terça-feira, 15 de março de 2011

Episódios da infância de Castro Alves são revelados em obra infantojuvenil

A paixão pelas mulheres não foi o único tema da obra de Castro Alves. Longe disso! Considerado um dos mais brilhantes poetas românticos brasileiros, ele fez da liberdade assunto recorrente de seus versos. Abolicionista e republicano, seu principal poema, “Navio Negreiro”, denuncia os maus tratos sofridos pelos negros, por isso é considerado “cantor dos escravos”. E para revelar aos pequenos a importância do artista, a Callis Editora apresenta o título “Castro Alves”, que narra de forma lúdica e ilustrada os primeiros passos do poeta.

Escrito por Myriam Fraga, o título da Coleção Crianças Famosas, mostra a infância do menino Antonio Frederico de Castro Alves. Nascido em Vila de Curralinhos (hoje a cidade de Castro Alves), no estado da Bahia, desde pequeno, ele demonstrava sua aversão às ciências matemáticas e a grande paixão por ler, escrever e desenhar.


A precocidade foi marca de sua trajetória. Perdeu a mãe aos 12 anos. Um ano depois, recitou seu primeiro poema, quando ainda estava no ginásio. Aos 16, mudou-se para a cidade de Recife, onde se preparou para ingressar na Faculdade de Direito. No entanto, a boemia e os muitos amores fizeram com que fosse reprovado nas primeiras nas primeiras tentativas, conseguindo matricular-se no curso anos depois.

No entanto, não conseguiu concluir a faculdade por conta de inúmeras viagens e alguns problemas de saúde. Entre, eles a amputação do pé. Mesmo, assim participou ativamente da vida literária, cultural e até social. Em uma passagem pelo Rio, conheceu os escritores Machado de Assis e José de Alencar.

Como todos os acontecimentos de sua vida, sua morte também foi precoce. Faleceu em 1871, há 130 anos, com apenas 24 anos. Além de “Castro Alves”, a Coleção Crianças Famosas contém mais de 20 títulos que revelam episódios da infância de pintores, escritores, músicos e inventores da história universa, visando aproximar os leitores infantojuvenis dessas personalidades. Jorge Amado, Michelangelo, Monteiro Lobato e Bach são alguns nomes que compõe a coleção.

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