terça-feira, 22 de março de 2011

O fascínio de 'O Pequeno Príncipe'

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A história tem 68 anos e não para de ser recontada por meio de livros, filmes e peças teatrais. Sem dúvida, "O Pequeno Príncipe" é uma das fábulas contemporâneas mais comentadas e amadas pelas gerações que nasceram depois de 1943, quando a primeira versão foi publicada pelo escritor Antoine de Saint-Exupéry, em Nova York.

O encontro de um aviador perdido em um deserto com um menino príncipe de um pequeno planeta distante estará em cena em Araçatuba nesta quinta e sexta-feira, às 20h, no Teatro Paulo Alcides Jorge. Os ingressos custam R$ 30 (inteiro), R$ 15 (meia-entrada) e R$ 10 para assinantes da Folha da Região que apresentarem o cartão Folha Vip. Os convites podem ser comprados no balcão da Folha no Araçatuba Shopping. A montagem da Companhia Arte e Mídia tem adaptação e direção de Daniel Neves.



Ele justifica a montagem ao dizer que este é "um texto profundo e repleto de poesia e simbolismos: o rei, a rosa, a serpente, o adulto solitário, a raposa, o geógrafo, entre outros". Ao longo da narrativa, diz ele, acontece o encontro do menino e do aviador e de vários personagens que falam de sonhos, sentimentos, das relações das pessoas entre si e com o mundo, do amor e da amizade, da vaidade e do egoísmo, do poder e do orgulho, de atenção e carinho uns com os outros. "Por meio do mundo de fantasias, esse menino questiona as coisas mais simples da vida."

A psicopedagoga araçatubense Ângela Nubiato Lopes explica que "O Pequeno Príncipe" provoca fascínio ainda hoje porque é sempre atual. Ela, que também é especialista em Educação Infantil, afirma que este trabalho de Saint-Exupéry é muito importante para todas as gerações porque trata de valores fundamentais e imutáveis, como fé, amor e amizade.

"As crianças são idealistas, pois creem e querem um mundo melhor. E hoje, levar esta obra para elas é uma forma de fazer um contraponto à esta realidade violenta que entra nas casas por meio da mídia e das histórias do cotidiano", afirma Ângela, que diz que nas escolas, "O Pequeno Príncipe" funciona como uma ferramenta de apoio. "A leitura da obra e trechos são usados pelos professores para tratar deste assunto tão importante, que é o mundo ideal." O autônomo Sebastião Assis, de Araçatuba, disse que assistiu ao filme e leu o livro ilustrado para seu filho Igor Malta Assis, de 6 anos, que está iniciando o Ensino Fundamental. "Apesar de ser um pouco triste, é uma história que faz pensar sobre como devemos ver a vida", comenta.

Ângela, no entanto, faz coro com o próprio autor do livro ao analisar que a obra também é de grande utilidade para os adultos. "É sempre agradável ler e ver a história, pois nos lembra que podemos construir uma realidade melhor", diz ela. Sem dúvida alguma, é esta versatilidade que fez com que a obra escrita tenha tido mais de quatro milhões de cópias vendidas somente no Brasil desde a sua primeira edição, de 1952. E ainda hoje aparece nas listas dos livros mais vendidos no País.

O espetáculo que chega a Araçatuba conta, de acordo com seu diretor, esta emocionante história de um menino que vivia sozinho em um planeta tão pequeno como uma casa, com três vulcões e uma formosa flor de grande beleza e bastante orgulhosa. (JEAN OLIVEIRA)

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