é feito por meio de agendamento pela internet, no site da entidade (www.ongpoluicaozero.org.br). A ONG estima que possa haver de 5 mil a 10 mil computadores sem uso ou quebrados em todo o município, prontos para serem recolhidos. "Nossa intenção é conseguir mais parceiros, pois devem existir nas indústrias e residências muitos computadores sucateados. Doando o equipamento para a gente, a pessoa se livra do problema e nos ajuda a ampliar nosso trabalho", explica o diretor de marketing da PZ, Pedro José Ferreira dos Santos. (Sérgio Teixeira)

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